26 de janeiro, 2012 - Belém

De volta ao Parazão, Magnum aparece como uma ilha de talento


 

Magnum, uma ilha de talento
       

Magnum parecia flutuar em campo, quando estreou pelo Remo, em Cametá, na metade do segundo tempo. Foi favorecido jogando sem marcação. Exibiu talento no fino trato com a bola e privilegiada visão de jogo, além de orientar posicionamentos. Precisamos vê-lo num jogo pegado, como o Re-Pa, e mais ainda quando entrar em forma. Mas já causou excelente impressão.
       

Na correria típica deste campeonato, com tantos quebradores de bola, um jogador tão técnico, habilidoso e elegante como Magnum até parece extra-terrestre. Na realidade, uma ilha de talento nesse pobre futebol regional. Alex Oliveira, pelo Remo, em 2006, era o último “et” que tínhamos visto por aqui. Alex Oliveira foi elegante e decisivo. O tempo vai dizer se Magnum chegará a tanto.  
 
                      


Trio de arbitragem por apenas R$ 3 mil
      

Como árbitro, Joelson Cardoso vai faturar no Re-Pa uma cota de R$ 1,5 mil. Para os assistentes José Ricardo Guimarães e Márcio Gledson, R$ 750. Um trio por apenas R$ 3 mil para o clássico, sem os custos de passagem aérea e diária. Cabe ao trio ser competente e credenciar a arbitragem regional para outros Re-Pas. Afinal, o sinal já está verde nas Séries A e B nacionais, como prova de progresso. 
      

Demais cotas para árbitros no campeonato são de R$ 800 ou de R$ 600, dependendo da classificação do jogo. Os três últimos paraenses a apitar Re-Pa foram Domingos Viana no Parazão 2003 (1 x 1), Olivaldo Morais no AmaBelém em 2007 (1 x 1) e Andrey Silva num amistoso em 2009 (vitória remista por 3 x 1).
 
 
                         

Torcidas cadastradas pela PM
       

São 22 as torcidas organizadas cadastradas pela Polícia Militar, com sinal verde para o Re-Pa do próximo domingo. 12 do Leão: Guamazulinos, Ver-o-Remo, Remo Chopp, Império Azul, Camisa 33, Torcida Remista, Leões da Real, Trovão Azul, ARTUTA, Pavilhão 6, Piratas Azulinos e Torcida Organizada do Remo. 10 do Papão: Ira Jovem, Torcida Bicolor, Facção Jovem, Raça Bicolor, Movimento Papão Chopp, Fúria Bicolor, Força Jovem, Alma Celeste, Mancha Alviceleste e Torcida Independente.
       

De todas essas torcidas a PM tem identificação dos integrantes, especialmente dos líderes, que hoje estarão em reunião às 15 horas no Comando do Policiamento da Capital. Vão ouvir recomendações da PM para conduta pacífica no clássico do próximo domingo. Também vão saber detalhes da entrada do Poder Judiciário no esforço conjunto das instituições contra a violência que cerca o futebol. É que Juizados Especiais já estão recebendo casos de torcedores. Tanto que dois bicolores estão cumprindo punição em transação penal, impedidos de comparecer a jogos deste campeonato. Ambos participaram da batalha campal pouco antes do jogo Paysandu x América de Natal, na Curuzu, em setembro. Outros dois estão em situação pendente na Justiça.       


                               

Opiniões de torcedores
        

Na edição de ontem, Victor Hugo colocou a Tuna como vítima de perseguições das arbitragens e da imprensa, contrapondo-se a um comentário do colunista, que reprova o discurso de vítima para quem é vilão de si mesmo. Hoje, opiniões de terceiros. 
        

Flávio Morgado: 'Concordo com o senhor Victor Hugo e ainda digo mais, acho que a FPF deveria fazer o Campeonato Paraense só com a dupla RE-PA. Assim a imprensa ficaria maravilhada, já que não teria as outras agremiações para atrapalhar o campeonato. Já pensou, hein Ferreira, todo domingo um Re-PA? Uma semana inteira falando deles, das suas contratações, dos números e a Federação teria muito dinheiro para a interiorização'.
       

Walmyr Santos: "Amigo Jornalista Carlos Ferreira. Temos a mania de 'sair logo dando patada' (como dizemos aqui em nossa região), sendo assim, não vejo motivos para outros torcedores responderem severamente ao tunante Victor Hugo, pois ele mesmo demonstra fugir do plano normal de discussão quando se zanga e denomina sua Tuna de 'tuninha'. O que gostaria de comentar, com mais ênfase e esquecendo os xiliques desse torcedor, é que o clube deu mais importância ao atual campeonato paraense. Não lembro, nos últimos dez anos, alguma ação motivadora da diretoria da Tuna a fim de investir em seu plantel como agora. Sinésio, Beá, Fábio Oliveira e Charles Guerreiro, por exemplo, em outros tempos seriam nomes que jamais estariam nos planos do clube que não privilegiava a destinação de verbas para o setor de futebol, como os outros fazem normalmente. Quanto ao Vitor Hugo, acabei dando a patada que critiquei no início, afinal, sou torcedor também. Vamos levar nossas bandeiras ao estádio e torcer juntos Vitor!"

 

 

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