06 de junho, 2012 - Belém

Clima nostálgico no Re-Pa amistoso deste domingão


 

Re-Pa como nos velhos tempos                       


Arquibancada por apenas 10 reais, desafio entre os clubes para ver quem vende mais ingressos, jogo amistoso, muitas estreias, limite de seis substituições para cada time... O clássico do próximo domingo tem características dos Re-Pas dos velhos tempos, inclusive com preliminar entre os times sub 20 de Leão e Papão. Por tudo isso e com tudo isso, o evento deverá valer a pena. O único aspecto exclusivo é o de valer pelo Desafio Superclássico da Amazônia, na celebração do centenário dessa rivalidade.     


Vai ser o 215º amistoso e 712º confronto entre os maiores rivais da Amazônia. Esses são números do clássico mais jogado do mundo, que tem média de 7,2 jogos por ano. Os Re-Pas foram muito mais freqüentes nos primeiros 50 anos dessa rivalidade por causa dos muitos amistosos. A partir da década de 70, com a entrada dos dois clubes no campeonato nacional, houve um freio. O ano que teve mais Re-Pas amistosos foi 1990, com quatro duelos: uma vitória do Remo (1 x 0), duas do Paysandu (1 x 0 e 1 x 0) e um empate (0 x 0).      


Nos 214 amistosos já disputados, 79 vitórias do Leão, 64 do Papão, 71 empates. Na totalização de gols, 345 x 322 para os remistas. O primeiro Re-Pa amistoso foi em fevereiro de 1915. Vitória do Paysandu por 2 x 1. Esses dados foram levantados pelo pesquisador Orlando Ruffeil.                                 

 

 

Hoje, o Leão no primeiro teste      


Com as estréias de Dida, Avalos, Paulinho, Ratinho, Marcelo Maciel e outras caras novas no banco, o Remo testa o time contra o Izabelense de Zeziel, Magrão, Darlan, Bruno, Cleidir, Euler e companhia. Um amistoso com ingresso a cinco reais, que terá ainda Adriano Magrão entrando em campo para se apresentar à torcida azulina.       


Depois da duvidosa goleada de 10 x 0 sobre o São Paulo de Ananindeua, o Leão deve ter hoje uma avaliação verdadeira da sua equipe. O Izabelense tem jogadores rodados e capazes de oferecer resistência aos azulinos. Para Flávio Lopes, um pré-laboratório. Sim! Porque a prova dos nove será o Re-Pa, domingo.           

        

                       

Restam apenas cinco garotos      


Os dois primeiros Re-Pas do ano tiveram 12 jogadores sub 20: os azulinos Thiago Cametá, Alex Ruan, Jhonatan, Reis, Betinho e Jaime, os bicolores Paulo Rafael, Yago Pikachu, Thiago Costa, Pablo, Neto e Bartola.  Nos times que Flávio Lopes e Roberval Davino preparam para o terceiro Re-Pa de 2012 restam apenas cinco entre os titulares: Reis, Jhonatan, Paulo Rafael, Yago Pikachu e Thiago Costa.      


O Re-Pa perde a predominância da garotada. Agora é a hora dos recém-contratados. Cinco no Leão: Dida, Avalos, Paulinho, Ratinho e Marcelo Maciel, e oito bicolores: Fábio Sanches, Marcus Vinícius, Régis, Ricardo Capanema, Fabinho, Alex Wiliam e Kyros. Até que ponto esses times estão reforçados? Como o Papão vai se comportar no sistema 3-4-2-1 de Roberval Davino? Adriano Magrão acha o rumo do gol vestindo azul marinho contra o time onde fracassou? Essas questões dão a cotação do clássico, que já é convidativo a partir do ingresso a 10 reais.                             

 


Uma conversa com Sérgio Cabeça        


Na visita que fez à TV Liberal na última segunda-feira, o presidente Sérgio Cabeça conversou cerca de meia hora com este colunista sobre as dificuldades que teve até agora e seus planos para os últimos sete meses de gestão. Falou muito da esperança de fechar a negociação da área do Carrossel – comodato com uma empresa de grande porte – e a inclusão de um Centro de Treinamentos na transação, além da quitação dos débitos do clube na Justiça do Trabalho. Sérgio se disse frustrado pela perda do campo do Sacramenta, que estava praticamente comprado por um grupo regional de investidores que faria parceria com o Leão nas categorias de base. Tão logo a notícia circulou, uma Construtora se antecipou e comprou o imóvel.       


O presidente remista ouviu explicações sobre as prevenções que Remo e Paysandu precisam para reduzir o risco de novos arremessos de objetos contra árbitros e times adversários nas Séries C e D, como esta coluna alertou durante duas semanas em maio. Sérgio Cabeça concordou com a preocupação do colunista e ficou de tomar providências, como túnel inflável ou qualquer outra forma de proteção aos visitantes e arbitragem. O fato é que se os clubes não agirem agora, poderão pagar caro na competição nacional com perda de mandos de jogos, como indicaram os excessos cometidos por torcedores nos últimos jogos de Leão e Papão no campeonato estadual e na Copa do Brasil.

 

 

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