10 de maio, 2012 - Belém

Que falta fazem os túneis 'sanfonas' à beira do gramado


 

Segurança: a falta que fazem as 'sanfonas'         


Túneis móveis dentro do campo, em forma de sanfona, com exploração de publicidade, tornaram-se necessários nos estádios para proteção de árbitros, jogadores e técnicos, pelo péssimo hábito de torcedores que atiram objetos. Em Belém o Mangueirão teve túneis móveis de 2002 a 2006. O retrocesso devolveu todos os riscos. No último jogo do Paysandu, contra o Coritiba, pela Copa do Brasil, a arbitragem precisou de proteção policial para sair de campo. O árbitro alagoano Francisco Carlos Nascimento (Fifa) relatou: 'Informo que após o termino da partida, no momento em que este quarteto de arbitragem se dirigia para o seu vestiário, próximo à pista de atletismo, torcedores da equipe local que estavam na arquibancada arremessaram em nossa direção: garrafas, copos plásticos, latas de refrigerante. Informo ainda que estávamos escoltados pelo policiamento'.         


O relato do árbitro ganha contundência pelas imagens em rede nacional (Sportv) mostrando que jogadores do Coritiba precisaram da mesma proteção. Fatalmente, em breve o Paysandu irá a julgamento no STJD, e dificilmente escapará da perda de mandos para cumprir na sua próxima Copa do Brasil. No jogo contra o Sport Recife a televisão já havia mostrado o jogador Jael, do time pernambucano, entregando à arbitragem uma garrafa pet atirada nele. É importante lembrar que o arremesso de objetos ao campo tem acontecido no campeonato estadual sem atitude firme do TJD, que no máximo aplicou multas. Foram multados o Abaeté, o Remo e o Águia. Nos jogos Paysandu x Águia e Remo x Cametá, no Mangueirão, houve 'chuva' de objetos atirados das arquibancadas. Nada relatado em súmula, nem denunciado no Tribunal pelos procuradores. Essa postura do TJD é uma contribuição a mais para a má conduta dos torcedores nas competições da CBF, cujos casos são julgados com o devidorigor pelo STJD.                                   

 


Papão 7 e Leão 10 mandos perdidos em 9 anos        


O histórico de mandos perdidos, de 2002 a 2011, mostra o Remo fazendo um quatro jogos longe de Belém e três com portões fechados no Baenão e Mangueirão, e o Paysandu com seis jogos de portões fechados na Curuzu e um em Cametá. Ano passado foi novamente punido pelo STJD perdendo um mando por incidente no jogo contra o CRB, na última Série C, mas recorreu e conseguiu absolvição.         


Em 2005, na Série A, o Paysandu jogou com portões fechados em Belém contra Figueirense e Coritiba. Em 2006, na Série B, contra América/RN, São Raimundo/AM, Santo André e Coritiba. Em 2008, foi forçado a estrear na Série C jogando em Cametá, contra o Bacabal/MA. Total: 7 jogos. Prejuízo de mais de R$ 1 milhão. O Remo sofreu mais. Em 1996 teve que jogar contra o Ceará em Imperatriz/MA. Em 2002, em Santarém contra o Guarani/CE. Em 2004, em Macapá contra Vila Nova/GO e América/MG. Em 2007, portões fechados em Belém contra Guarani/SP, Ceará e Coritiba. Em 2006, portões fechados em Belém contra Ipatinga, Coritiba e Santo André. Total: 10 jogos. Prejuízo em torno de R$ 1,5 milhão.                                

 


Marciano, 16 gols com a camisa remista         


Com 16 gols (dez no Parazão 2010, três na Copa do Brasil 2010, três no Parazão 2012), Marciano é o maior goleador remista desde sua primeira vinda. O segundo é Fábio Oliveira, com os 11 gols marcados este ano, e o terceiro é Marlon, com 10 gols, de 2008 a 2011. Marciano poderia ter 19, não fossem os três pênaltis perdidos na mesma trave, no Mangueirão, contra Paysandu, Santos e Cametá. Uma coincidência mística, até porque na trave do lado do Planetário Marciano jamais conseguiu fazer gol, de forma alguma. Na outra trave fez três só em Re-Pa, inclusive de pênalti!                                  

 


Ronaldo repensa e aceita mudar de função na Curuzu         


Dias Renato, Nad, Lecheva, Paulinho, Careca, Robgol e agora também Ronaldo. Ex-jogadores do clube que seguem trabalhando na Curuzu. Ronaldo foi indevidamente anunciado como novo treinador de goleiros, sem ter sido consultado. Ontem deu entrevistas recusando. Ontem mesmo ouviu conselhos, repensou e decidiu aceitar. Hoje já vai trabalhar na nova função. Por isso, o goleiro Paulo Vanzeler está de volta.          


Charles Guerreiro foi técnico do Papão até 2010, quando foi campeão estadual. Pedrinho ocupou as funções de gerente de futebol. E agora Vandick é candidato à presidência, podendo conquistar o cargo máximo do clube nas eleições de dezembro. O espaço para ex-jogadores é uma louvável característica do Paysandu, bem diferente da postura do rival Clube do Remo. É fato também que o Paysandu tem contratado ex-jogadores para o quadro funcional por não ter como pagar débitos trabalhistas. O próximo poderá ser Zé Augusto, se não for eleito vereador.

 

 

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