25 de janeiro, 2012 - Belém

Veja o retrospecto dos confrontos entre Paysandu e Águia


 

Em 13 anos, 39º duelo Papão x Águia          


Na semana passada o Águia festejou 13 anos de futebol profissional. Desde 1999, o time de Marabá teve 38 confrontos com o Paysandu pelo campeonato estadual, Série C e amistosos. Ampla vantagem bicolor, com 20 vitórias. O Águia venceu 9 jogos e foram registrados 9 empates. Hoje, o 39º confronto.                

Foi-se o tempo em que o Re-Pa, clássico mais jogado do mundo (709 jogos), era o duelo frequente do futebol paraense. Nos últimos cinco anos, o duelo regional que mais se repetiu foi Paysandu x Águia: 25 vezes. No mesmo período, apenas 14 confrontos de Remo x Paysandu. Isso acontece porque Leão e Papão não se enfrentam no campeonato brasileiro desde 2006. A partir de 2008, o grande adversário do Papão na Série C é o clube marabaense.                              

 

 

A lógica contra a tradição        


Futebolístico desde a origem, o quase centenário Paysandu leva a campo uma tradição que a cada ano pesa menos. Tanto que a lógica está dando maior cotação ao recente Águia (13 anos) no jogo de hojepor ter um time mais experiente, mais ajustado e por jogar em casa. Para os bicolores, o jogo é um desafio sob medida. Afinal, se ganhar em Marabá o Papão entra em lua de mel com a torcida para o Re-Pa. Pode ser um jogo de amplo efeito moral.         


Os dois times estão em evidente evolução, mas o Papão tem maiores dificuldades, inclusive pelas obrigações. Somente com bravura, aplicação tática e inspiração o jovem time bicolor terá possibilidade de sair vitorioso de Marabá. Afinal, o Águia é hoje um time mais consistente.                                  

 

 

O brado recorrente, resposta        


Do torcedor Victor Hugo Araújo: "Devido a aparente perda de memória, sugiro que o amigo jornalista  realizasse  uma breve pesquisa ao longo dos últimos 30 anos nos confrontos envolvendo a nossa 'tuninha', como 'carinhosamente' grande parte da nossa imprensa gosta de tratar, e estes colossais patrimônios do futebol brasileiro, se não mundiais, a dupla  RE-PA. Talvez estivesse aí um dos maiores motivos do nosso futebol ser o que é."


Verifique quantos pênaltis e expulsões,  bem como jogadas de bastidores no tribunal com efeitos suspensivos, sempre solícitos a estas agremiações (re-pa) houveram ao longo destes anos e tenha o desplante de dizer que quando muito não há desonestidade e sim 'pequenos erros' que claro curiosamente insistem em beneficiar sempre o mesmo lado (acredite! a discrepância nos números desafiam a todas as probabilidades).


Para terminar, parabéns àqueles que fazem parte  da imprensa 'imparcial' de nosso Estado, pois certamente grande parte do 'SUCESSO' de nosso futebol se deve a este tipo de cobertura que mascara o quanto são fracos nossos times que ao final de cada temporada estão de pires na mão, alijados das competições nacionais, tendo que ouvir por parte da mesma crônica esportiva paraense sempre o mesmo BRADO RECORRENTE: 'O futebol Paraense é mal administrado, nossas torcidas são maravilhosas, bla bla bla bla bla...'                             

 


Reafirmação do comentário       


Como forma de reafirmação, reproduzo o comentário que provocou a resposta de Victor Hugo. E deixo o julgamento para os demais leitores, nas próximas edições. Escrevam para cferreira@oliberal.com.br.        


Eis o comentário: 'Os presidente Fabiano Bastos, da Tuna, e Delei Santos, do Independente, soltaram o grito contra os árbitros Dewson Fernandes e Andrey Santos, como se tivessem descoberto os culpados diretos pelas derrotas. É o brado recorrente de quem se limita a repetir condutas. É sempre mais fácil acusar alguém do que reconhecer os próprios erros. E no futebol o árbitro sempre será o alvo mais fácil.'


Dirigentes, técnicos, jogadores.... todos podem fazer lambanças e tudo passa como 'coisas do futebol'. O árbitro, mesmo com toda a complexidade do seu trabalho, logo é detonado. Em alguns casos até com suspeições. Em outros tempos esse brado recorrente deu resultado. Mas a FPF agiu muito bem quando passou a exigir provas das queixas e acusações para avaliar a possibilidade de 'queimar' esse ou aquele árbitro, por esse ou aquele clube. Como agem movidos pela emoção e pelos pitacos, os cartolas não passam da choradeira. Erros de arbitragem são inevitáveis, assim como de dirigentes, técnicos, jogadores, jornalistas... O que não se admite é desonestidade, que não pode ser alegada sem provas. 'Basta de bravatas'.

 

 

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