04 de maio, 2012 - Belém

Paysandu bem maior nas arquibancadas que no gramado


 

Papão, muito maior nas arquibancadas que em campo 
        

Ao final do jogo, ontem, o time foi aplaudido pela torcida. Mas os torcedores é que mereciam aplausos, com exceção para os desequilibrados que atiraram objetos ao campo, expondo o clube ao risco de punição no STJD. O fato é que o Papão foi muito maior nas arquibancadas do que em campo. O time bicolor foi valente, mas não conseguiu se impor diante da maior qualidade do adversário, que falou mais alto. O Coritiba venceu com justiça. O Paysandu se despediu com dignidade da Copa do Brasil. Sobretudo porque reafirmou para o Brasil a força da sua torcida.
         

O abafa planejado e tão prometido não foi possível. Sobrou vontade, sobrou esforço, mas faltou espaço. O time paranaense foi competente em todos os aspectos, venceu e obrigou Ronaldo a trabalhar mais que o seu goleiro, Vanderlei. Para os bicolores, fim de linha na Copa do Brasil. Agora é foco exclusivo na Série C. É hora de avaliações e reavaliações. Hora de elevar o nível do time para a próxima missão, que será a mais importante da temporada, na busca do tão almejado acesso à Serie B nacional.
 
 
                          

Qual a maior torcida do Pará?         


As torcidas de Remo e Paysandu voltam a impressionar o país. E reacendem a polêmica saudável: Qual a maior torcida do Pará? O site wikipedia registra 17 pesquisas, feitas a partir de 1947, com respostas divididas entre azulinos e bicolores.         


Há 65 anos, uma promoção do Jornal A Vanguarda apontou o Remo como “Mais Querido”.  Em 1993, o Datafolha apontou a torcida do Paysandu como a maior. Em 2001, pesquisa da Revista Placar: 12% para o Papão e 8% para o Leão na região norte. E deu Papão novamente em outra pesquisa, do Datafolha em conjunto com a Placar. Em 2002, outra pesquisa da Revista Placar mostrou a torcida do Remo como maior do Pará. Em 2004, pesquisa Ibope/Lance: Remo com 1,3 milhão de torcedores, 16ª maior torcida do Brasil. Paysandu com 1,1 milhão, 17ª maior torcida do país. Também em 2004, pesquisa Ibope/Globo: Leão e Papão com 1%, cada, da população brasileira, empatados com Bahia, Sport, Coritiba, Vitória e Santa Cruz. Ainda em 2004, Instituto Acertar: Remo 46%, Paysandu 44,8% da torcida paraense. 2006, pesquisa do site www.enquetes.com.br entre clubes da Série B: Remo campeão com 72,51%.  Em 2007, pesquisa da rede de farmácias Big Ben através de cartões em escudos dos clubes: Remo 340 mil, Paysandu 319 mil. 2007, Revista Placar: Papão 34%, Leão 23%. 2008, Instituto Gallup: Remo 21º do país, Paysandu 23º. Ainda em 2008, Datafolha: Papão 2% e Leão 1% da preferência de crianças de 4 a 12 anos. No mesmo ano, o Datafolha fez outra pesquisa nacional. Leão, 1.286.000. Papão, 1.188.000. Em 2010, outra do Datafolha: Papão na frente. 20º lugar com 43% da preferência nacional. No mesmo ano, só o Remo apareceu na pesquisa do Ibope: 1,1% da preferência nacional entre jovens de 10 a 15 anos. Também em 2010, Instituto QualiBest: Paysandu 0,3 e Remo 0,1% dos internautas do Brasil.          


A variação de respostas deixa sem resposta a pergunta sobre a maior torcida do Pará. Mas os dados refletem a grandiosidade e o fanatismo da torcida paraense com um todo.                                    

 


O despertar da Fiel         


Antes do jogo de ontem, o Paysandu tinha a tímida média de 6.665 pagantes por jogo na temporada. Com os 36.515 pagantes de ontem, aumentou a média para 9.650. Desafiada pelo repórter Dorival Crispim, da Rádio Transamérica do Paraná, em áspera entrevista com Harisson, e pela torcida do Remo, que lotou o Mangueirão no último domingo, a torcida bicolor, que andou distante do time no campeonato estadual, despertou e ressurgiu na plenitude ontem no Mangueirão. Foi um reatamento na hora certa. A Fiel retomou o seu fervor três semanas antes da Série C. Ótimo indício para o que vem por aí em mais uma luta por ascensão no Campeonato Brasileiro.                                        

                           


Tonhão, finalista de muleta
         

Um mês e meio depois de ter a pena quebrada acidentalmente num choque com o remista Jaime, o zagueiro cametaense Tonhão é um finalista de muleta. Está em Cametá. Vai ver pela televisão o primeiro jogo da decisão estadual. Mas estará no Mangueirão dia 13, na finalíssima, com seus colegas de Mapará.
         

Tonhão vai iniciar em breve a fisioterapia na Clínica Desportiva, que o contemplou com gratuidade no tratamento. O atleta diz que está recebendo todo o apoio do Cametá e que os médicos projetam sua volta aos gramados para um prazo de quatro meses. Do final de agosto para o início de setembro.  

 

 

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