07 de maio, 2012 - Belém

Até que ponto há vantagem para o Leão?


 

Até que ponto há vantagem para o Leão?


O Cametá volta a campo no Parazão 36 dias depois do seu último jogo, em que venceu a Tuna por 2 a 1 no Parque do Bacurau. Esse intervalo prejudica ou benefi cia o time cametaense? Em tese, quebra o ritmo e tende a comprometer. Mas era o que todos diziam do Paysandu em 2009, quando ficou 21 dias à margem do campeonato, como campeão do primeiro turno, enquanto o São Raimundo decidia o segundo turno com o Remo. O Papão fez intertemporada em Barcarena
e reapareceu atropelando.


Fez 6 x 1 logo no primeiro jogo e administrou no segundo para fazer a festa de campeão. A diferença é que o Cametá não aproveitou da mesma forma o período da espera. E só hoje saberemos em que condições o time cametaense vai reaparecer. O Remo está em embalado. A vantagem fundamental do Leão é fazer os dois jogos em Belém, com público expressivo no Mangueirão. Todos os ventos estão soprando a favor do Remo nesta decisão. No entanto, para levar o título o time remista terá que ser tão competitivo quanto foi diante do Águia. Caso contrário, o Mapará terá real possibilidade de ser campeão e levar o prêmio mais importante da disputa: a vaga paraense na Série D.


Decisão de hoje esteve ameaçada


A Seel precisou agir em correria, em cima da hora, com documento e muitos telefonemas no fim de semana para que o Mangueirão não fosse interditado. É que o laudo de engenharia civil perdeu a validade no sábado. O Ministério Público só liberou o estádio para o jogo Remo x Cametá depois que um engenheiro da Seel assinou documento se responsabilizando pela segurança estrutural. Cumpriu-se assim uma formalidade que permitiu ao promotor Marco Aurélio Nascimento dar um prazo de 30 dias para a apresentação do novo laudo. Como o fato nem chegou a virar notícia, o futebol paraense foi poupado de nova polêmica por veto de estádio. Ufa...!


Fôlego e saneamento moral


Árbitros barrigudos, que acusavam uns aos outros de desonestidade. Assim, a arbitragem paraense foi inconfiável dentro e fora de campo ao longo de décadas, a ponto de ser ignorada pela CBF nas escaladas do Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil. Na mudança da água pro vinho, ganhou fôlego e saneamento moral. Na geração atual a maioria dos árbitros é formada ou está em curso superior. E tem o rendimento físico suficiente para acompanhar os lances de perto. É bem o caso de Dewson Fernandes, dono do apito para Remo x Cametá, hoje. A FPF está fazendo pesquisa para descobrir o seu último campeonato com 100% de arbitragem local, como deve ser o caso do Parazão 2012. Pelo menos nos últimos 50 anos o fato tão gratificante não aconteceu.

 

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