23 de janeiro, 2012 - Belém

No Remo, 100% de consciência em campo dá 100% de aproveitamento


 

Leão Azul, 100% na conta do chá       


Nas três primeiras rodadas de 2010, na passagem anterior de Sinomar Naves pelo Baenão, o Remo já havia marcado 10 gols e tomado um. Ano passado, com Paulo Comelli, eram 6 gols marcados e 2 tomados nos três primeiros jogos. Desta vez, o Leão de Sinomar fez apenas 3 gols, mas ainda não foi vazado. Três vitórias pelo placar de 1 x 0. 


Tem 100% de aproveitamento, na conta do chá. São números de um time que joga com consciência das suas limitações técnicas e explora suas privilegiadas condições físicas para ser competitivo.        


No andamento do campeonato, com a evolução do conjunto, o time remista deve se soltar gradativamente para um futebol mais interessante. Por enquanto, vai prevalecer o aguerrimento que foi tão importante na vitória sobre o Independente, em Tucuruí. Bem que o Galo Elétrico ameaçou, mostrando potencial para se recuperar na competição, mas a vitória sorriu para o time que tinha jogadores mais decisivos. E foi pela eficiência do serviço defensivo que o Leão Azul ganhou o jogo, resistindo à pressão do adversário. Essa tende a ser uma característica do time azulino, no que se convencionou chamar de 'futebol de resultado'. Sem compromisso com espetáculo, focado plenamente na vitória, por mais apertado que seja.        


Amanhã, em Cametá, mais um jogo que sugere a postura da conta do chá, por todo o respeito que o Cametá está inspirando. Vai ser o jogo do artilheiro do campeonato (Rafael Paty, quatro gols) contra a única defesa ainda virgem.                                                               

 


Cametá: água, terra e ar       


Cerca de 9 horas para ir e outras 9 horas para voltar de Santarém. O Cametá viajou por água, terra e ar, de sexta a domingo, completando a intensa primeira semana no campeonato. O cansaço só não deve afetar mais o time cametaense porque o entusiasmo é maior, pela vice-liderança e pela oportunidade de conquistar a liderança amanhã, se vencer o Remo no Parque do Bacurau. O duelo promete reproduzir as fortes emoções que Cametá e Remo proporcionaram ano passado.        
                    


De novo, a figura do predestinado        


Evento solene, histórico e político. A inauguração do estádio de Paragominas, com o Paysandu em campo contra a seleção da cidade, era ocasião perfeita para Zé Augusto marcar o seu 109º gol com a camisa do Papão. Exatamente o que aconteceu! Zé Augusto confirmou que é predestinado. Como autor do primeiro gol do estádio, só deu ele nas entrevistas e no assédio dos torcedores ao final do jogo.        


Enquanto Zé Augusto reviveu seus dias de maior importância no Paysandu, o futebol do Pará ganhou uma nova casa, onde deve nascer um novo fruto. Passa a ser questão de tempo o surgimento de um time profissional em Paragominas. O prefeito Adnan Demachki já inicia as articulações, estudando inclusive a contratações de um gerente profissional de futebol para a execução do projeto. Pela fácil acessibilidade, pelo potencial econômico e pela necessidade de ser manter em visibilidade, principalmente agora com o título de município verde da Amazônia, Paragominas não pode mais ficar fora do maior evento regional de entretenimento.                                 

 


Gratificante experiência       


Peço licença aos leitores para me referir, hoje, a uma experiência profissional que muito me gratificou no fim de semana. Foi bom demais ir ao Rio de Janeiro levado pelo Sportv e participar do programa Troca de Passes, no último sábado, debatendo os campeonatos estaduais, inclusive o Paraense. Por duas horas, me senti a voz do futebol paraense nesta fase de tão pouco espaço na grande mídia, em consequência dos sucessivos rebaixamentos de Remo e Paysandu. O futebol paraense perdeu importância aos olhos da grande mídia, só aparecendo ultimamente pelas curiosidades.        


O convite do Sportv fez parte de um compromisso assumido pelo canal de maior aproveitamento dos comentaristas regionais. E foi muito oportuno. Me permitiu distribuir aos colegas do Sportv e da Globo o livro do pesquisador Ferreira da Costa que conta a história do Re-Pa como o clássico mais jogado do mundo. Em 98 anos, 709 jogos. O livro vai provocar maior divulgação do clássico paraense esta semana, no calor do 710º confronto, que acontece no próximo domingo. 

 

 

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