17 de janeiro, 2012 - Belém

Papão defende tabu em Santarém


 

Papão defende tabu em Santarém


O São Francisco disputou o campeonato estadual de 1998 a 2000. No período fez sete jogos contra o Paysandu. Foram cinco vitórias (5 x 1, 4 x 0, 2 x 1, 2 x 1, 1 x 0) do Papão e dois empates (1 x 1 e 1 x 1). Hoje o time bicolor tem tabu para defender em Santarém diante do Leão Azul tapajônico. 


O atacante carioca Wagner é o artilheiro do confronto com quatro gols dos 16 gols bicolores. Fez três na goleada de 5 x 1, em 1998, e mais um na outra goleada, por 4 x 0, em 1999. Zé Augusto fez três e Abimael dois. Os demais foram de Henrique, Paulinho Santarém, Guga, Silva, Iranilson, Alexandre e Luis Carlos Matos.


Para o reencontro, depois de 11 temporadas, o São Francisco está em clima de festa para o primeiro grande jogo nesta fase pós reconstrução. Expectativa de casa cheia em Santarém. O Paysandu foca em reabilitação. O time que no sábado jogou futebol razoável na derrota para o Cametá, hoje precisa confirmar as impressões e levantar o moral com vitória na casa do adversário. Mais que uma missão, é um desafio moral para Nad e sua garotada. Ou o Papão dá a volta por cima, ou volta (pra casa) ainda mais por baixo.
 
 
Em Cametá, sinais de nova embriaguez


Em 2011, a cidade de Cametá se embriagou de felicidade com bela campanha do time cametaense no Parazão, embora a festa final tenha sido de Tucuruí. A vitória sobre o Paysandu deu à cidade a esperança de reviver as glórias, talvez até com Rafael Paty no papel que foi de Leandro Cearense. É cedo para qualquer certeza. A primeira rodada do campeonato não permite nada alem de impressões. Mas torcedor acredita no que lhe convém. E o que está valendo para a torcida cametaense é a euforia, que deve se traduzir em casa cheia amanhã no jogo contra o vizinho rival Independente, atual campeão estadual.


Depois do clássico Rai-Fran, que incendiou Santarém, é a vez do clássico tocantino traduzir a pujança do futebol interiorano.  
 

Cerveja nos arredores


A proibição da venda de cerveja nos estádios do Pará está virando balela. Está servindo para dificultar, mas não para impedir. Vendedores ambulantes driblam a fiscalização da Polícia Militar, que por sua vez convive inerte com a venda livre nos arredores dos estádios. É o que vemos em torno do Baenão e na Curuzu.


O episódio da lata de cerveja atirada por um torcedor do Remo, domingo, no Baenão, serviu para chamar atenção para o 'faz de conta' que já virou a proibição prevista no Estatuto do Torcedor. Os clubes sabem que correm risco de punição, mas não agem. A Justiça Desportiva regional é omissa. A PM age dentro de um limite. O Ministério Público precisa ser mais efetivo. Ou então aceitamos todos a balela.


O Remo anuncia que o torcedor infrator foi identificado e que tomou as providências junto à Polícia Civil. Se preveniu para as conseqüências do fato. Seguramente, não será apenado. E assim seguimos com o Parazão, alimentando a ideia de impunidade que fatalmente vai resultar em outra infrações na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro, quando virá o choque de realidade do STJD, com as punições. O Paysandu já tem uma perda de mando a cumprir na próxima Série C. Se bem que pode se livrar da pena no julgamento do recurso (ainda não programado) pelo Pleno do STJD.
 
 
Magnum faz o discurso da consciência


Animadora contratação do Remo, Magnum mostra-se diferenciado a partir das entrevistas. Fala com a consciência de quem tem um nome a zelar e um prestígio a recuperar no mercado brasileiro. Com a vida financeira resolvida depois das quatro temporadas no Japão e Coréia do Sul, Magnum foi caricato na passagem pelo São Caetano/SC. No Remo deverá investir todo o suor e todo o talento para voltar a jogar na elite nacional. Ou seja, Remo e Magnum fizeram investimento mutuo num contrato de quatro anos.


No discurso, Magnum indica que vai tratar a preparação com máxima seriedade. Mas vai precisar também da paciência dos azulinos. Sua recuperação será gradativa. Não deve atingir a forma ideal em menos de um mês. Mas deverá estar pronto na reta decisiva do turno, quando terá a oportunidade e a obrigação de corresponder ao investimento do clube. Aos 29 anos, Magnum ainda tem muita lenha para queimar. Em geral, é nesta fase que os atletas atingem o apogeu, associando o talento a vigor e maturidade.  

 

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