20 de janeiro, 2012 - Belém

Parazão 2012, um campeonato sem ídolos. Leia na coluna de Carlos Ferreira!


 

Parazão 2012, um campeonato sem ídolos


O jogador mais próximo do status de ídolo no Paysandu é Zé Augusto, que já está sendo sacado até do banco de reservas. No Remo a torcida tem três xodós: Marciano e Adriano, que estão na reserva, e Diego Barros, o capitão. No mais, o que há é a empolgação da torcida cametaense com o carioca Rafael Paty, pelos três gols que fez contra Paysandu e Independente. Gian, o queridão de Tucuruí, teve férias prolongadas e vai demorar a entrar em forma.


Talvez o goleiro Labilá mereça um destaque de ídolo da torcida do São Raimundo. Enfim, a rigor, o Parazão 100 começa sem jogadores do tipo 'arrasta povo', como foram Alcino, Bené, Bira, Darío, Dadinho, Cabinho, Edil, Ageu, Artur, Cacaio, Vandick e Robgol. Os ídolos são fundamentais para atrair o público e patrocinadores. O Remo fez bem em investir no retorno de Marciano e Adriano, como também na permanência de Diego Barros, por serem jogadores de grande identificação com a torcida. Para efeito de impacto junto à torcida, fez bom negócio ao contratar Magnum. Para efeito técnico, em campo, a resposta é com o atleta.


No Baenão, o show é da torcida


Em outros tempos, torcedores remistas que iam ao estádio admiravam seus ídolos. Atualmente, são os jogadores que admiram a torcida. Sim! Porque a torcida vem sendo um show para si mesma. As notícias e os comentários se voltam para o belo cenário da casa cheia. Nem se fala em espetáculo de futebol. O que importa é se o time venceu ou não venceu. Não importa se foi quebrando a bola ou não. Afinal, há muito tempo, show no futebol paraense só há mesmo nas arquibancadas.


Comentei o jogo Remo x Águia, domingo. Ao sair do estádio fui abordado por vários torcedores. O assunto deles era a torcida. Queriam saber o que eu iria escrever na coluna e falar na TV Liberal ou na Rádio CBN sobre a “casa cheia”. Em outros tempos, o foco estava nos ídolos que não há mais, nos grandes goleadores que não temos mais, na certeza que também não há mais de decisão do título entre Leão e Papão. Para passar a régua nesta análise, reconheçamos que as torcidas azulina e bicolor são o que resta de grandiosidade no futebol paraense.


Até agora, Rafael Paty é o 'cara'


Cacaio ao Paysandu e por Luiz Paulo (técnico do sub 18) ao Remo, rejeitado por ambos, o carioca Rafael Paty foi o “cara” das duas primeiras rodadas do Parazão, pelo Cametá. Boas atuações e três gols. Ele já chamou atenção. Agora precisa confirmar a boa impressão como candidato a substituto do goleador Leandro Cearense no ataque cametaense. Rafael Paty ainda tem muito o que provar, mas até agora é um caso isolado de eficiência entre os atacantes do campeonato. Amanhã estará em mais uma prova de fogo, em Santarém, diante do São Francisco.


Rafael Sobreira da Costa, 1,80m., natural de Paty do Alferes/RJ, tem 30 anos e está no 12º clube da carreira. Teve sua melhor fase em 2009, na 2ª divisão carioca, fazendo 18 gols pelo América. Por último estava no Tupi/MG. Era reserva no time que conquistou o título da Série D, fazendo apenas um gol. Passou também pelo Lages/SC, Atlético de Ibirama/SC, Noroeste/SP, Caxias/RJ, Ituano/SP, Jeju United/Coréia do Sul, Bonsucesso/RJ, Gama/DF e Santa Cruz/RS.

 

Hoje, um clássico com 80 anos de história


Paysandu x Tuna, um clássico com 80 anos de história. Depois de inúmeros duelos empolgantes, com 'casa cheia', hoje um jogo morno, para testemunhas na Curuzu. Para o Papão, duas certezas: do fracasso nas bilheterias e da extrema necessidade de vitória, para começar a se redimir. Dados pesquisados no Almanaque do Papão, livro de Ferreira da Costa, acusam 308 jogos, com 131 vitórias do Paysandu, 109 vitórias da Tuna e 68 empates.


A história mostra superioridade do clube tunante nas estatísticas ao longo dos anos 30 e dos anos 50, equilíbrio nos anos 40, vantagem bicolor nos anos 60, equilíbrio nos anos 70 e anos 80. Nas duas últimas décadas, supremacia do Paysandu que venceu 40% dos jogos, empatou 36% e perdeu apenas 24%. A supremacia do Papão nas duas últimas décadas não está traduzida nas expectativas para o jogo de hoje, em que as possibilidades de vitória parecem iguais para as duas equipes.

 

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