18 de janeiro, 2012 - Belém

Após marasmo, Leão vive tempos de casa cheia


 

Leão em nova jornada de casa cheia              


Todos os indicativos alimentam a expectativa de público acima de 10 mil pagantes no Baenão, hoje, para Remo x São Raimundo, tal como na estreia remista, domingo. A nação azulina está em fase de euforia por sua própria força, provocando os ventos que o time precisa para empinar. O São Raimundo, sempre carne de pescoço, vai tratar de ser a mosca da sopa azul. No mínimo, é uma séria ameaça.          


Vai ser o 26º confronto Leão x Pantera, desde 1998. No retrospecto, 15 vitórias do Leão Azul, 6 do São Raimundo e quatro empates. 15 desses jogos foram em Belém, 9 em Santarém e um em Ipixuna. A estatística é ilustrativa, mas pouco significativa para o jogo de hoje. Remo e São Raimundo são dois novos times, ambos com mais bravura do que virtudes técnicas ou táticas. Mas o time remista tem suas vantagens: o apoio da torcida, jogadores mais decisivos e jogadas ensaiadas em faltas e escanteios que vêm sendo fundamentais. Por isso, o inegável favoritismo do Leão Azul, embora ainda seja um time com flagrantes limitações nas ações ofensivas. 

                                 


Telão do Baenão        


O uso do telão no Baenão é muito mais que um avanço tecnológico. Trata-se de uma forma eficiente de comunicação direta do Remo com sua clientela, com recursos que o placar eletrônico não oferecia. O som ambiente completa a comunicação. Assim o clube vai explorando a fase de 'lua de mel' para capitalizar recursos através de um serviço de marketing que ainda engatinha, mas já começa a dar resultados no programa  O Remo é Meu. Por enquanto em local inapropriado, na arquibancada, o telão vai passar para o lugar do placar na 5ª rodada, no jogo contra a Tuna.         


Apesar dos muitos fracassos acumulados em investidas de marketing nos últimos 10 anos, sempre por descumprimento de compromissos, o Remo não deixa de reacender a esperança de entrar no caminho de saída do atraso. Basta casar criatividade com atitudes e empenho na conquista de credibilidade. A gigantesca clientela já está fidelizada e ávida por produtos e serviços. Por enquanto, o Remo vende pouco mais que emoções.                               

 


Papão, que projeto é esse?        


O enxugamento de custos no futebol do Paysandu, com aposta na safra de revelações e alguns remanescentes do elenco de 2011, além do mínimo de contratações, é uma atitude tão louvável quanto arrojada. Pelo pouco que a direção do clube fala dessa transformação, trata-se de uma contingência. Ou seja, não é uma opção planejada, mas imposta pelas circunstâncias. Assim mesmo, seria inteligente por parte do clube esclarecer que projeto é esse. Que passos pretende dar. Onde, quando e como pretende chegar. A transparência nas metas é muito importante para a conquista de adesões. Uma política de aperto como essa precisa de apoio geral para funcionar.        


As evidências nos mostram o Papão fazendo do campeonato estadual uma espécie de 'laboratório' para formar o time que irá à Série C, em maio. O regulamento do Parazão permite a inscrição de mais 10 jogadores até o último dia útil anterior à abertura do segundo turno. No entanto, o discurso é que o clube vai insistir com o grupo atual. Isso é bom para dar confiança aos garotos. Mas, se o fizer e não tiver êxito, o clube terá que formar um novo time plena Série C. Um grande risco!                          

 


Emprego dos sonhos no futebol paraense       


Imagine um clube no Pará que ofereça ótimas condições de trabalho, bons salários e pagamento em dia. Tudo isso sem maiores cobranças. Esse clube existe. É o Santa Cruz de Cuiarana, do investidor Mário Couto, em Salinas. O atacante Balão está maravilhado com o novo clube, que no final deste ano vai disputar acesso ao Parazão 2013.        


Balão relatou ao colunista que na festa de confraternização, em dezembro, o Santa Cruz sorteou dois carros populares zerinhos. O meia Nildo Júnior e o volante Tayson foram os ganhadores. Notebooks e aparelhos celulares, entre outros prêmios, foram distribuídos entre os menos sortudos, segundo Balão. Agora a novidade é a viagem a Curaçao, em março, para um torneio com clubes da região. Nas comparações inevitáveis, principalmente com Remo e Paysandu, o Santa Cruz aparece como emprego dos sonhos para a boleirada do futebol paraense.  

 

 

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