11 de maio, 2012 - Belém

Saiba quem é o maior campeão do gramado do Mangueirão


 

Quem ganhou mais títulos no Mangueirão?         


Há 35 anos o Mangueirão é o principal palco do futebol paraense. No período, sediou 33 decisões estaduais. O Remo conquistou 16 títulos, o Paysandu 14, a Tuna 2 e o Independente 1. Dados do pesquisador Orlando Ruffeil. Domingo o Cametá vai tratar de entrar nessa gloriosa estatística, na 100ª decisão da história do Parazão.         


O Mangueirão sediou também a conquista da Taça de Prata (2ª divisão nacional) pela Tuna em 1985, na vitória sobre o Goytacaz/RJ (3 x 2) e da 2ª divisão nacional de 1991 pelo Paysandu, na vitória sobre o Guarani/SP (2 x 0). Foi palco de todos os mandos de jogos do Paysandu na conquista da Copa dos Campeões, em 2002, conquistada em Fortaleza, e de todos os mandos de jogos do Remo na Série C de 2005, conquistada em Novo Hamburgo /RS.                         

 


Chuva de objetos, um perigo que exige atitude         


O campeonato estadual está acabando com repetidas chuvas de objetos atirados ao campo por 'torcedores' e omissão do TJD. Também foi assim o último jogo em Belém da atual Copa do Brasil, que levará o Paysandu a julgamento no STJD. A duas semanas da abertura das Séries C e D, esta coluna alerta para o péssimo hábito que ameaça de clubes paraenses de outras punições com perdas de mandos de jogos. Nos últimos 9 anos, 17 mandos foram perdidos por Remo e Paysandu, para prejuízo dos dois clubes superior a R$ 2,5 milhões.          


Consultei o secretário de esporte, Marcos Eiró, sobre o Mangueirão. A Seel ainda dispõe da estrutura de túnel móvel. Só precisa revesti-lo e isso só depende do fechamento de patrocínio. Eiró me disse que está avaliando a possibilidade de dar um recurso mais moderno à segurança de atletas, técnicos e árbitros. Penso que a urgência deve falar mais alto, mesmo para a solução mais simples. Remo e Paysandu precisam ter a mesma preocupação com Baenão e Curuzu. Não deve ser difícil viabilizar os túneis móveis junto a patrocinadores. O que não pode é esses clubes continuarem sofrendo as conseqüências da falta de prevenção. Para Baenão e Curuzu até uma cobertura portátil poderia resolver. É só querer. E agir!                                 

 


Ameaça de prisão para Rafael Paty         


O presidente do Cametá, Orlando Peixoto, recebe hoje da Polícia Militar uma comunicação oficial alertando para o comportamento do atacante Rafael Paty. Na segunda-feira o atleta comemorou seu gol com provocação à torcida do Remo fazendo o “T” de uma torcida do Paysandu, numa atitude que poderia resultar em prisão, por apologia a uma entidade que a Justiça declara clandestina. Segundo o coronel Hilton Benigno, se Paty repetir o gesto no domingo, será preso imediatamente.           


Outro gesto, tido como alusivo à torcida remista igualmente extinta pela Justiça, já foi feito neste campeonato por jogadores do Remo. Assim sendo, o mesmo alerta caberia ao Clube do Remo. Com outros nomes, mesma rivalidade e habituais confrontos, as duas torcidas “extintas” seguem com suas atividades empolgantes quando torcem e apavorantes quando duelam.                     

 


Nomes, números e fatos de barbeiragens azulinas         


Flávio Lopes já precisou improvisar o zagueiro Juan Sosa de volante e até de lateral. Agora recorre ao atacante Marciano para a meia, como substituto de Reis, enquanto Edu Chiquita e Deivisson, contratados para o segundo turno, fazem número no elenco. Outros meias que passaram pelo Baenão no pacote de 25 contratações. Christian Fernandes só jogou amistosos, Franklin nem amistosos, Juliano só alguns minutos no campeonato. O volante Jean Marcelo é o caso mais gritante. O Remo está pagando para recuperá-lo de uma contusão que ele já tinha quando foi contratado, tanto que uma semana antes havia sido reprovado em exames médicos no Rio Claro/SP. O atleta já fez até cirurgia em Belém, por conta do Leão Azul.           


Dos 25 jogadores que o Remo colocou no Baenão nos últimos 9 meses, para o campeonato estadual e Copa do Brasil, sete já foram embora (Rodrigo Ayres, Bruno Oliveira, Juliano, Balu, Felipe Baiano e Christian Fernandes), quatro ainda não estrearam (Dida, Edu Chiquita, Franklin e Jean), enquanto Deivisson jogou apenas 30 minutos. O saldo positivo fica por conta de Edinho, André, Juan Sosa, Cassiano e Fábio Oliveira, jogadores de inegável utilidade na campanha pelo título estadual, sob comando de Flávio Lopes, o maior dos acertos remistas. Graças a Flávio Lopes o Leão reagiu no campeonato e revelou Thiago Cametá, Jhonatan e Reis, antes ignorados e agora peças fundamentais.          


Essa avaliação, com números, nomes e fatos, remete à constatação de que nem mesmo o título, que pode ser conquistado no domingo, anularia as barbeiragens azulinas. Afinal, foram muitas e gritantes.

 

 

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