30 de janeiro, 2012 - Belém

Para entrar para a história: atuação impecável rendeu vitória ao Papão


 

Vitória de um Papão épico, intenso e envolvente       


Mais ligado, mais vibrante, mais tático, mais agudo, mais objetivo e mais determinado. Jogando assim, o Papão foi épico, intenso, envolvente e vitorioso no Re-Pa. Nad conseguiu transmitir atenção, bravura e entusiasmo aos atletas, que tiveram aplicação no plano tático do comandante. Isso tudo resultou numa atuação soberba e vitória justíssima sobre o Leão Azul.      


Além de ter vencido por 2 x 0, o Paysandu fez do goleiro Jamilton a melhor peça do time remista. Ou seja, o placar poderia ter sido maior. Foi superação com competência. Com cinco homens no meio de campo, jogando compacto na marcação e trocando passes em velocidade nos contra-ataques, o Papão dominou o rival, infernizou e mandou no jogo. Nad teve todos os méritos pelo ânimo e organização que deu ao time, convertendo as limitações em cumplicidade e aguerrimento. Uma tarde de glória e de auto-afirmação para a garotada bicolor, que ganhou moral para decolar no campeonato. A jornada serviu também para despir o time do Remo, que já vinha sofrendo críticas pelo futebol confuso, apesar da boa campanha. Agora as críticas devem se tornar mais ácidas, exigindo mais reflexão de cartolas, técnico e jogadores no Baenão. A primeira reação dos azulinos, minutos depois do jogo, foi perfeita. Reconheceram a superioridade do Paysandu e deram força uns aos outros.                           

 


Um Re-Pa eletrizante e revelador        


Eletrizante, o Re-Pa foi um jogão que funcionou bem como termômetro. Foi revelador para os dois lados. O Paysandu constatou o valor do time que tem, inclusive dos desconhecidos Cariri e Douglas, estreantes que deixaram boa impressão. Bartola provou que é a principal revelação das cinco primeiras rodadas do campeonato, com habilidade, velocidade e forte personalidade. Yago e Helinton brilharam. Billy provou que não poderia ter sido preterido na Série C. Até Leandrinho e Robinho saíram-se bem. Todos com funções muito claras no plano tático de Nad. A lição serviu principalmente para a maioria que via Nad e seus garotos com desconfiança e má vontade.          


Lição muito útil também para os remistas. Confirmaram que o time ainda é desconexo e que não tem a consistência imaginada. Mas pode evoluir e tornar-se confiável à medida que Sinomar Naves fizer ajustes e puder contar com a plenitude física de Magnum. O jogo mostrou mais uma vez a carência que o Remo tem de um volante com capacidade de iniciar jogadas. Adenísio e Felipe Baiano são implacáveis no combate, mas limitadíssimos na criação de jogadas. Assim começam os pecados ofensivos do Leão, sempre lento e sem repertório ao iniciar suas investidas.                             

 


Onde Nad deu o laço tático?        


Ao congestionar o meio de campo com cinco homens (Vânderson, Billy, Cariri, Leandrinho e Robinho), compactando a marcação e aproximando as peças para agilização do passe, Nad deu ao Paysandu o comando do jogo. Se o plano era contra-atacar, o Papão foi além e tomou iniciativas. Ganhou confiança e tornou-se mais contundente com Helinton no lugar de Cariri. O time bicolor cresceu dentro do jogo, à medida que foi percebendo o seu potencial.          


Sinomar Naves usou os recursos que tinha, com o talento de Magnum, com a velocidade de Cassiano e com a dinâmica de Jaime. Mas nada resolveu. O Leão não saiu do laço. O goleiro bicolor Paulo Rafael só trabalhou em defesas comuns. Se o azul marinho predominou nas arquibancadas, em campo a tarde era alviceleste no Mangueirão.                                      

 


Águia líder e Cametá único invicto        


O interior passa a ter o Águia na liderança e o Cametá como único invicto do campeonato, por conta das derrotas do Remo e do São Francisco. E o Paysandu passa a integrar o G4, dando novo fôlego ao campeonato, superando Tuna e São Francisco nos critérios de desempate.          


O domingo foi tão perfeito para o Papão que a entrada no G4 foi confirmada à noite com o empate (2 x 2) entre São Raimundo e Independente, depois que o time santareno havia feito 2 x 0 e tomado a quarta posição por pouco tempo. Capital (Remo em 2º e Paysandu em 4º lugar) e interior (Águia em 1º e Cametá e 3º lugar) dividem as quatro posições da zona de classificação, faltando duas rodadas para a definição dos semifinalistas. Pelas posições atuais, as semifinais seriam Águia contra Paysandu e Remo contra Cametá, em jogos de ida e volta.  

 

 

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