24 de maio, 2012 - Belém

Um adiamento que caiu do céu para Remo e Paysandu


 

Um adiamento que caiu do céu


Para a CBF, um problema. Para Remo e Paysandu, uma solução que caiu do céu. Para o Águia, indiferente. O adiamento da abertura das séries C e D dá o tempo que Leão e Papão tanto precisavam para organizar seus times, que estão em reforma. As questões na Justiça Comum impunham à CBF a decisão que foi tomada ontem à tarde.


Afinal, além de não poder começar os campeonatos com as pendências judiciais, também não poderia deixar passar de ontem a decisão do adiamento, já que mais de 500 pessoas (atletas, técnicos, árbitros.) teriam que viajar amanhã, numa grande operação de logística comandada pela CBF. Por isso, a dúvida não poderia persistir.


Com as questões encaminhadas à Fifa, como a CBF prometeu, ficam em maus lençóis o Treze/PB e o Brasil/RS, que recorreram à Justiça Comum. O que não poderia acontecer era a CBF repetir o pecado de 2011, quando fez acordo com Rio Branco/AC e deu margem a essas novas confusões. Ou seja, a CBF está colhendo o que plantou.


Papão pela metade do preço


A folha salarial do Paysandu para a Série C 2012 está sendo fechada em 50% do que foi na Série C de 2011. E mesmo nessa faixa de R$ 300 mil mensais, metade do preço anterior, ainda é um time muito caro para a realidade financeira do clube. Receita o clube terá nos patrocínios e bilheterias. O problema é que parte dessa receita está comprometida por dívidas e uma bomba está estourando nos débitos de R$ 5,5 milhões com Arinelson e Jobson, em execução na Justiça do Trabalho.


O novo Papão é uma grande incógnita. Não sabemos o que esperar de Marcus Vinícius, Fábio Sanches, Fabinho, Alex Wiliam e Kiros, que já começam como titulares, e muito menos dos novatos que estão na fila. O crédito é do técnico Roberval Davino, que os apontou e inicia a missão com responsabilidade extra. Se tudo der certo, Davino será endeusado. Caso contrário, será endemoniado. De início, esperança e paciência da torcida. Depois, tudo por conta dos primeiros resultados do time bicolor, que conserva Paulo Rafael, Yago, Thiago Costa, Leandrinho, Billy e Thiago Potiguar como base identificada.


Marcelo Maciel, a flecha sem arco


Flávio Lopes deve saber o que está fazendo, mas ter o velocista Marcelo Maciel no ataque com Ratinho e Reis nas meias é ter uma flecha sem arco. A força e a velocidade de Maciel funcionam bem com acionamento em passes médios ou longos no ponto futuro. Ratinho e Reis são meias que correm com a bola. Nesse meio de campo remista, o jogador com perfil para ser acionador do velocista é Jhonatan, dependendo da função tática que lhe atribuída.


Quem deve casar bem com Marcelo Maciel é Fábio Oliveira, pelo oportunismo e pelo bom trabalho que faz como pivô. Ao receber de volta Marcelo Maciel cinco anos depois, o Remo completou um quarteto de remanescentes da sua última Série C (2008). Os outros são Diego Barros, Adriano e Ratinho. Esses jogadores ganham a chance de se redimir do papelão que foi aquela campanha do rebaixamento. Adriano tem a segunda chance. A primeira foi em 2010, quando o Leão foi eliminado na segunda fase, pelo Vila Aurora/MT.


Debate: as preocupantes 'chuvas' de objetos


Paulo Romano, diretor técnico da FPF, entra no debate da coluna. Diz ele: 'Caro Ferreira, tenho a opinião de que um trabalho conjunto da PM, FPF, clubes e principalmente a Seel e/ou administração do Mangueirão seria necessário para combater esse tipo de atitude. De que forma? Simples: proibir a entrega de garrafas (principalmente as de 600 ml de refrigerante), latas e outros objetos que servem de armas para arremesso.

Vendedor obrigado a servir em copos plásticos. Isso acontece em quase 100% dos estádios brasileiros. Só aqui no Mangueirão que os recipientes (contundentes) são entregues na mão da torcida. Inclusive há a denúncia de amigos meus que vão para a arquibancada de que as garrafas de refrigerantes de 600 ml contêm cerveja. O ambulante põe a cerveja na garrafa e dilui um pouco de coca para mudar a coloração. Isso deve ser investigado tanto pela PM como pela administração do estádio junto à cooperativa responsável pela venda de produtos em dias de eventos.


Portanto, eu acredito que a partir do momento que os torcedores não puderem ficar com as garrafas na mão (latas também!), o risco será diminuído consideravelmente'. As informações de Paulo Romano provam a pertinência da sugestão. De fato, Polícia Militar, clubes, federação e Seel precisam se reunir e tratar de providências conjuntas. Só assim podem evitar ou inibir as 'chuvas' de objetos arremessados por torcedores contra árbitros e visitantes, com consequentes punições aos nossos clubes no STJD.

 

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