17 de maio, 2012 - Belém

Leão tem a sexta maior média de público do Brasil


 

Remo tem a sexta média de público do país          


O pernambucano Rodolfo Brito (twitter @rbrito1984) é um jornalista esportivo especializado em dados estatísticos no futebol. Acompanha todos os campeonatos regionais e nacionais. A pedido deste colunista, levantou as principais médias dos campeonatos estaduais. O Remo aparece com a sexta maior média do país (14.406 pagantes por jogo), superado somente por Santa Crus/PE (24.416), Itumbiara/GO (22.852), Sport/PE (17.495), Corinthians/SP (17.204) e São Paulo/SP (16.460). As médias dos três primeiros têm influência do poder público. Santa Cruz e Sport impulsionados pela troca de ingressos por cupons fiscais, promovida pelo governo de Pernambuco. E o Itumbiara pela prefeitura do município, que compra ingressos e distribuiu para servidores públicos.
         

O ranking tem as 23 maiores médias de público dos campeonatos estaduais. O Leão Azul é o único do norte e supera, pela ordem: Santos, Bahia, Palmeiras, Coritiba, Grêmio, Náutico, Botafogo, Vasco, Figueirense, Internacional, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Flamengo, Atlético/PR, Ponte Preta, Fluminense e Portuguesa/SP.
         

Na Copa do Brasil a maior média ainda é do Independente/Tucuruí (22.184 pagantes por jogo) e a segunda é a do Paysandu (22.109). O Remo é 8º (14.259), com esta coluna havia publicado com o devido destaque na semana passada. O Papão é o recordista da atual Copa do Brasil com o jogo de maior público: 36.515 pagantes no Mangueirão, diante do Coritiba.
 
 
 
                                  
Ranking das médias paraenses
         

No Campeonato Paraense o ranking ficou assim: 1º - Remo (14.406), 2º - Paysandu (6.536), 3º - São Raimundo (4.508), 4º - São Francisco (3.668), 5º - Cametá (2.716), 6º - Independente (2.208), 7º - Águia (1.828), 8º - Tuna (1.303).           


O Cametá, campeão estadual, teve a quinta média de público graças aos 11.836 pagantes do primeiro jogo da decisão no Mangueirão. Nos 9 jogos que fez no Parque do Bacurau teve apenas 15.323 pagantes, média de 1.666 por jogo.                 

 


Eles não conseguem fazer certo nem a coisa errada        


Além de antiético, o acordo entre Remo e Cametá foi uma grande trapalhada. O Remo resolveu a crise financeira do adversário. Com a divisão das rendas, em troca da vaga na Série D, deu condições para o então presidente Orlando Peixoto garantir aos jogadores cametaenses que faria os pagamentos pendentes. Era a cartolagem remista admitindo que não confiava no próprio time. E o time mostrou que não era mesmo confiável! O indecoroso acordo não teve documento. Tudo na palavra! E ninguém honrou a palavra. A começar por Peixoto. Com o Cametá campeão, ele desistiu de entregar a vaga na Série D. O Remo reagiu retendo os R$ 159 mil do Cametá na renda da decisão. Sem ter como fazer os pagamentos prometidos, Peixoto viu-se em 'saia justa', entre a cruz e a espada. Se não assinasse o documento da desistência, ficaria muito mal com os jogadores por não pagar salários. Assinando, ficaria muito mal com o povo cametaense. Assinou sob o compromisso verbal dos remistas de manter sigilo até ontem. Assim teria tempo para dividir a decisão com autoridades de Cametá e demais dirigentes do clube. Por isso o documento tem a data de ontem, embora tenha sido assinado e protocolado na terça-feira. E o sigilo - é claro! - foi quebrado pelos remistas.
        

Orlando Peixoto passou do papel de herói ao papel de vilão de um dia pro outro. Está pagando pela falta de transparência nas atitudes. Tentou tapar o sol com a peneira e se deu mal. Perdeu a presidência do clube e virou inimigo público em Cametá, embora tenha sido o maior responsável pelo feito histórico da conquista do campeonato estadual. E os dirigentes remistas comemoram o objetivo alcançado, sob a ideia de que os fins justificam os meios.                           
 
            

Justiça extingue processo de cartola contra o colunista
        

Há oito meses, o cartola do Remo Hamilton Gualberto ingressou com ação na Justiça contra este colunista. Ontem, na audiência de julgamento, a juíza Carmen Oliveira, da 10ª Vara do Juizado Especial Cível, extinguiu o processo e condenou o cartola remista ao pagamento das custas processuais.
        

Depois de tentar junto ao meu advogado José Mário Silva a minha anuência para desistência do processo, sem êxito, Gualberto não compareceu à audiência de ontem. Na ação, o cartola me acusava de referência a ele na coluna como 'amador' e ao Remo como 'clube falido'. Queixas tão vazias que se encerraram com a ausência do reclamante no que deveria ser o julgamento do mérito.

 

 

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