28 de maio, 2012 - Belém

Roberto Carlos avisa que parceria com Papão terá que ter profissionalismo


 

Parceria desafia o Papão a se profissionalizar       


Na entrevista ao repórter Abner Luiz (O Liberal e Rádio CBN), Roberto Carlos, ex-Seleção Brasileira, atualmente no Anzhi, da Rússia, falou muito no compromisso de uma relação profissional de sua empresa (RC3 Marketing Esportivo) com o Paysandu e com os patrocinadores que está viabilizando para o clube paraense. Essa parceria, destinada à conquista de mercado, precisa ser assimilada pelo Papão como um desafio interno de profissionalização. O avanço nos negócios impõe uma revisão cultural na gestão do clube, que poderia começar por assessoria de especialistas. O Paysandu sempre teve relação conturbada com patrocinadores regionais, em geral por descumprimento de compromissos. É o que não pode se repetir em hipótese alguma com os parceiros a serem cooptados pela RC3. A partir do patamar que a RC3 pode proporcionar, ou o Paysandu decola ou queima o nome no mundo dos negócios.        


O êxito do diretor de marketing Alan Rodrigues na ligação do Paysandu à empresa de Roberto Carlos é resultado do poder da marca do clube, pela projeção do nome, pela história quase centenária e principalmente pela imensa torcida alviceleste. A parceria é oportunidade ímpar para o Papão explorar comercialmente o seu potencial. O Remo precisa da mesma provocação para a mesma descoberta, para também desatolar.                                       

 


Leão Azul e seus 'trintões'      


Fábio Oliveira é o 'vovô' do Baenão. Vai completar 38 anos na quinta-feira (7) da próxima semana. Adriano é o segundo mais velho. Vai completar 37 em setembro. Edu Chiquita e Aldivan têm 35, Avalos 34, Dida 33, Ratinho e Santiago 32, Magum 30. Diego Barros vai entrar no bloco dos 'trintões' em setembro e André em Janeiro.      


Ter tantos jogadores acima dos 30 anos significa maturidade, que é fundamental numa missão estressante como é a Série D num clube de massa. Mas também pode significar uma limitação no vigor físico, também fundamental na missão do Leão. Cabe à comissão técnica saber explorar o que os 'trintões' têm para oferecer.                        

 


Debate: muito mais que túneis infláveis      


Contribuindo no debate sobre os freqüentes arremessos de objetos contra árbitros e times visitantes, por torcedores de Remo e Paysandu, o leitor Édson Souza (promotor de justiça) observa que 'a solução passa por muito mais que túneis infláveis. Deve envolver campanha de conscientização dos torcedores, serviço eficiente de vigilância eletrônica, homens de segurança dos clubes nas arquibancadas e cadeiras, punição dos infratores com aplicação do Estatuto do Torcedor, entre outras providências que precisam ser estudadas pelos clubes com Polícia Militar, FPF e Seel'. Disse tudo! Falta, porém, a atitude dos maiores interessados.

 

 

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