23 de maio, 2012 - Belém

Adiamento das Séries C e D pode ser duplamente favorável


 

Adiamento pode ser duplamente providencial       


Dos três times paraenses que vão às Séries C e D somente o Águia está pronto para estrear. Paysandu e Remo estão atrasados no processo de reestruturação dos seus times. Por isso, o provável adiamento proposto por Santo André/SP e Treze/PB pode ser providencial para a segurança das duas competições e especialmente para os dois clubes de Belém. Hoje, dependendo do que for resolvido pelo STJD, a CBF pode anunciar o adiamento por uma semana, ganhando tempo para se livrar os embaraços jurídicos causado pelas liminares fornecidas pela Justiça Comum.        


Era previsível o que está acontecendo. Mas a CBF não poderia se antecipar. Os clubes descontentes deixaram para agir à última hora e a CBF está reagindo também à última hora para cassar as liminares e até para a hipótese de denunciar o Brasil de Pelotas e o Treze de Campina Grande à Fifa. Nessa incerteza, Papão, Águia e Leão se preparam para viver domingo as primeiras emoções do campeonato nacional.                      

 


Como conter os agressores nas arquibancadas?       


A coluna vem batendo na tecla desde a semana passada e propondo o uso de túneis infláveis ou sanfonados para garantir a segurança de árbitros e jogadores nos nossos estádios. A preocupação está focada nas Series C e D que estão chegando e nas sucessivas chuvas de objetos arremessados das arquibancadas nos últimos jogos de Remo e Paysandu pela Copa do Brasil e pelo campeonato estadual. O TJD ignora os fatos. O STJD aliviou os dois clubes punindo-os apenas com multas na sexta e segunda-feira últimas. A questão continua sem resposta: como conter os agressores nas arquibancadas?     


O torcedor Geraldo Pereira propõe uma função à Polícia Militar. Diz ele: “Por testemunha ocular e presença nos estádios, posso declarar que parte da culpa de Remo e Paysandu sofrerem denuncia, e serem julgados pela Justiça Desportiva é responsabilidade do policiamento nas arquibancadas do mangueirão. Se faz necessário que durante o jogo e principalmente ao termino do primeiro tempo e ao final das partidas, o policiamento faça um cordão de isolamento e afaste torcedores das proximidades do tunel dos juizes, do tunel dos times disputantes, e das proximidades dos bancos de reservas e técnicos dos times. Se o policiamento tomasse devidas providências, reduziria a possibilidade de ocorrências desagradáveis”.                                

 


Belém não precisa ser diferente      


O Estatuto do Torcedor estabelece que estádios com capacidade acima de 10 mil pessoas devem ter sistema de câmeras. Curuzu e Baenão deixaram de ter quando os dois clubes deixaram de pagar a empresa que fornecia o equipamento. No Mangueirão a vigilância eletrônica funciona dentro dos padrões, como garante a Seel e confirma a PM.       


Os principais clubes do país deixaram de ser réus freqüentes por causa de torcedores ao investirem na vigilância eletrônica, ao colocarem equipes de segurança nas arquibancadas e dando outras garantias. Remo e Paysandu nunca levaram a sério nada disso. Será que é mesmo a Polícia Militar que deve ser responsabilizada? Cabem à PM funções extras para proteger os clubes, quando esses clubes não tomam qualquer atitude? A coluna quer os torcedores no debate. Responda para cferreira@oliberal.com.br.                             

 


Analdo, 5ª Série C com a mesma camisa     


Titular do Águia desde 2008, Analdo já tem cerca de 150 jogos pelo time marabaense. Aos 33 anos, vai disputar a quinta Série C consecutiva com a camisa aguiana. É o jogador mais identificado com o clube. Já tem a cara do Águia, embora tenha no currículo também a Tuna, o Castanhal, o Abaeté e o Vila Rica.             

 

Pela eficiência nos passes, pela combatividade e pela confiança que transmite aos companheiros, Analdo funciona como ponto de equilíbrio do Águia. É o homem do desafogo. No sufoco, bola pra ele. Ele sempre sabe o que fazer! Quando Analdo não joga, o Águia perde estabilidade. Isso é flagrante!        


Além de Analdo, o zagueiro Edcleber também vai à quinta edição seguida da competição com a camisa aguiana, mas há três temporadas é reserva, mesmo caso do bicolor Zé Augusto. O atacante do Paysandu vai à sexta Série C seguida, mas com pouca participação nesta reta final da carreira.

 

 

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