24 de janeiro, 2012 - Belém

Esta noite definirá quem manda no Parazão 2012. Leão ou Mapará?


 

Cametá ou Remo, quem manda no Parazão?         


As duas melhores campanhas na hora da verdade. O jogo Cametá x Remo diz hoje quem realmente manda neste início de campeonato. O time cametaense vira líder se vencer. O time azulino se mantém na liderança até com o empate. É a volta do Leão Azul a Cametá, onde foi derrotado em 2010 pela Série D (3 x 1) e ano passado pelo Parazão (4 x1).                    


Embora o time 100% seja o Remo, a torcida mais empolgada é a do Cametá. Afinal, o time está superando as expectativas e o atacante Rafael Paty está despontando como ídolo. O Leão venceu os três jogos que disputou, mas com um futebol que não agrada. Só a defesa está arrancando elogios. Resistiu a pressões e não tomou nenhum gol até agora. Do meio pra frente, as esperanças de elevação da qualidade se concentram no atacante Marciano que começa a entrar em forma e hoje já será titular, substituindo Joãozinho (suspenso) e no meia Magnum, que vai compor o banco de reservas e deve ser acionado na metade do segundo tempo.        


Trata-se de um jogo com igual cotação para os dois times, no melhorado Parque do Bacurau. Leão e Mapará estão invictos no campeonato.                 

 

Vantagem mínima do Leão sobre o Mapará       


São 14 jogos no retrospecto, desde a fase da aliança Cametá/Vila Rica (2007 e 2008). Na época, cinco duelos com duas vitórias remistas (2 x 0, 2 x 0) dois empates (0 x 0, 2 x 2) e uma vitória cametaense (3 x 2). Na fase do Cametá Sport Club, a partir de 2010, nove jogos com três vitórias remistas (2 x 1, 2 x 2, 1 x 0), três vitórias cametaenses (3 x 1, 1 x 0, 4 x 1) e três empates (1 x 1, 2 x 2, 3 x 3). Na totalização, vantagem mínima dos remistas. São cinco vitórias do Leão, quatro do Mapará e cinco empates. Nos gols, igualdade: 21 gols de cada. Leandro Cearense, a fera do time cametaense no ano passado, é o artilheiro do confronto com sete gols.       


Dos 14 jogos, 10 foram pelo Parazão, dois foram amistosos no Parque do Bacurau (3 x 2 pro Cametá e 1 x 1). Outros dois pela Série D de 2010 (2 x 1 pro Remo no Mangueirão e 3 x 1 pro Cametá no Parque do Bacurau).                                             

 


Sinal de alerta na Curuzu      


A entrada no campeonato sem passar por toda preparação básica de uma pré-temporada, por falta de planejamento administrativo, começa a dar problemas ao Paysandu. As lesões musculares de Helinton e Billy, vetados para o jogo de Marabá, além de Nenê Apeú, que ganhou condições de jogo, acendem o sinal de alerta na Curuzu. A intensidade de jogos e viagens no campeonato, com o agravante do período de chuvas, exige cada vez mais esforço físico. Aparentemente, a musculatura dos meninos não estava suficientemente preparada. Até porque o clube recorreu a eles numa decisão de estalo, sem um planejamento que permitisse um programa ideal de fortalecimento muscular.      


Naturalmente, um time jovem, em ajustes dentro do campeonato, tende a jogar em correria, com desgaste além do necessário. Principalmente agora, com três pontos em três jogos, tendo que se superar nos jogos seguintes na busca da classificação à etapa semifinal. E quem está chegando vai precisar de tempo para entrar em forma. Com exceção de Cariri, que estava em pré-temporada no Botafogo/DF. Cenário embaçado para o Papão.                                   

 


O brado recorrente      


Os presidente Fabiano Bastos, da Tuna, e Delei Santos, do Independente, soltaram o grito contra os árbitros Dewson Fernandes e Andrey Santos, como se tivessem descoberto os culpados diretos pelas derrotas. É o brado recorrente de quem se limita a repetir condutas. É sempre mais fácil acusar alguém do que reconhecer os próprios erros. E no futebol o árbitro sempre será o alvo mais fácil.       


Dirigentes, técnicos, jogadores.... todos podem fazer lambanças e tudo passa como 'coisas do futebol'. O árbitro, mesmo com toda a complexidade do seu trabalho, logo é detonado. Em alguns casos até com suspeições. Em outros tempos esse brado recorrente deu resultado. Mas a FPF agiu muito bem quando passou a exigir provas das queixas e acusações para avaliar a possibilidade de 'queimar' esse ou aquele árbitro, por esse ou aquele clube. Como agem movidos pela emoção e pelos pitacos, os cartolas não passam da choradeira. Erros de arbitragem são inevitáveis, assim como de dirigentes, técnicos, jogadores, jornalistas... O que não se admite é desonestidade, que não pode ser alegada sem provas. Basta de bravatas.

 

 

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