31 de janeiro, 2012 - Belém

Bartola 'filho' é do Paysandu, mas Bartola 'pai'...


 

Bartola é filho de ex-atacante do Remo        


Bartolomeu, o 'Bartola', ponta direita, passou discretamente pelo Remo em 1991. Em 1998 foi colega de Vânderson no Castanhal. O que o pai não conseguiu em oito anos de insistência no futebol, o filho Ânderson já conquistou no primeiro mês como profissional. Bartola filho já é famoso, já é xodó de uma grande torcida, uma gratíssima revelação do Paysandu.         


Natural de Santa Maria do Pará, Bartola tem apenas 17 anos, mas já rodou pelo Bahia, Vitória, Palmeiras, Santos, Vasco e Fluminense. Jogou um Re-Pa da categoria sub 13 no Paysandu e um campeonato da mesma categoria no Castanhal. Jogou também sub 15 no Japiim. No meio do ano foi levado por um empresário para o Fluminense, mas foi testado no time carioca como lateral esquerdo e logo se desiludiu, a ponto de voltar para a Curuzu, onde foi campeão e artilheiro sub 17 (11 gols) este ano. Talvez pela ampla rodagem, Bartola mostra maturidade para sua idade e uma admirável determinação para vencer no futebol. O promissor atacante está vinculado ao Papão até o final de 2014. O contrato de três anos foi assinado este mês.         


Falando ao colunista, o pai, Bartolomeu, manifestou gratidão ao Paysandu, especialmente ao coordenador da base Carlos Alberto Mancha e ao ex-atleta Vandick Lima, pelo apoio dado ao seu outro filho Michael, também jogador, quando sofreu uma doença grave. Plenamente recuperado, Michael, que é volante, vai defender o Papão no próximo campeonato sub 20.                               

 


Ex-pipoqueiro, literalmente        


Goleiro Paulo Rafael, 20 anos, titular do Paysandu nos dois últimos jogos, já foi pipoqueiro no Mangueirão. Vendia pipoca no estádio para ajudar nas finanças da família. Um dia cobrou uma chance de Carlos Alberto Mancha na base do Paysandu. Quatro anos depois, teve a felicidade de jogar um Re-Pa no Mangueirão e provar que de pipoqueiro não tem mais nada. Pelo contrário, foi arrojado quando precisou e contribuiu para a vitória do Papão, tendo como reserva o seu antigo ídolo Ronaldo.       


Embora seja fruto da base do Paysandu, Paulo Rafael está emprestado ao Papão pelo Sport Recife até o final do campeonato estadual. Foi para o clube pernambucano em 2010, depois de ter sido dispensado na Curuzu. Voltou com moral depois de ter jogado algumas partidas pelo Sport na Série B de 2011. Seu vínculo é partilhado entre Sport Recife e a empresa GR Sports, com 50% para cada.                     

 


Cerveja e uísque no camarote do Papão        


Seis caixas de cerveja e duas garrafas de uísque foram apreendidas no camarote do Paysandu, no Mangueirão, domingo, por ocasião do Re-Pa. A farra foi flagrada pelo tenente-coronel Hilton Benigno, da PM, que estava sem farda. Está sendo formalizada a denúncia ao Ministério Público do Estado, para onde a Polícia Militar tratou de encaminhar o material apreendido.        


O consumo de bebida alcoólica nos estádio é proibido pelo Estatuto do Torcedor. A infração se agrava pelo fato de que o Paysandu tinha o mando de jogo. O que pode acontecer? A questão está sendo estudada no Ministério Público. Verdade ou não, depois desse flagra a PM já foi informada de que o consumo de cerveja e uísque é comum no camarote do Paysandu em jogos na Curuzu.                               

 


Leão tratando de tirar proveito       


É possível ganhar na derrota? Sim. E o Remo está em busca disso. As reações imediatas foram serenas, no Mangueirão. Ontem, no reencontro, no Baenão, mais ainda. Comissão técnica e jogadores se perguntaram quais os erros cometidos. E desse questionamento vão sair providências, que passavam por um realinhamento do time.        


Os remistas concluíram que falta maior integração entre defesa, meio de campo e ataque. A solução do problema fica por conta do técnico Sinomar Naves e pode depender de uma ou duas contratações. A carência mais flagrante é de um volante com recursos técnicos para armar jogadas. O time tem necessidade também de um meia ofensivo, que pode ser o garoto Reis, já que os atuais meias raramente entram na área. Mas essa já é uma opinião do colunista.        


A reunião de ontem terminou com a consciência de que amanhã o Leão terá que se impor a qualquer custo diante da Tuna para vencer, antecipar a classificação e se reabilitar junto à torcida. Afinal, outro mau resultado pode atrair graves problemas para o Baenão.  

 

 

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