05 de junho, 2012 - Belém

Re-Pa abre celebração do centenário da rivalidade


 

Re-Pa abre celebração do centenário da rivalidade      


Uma ideia que surgiu aqui na coluna, ganhou corpo e vai se materializar. Remo e Paysandu vão abrir domingo o Desafio Superclássico da Amazônia, programado para ter um Re-Pa em 2012, outro em 2013 e o terceiro em 2014, ano do centenário da rivalidade de azulinos e bicolores. Foi o que disse ao colunista o diretor de competições da FPF, Paulo Romano, esclarecendo que cada jogo terá um troféu em disputa. Domingo o homenageado serão presidente da CBF, José Maria Marin.     


No Desafio, vai valer a pontuação convencional: três pontos para o vencedor ou um para cada em caso de empate. Ao fechamento, se houver empate na pontuação o campeão será definido no saldo de gols ou em pênaltis. Isso significa que o jogo do próximo domingo deixa de ser um simples amistoso, passando a fazer parte da celebração de uma das maiores rivalidades do país. O segundo clássico do Desafio, em 2013, celebrará também os 100 anos de futebol no Remo. E o terceiro, em 2014, será alusivo também aos 100 anos de história do Paysandu.                                       

 


Um teste para Belém do BRT      


Na crise do trânsito de Belém, pelas obras do BRT, o Re-Pa exige providências capazes de atenuar os embaraços no domingo. As maiores dificuldades serão dos torcedores remistas originários do centro da cidade. Como o acesso ao Mangueirão é pelo lado da Augusto Montenegro, haverá transtornos na Almirante Barroso, nas transversais e principalmente na região do Entroncamento. A torcida bicolor não vai sofrer tanto por ter acesso pela transmangueirão.       


Remo e Paysandu pretendem colocar à venda 40 mil ingressos, cobrando apenas 10 reais pela arquibancada e 20 reais pela cadeira. Com esses preços convidativos e com os dois times em reforma, cheios de caras novas, Leão e Papão apostam em casa cheia. O último Re-Pa amistoso, no entanto, teve apenas 8.414 pagantes (R$ 116.250,00) em dezembro de 2009. Vitória azulina por 3 x 1.                                             

 


15 anos do gol mais rápido      


Uma noite de quarta-feira, 4 de junho de 1997. Paysandu 1 x 1 Santa Rosa. Mal o árbitro apitou e a torcida bicolor já comemorava gol. Depois do toque inicial de Maracanã, a surpresa: Vital atirou do meio de campo, encobrindo o goleiro Wagner Xuxa, aos 4 segundos de jogo. O gol foi festejado como o mais rápido do mundo. Mas já em 1998m no Uruguai, Ricardo Oliveira marcou aos 2,8 segundos para o Rio Negro, contra o Soriano, e entrou para o Guinness. Em 2009 a marca foi igualada pelo árabe Nawaf Al Abed. Também aos 2,8 segundos ele marcou para o Al Hilal, contra o Al Shoalah. E no Brasil a marca de Vital foi superada em 2003 por Fred, agora no Fluminense/RJ, mas na época jogando pelo América Mineiro na Copa São Paulo. Fred fez gol aos 3,17 segundos, contra o Vila Nova/GO.      

 

O gol histórico de Vital completou 15 anos ontem. E apesar de superado, sempre será lembrado como um dos mais rápidos da história do futebol mundial. Vital é digno de ser lembrado pela Associação dos Ex-Atletas do Papão para a próxima festa de fim de ano. Merece uma homenagem.    
   

                                   

Remo, Taça Brasil 1965         


WSC é uma empresa de consultoria jornalística informática que levanta os dados explorados nas transmissões da Rede Globo. Roberto Guerreiro, da WSC, fez tentativas em vão junto ao Remo buscando informações sobre a participação do clube na Taça Brasil 1965. O objetivo era organizar dados do Leão Azul no futpedia (enciclopédia virtual do globoesporte.com). Ainda bem que conseguiu contato com o torcedor Lucas Sampaio, criador do Museu Azulino (Internet), e obteve os dados. O Remo foi vice-campeão da etapa norte-nordeste. Decidiu com o Náutico/PE em três jogos. Venceu em Belém por 3 x 0, mas perdeu em Recife por 3 x 1 e 3 x 1. Antes, eliminou o Nacional/AM e o Sampaio Corrêa/MA.        


O site www.museuazulino.com.br, excelente espaço virtual, com ídolos, dados e relatos da história do clube, está inacessível. Lucas Sampaio frustrou-se ao fazer uma proposta ao clube. Diz ele: 'Tentei entrar em acordo com o Remo que era o seguinte: eles disponibilizavam um espaço para que eu pudesse fazer pesquisas e um computador (que eu não ganharia, apenas faria utilização e ficaria em posse do clube) e eu ajeitaria o site e arrumava coisas históricas do clube, que o Remo nunca teve. Falaram que não tinham interesse. Fiquei triste, virei as costas e bloqueei tudo'.  Nem preciso comentar!

 

 

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