16 de janeiro, 2012 - Belém

Deu azul marinho no campo e nas arquibancadas


 

Remo, o maior ganhador da rodada       


A vitória mais expressiva foi a do Cametá, sobre o Paysandu (2 x 1), na Curuzu. Inquestionável! Mas o maior ganhador da rodada foi o Remo, que além de faturar três pontos diante do Águia (1 x 0), ainda lucrou R$ 92,5 mil. Nada mal! Em Santarém, São Raimundo e São Francisco dividiram a renda líquida e cada clube embolsou R$ 58 mil. O Independente lucrou R$ 12 mil e o Paysandu teve um déficit de R$ 679,84.      


O fracasso de público do Papão chama mais atenção do que o sucesso do Remo e dos rivais santarenos. Mesmo com a torcida bicolor impactada pelas últimas frustrações, não se cogitava a venda de apenas 2.544 ingressos. Um quarto do público de Remo x Águia, mesma proporção para o público do Rai-Fran. Foi deprimente!                             

 


Tanto nas arquibancadas como na telinha              


Quando o jogo Paysandu x Cametá começou, no sábado, eu estava num evento em Apeú. Saí à procura de um bar com televisão ligada no jogo (TV Cultura). Passei por 15 bares, de Apeú e ao centro de Castanhal, para encontrar um com imagens do jogo. Tomei o fato como termômetro a diminuta torcida na Curuzu como confirmação de um desinteresse preocupante. Afinal, o Papão já entrou em campo devendo à torcida e saiu ainda mais endividado, pela derrota.       


Há dois anos, no Parazão 2010, a TV Cultura comemorou a audiência em pesquisa do Ibope. Àquela altura, às quartas-feiras a audiência passava de traço para 21 mil telespectadores por minuto. E aos domingos, de 1,5 para 50 mil. Aparentemente, na primeira rodada do Parazão 2012, só o Remo manteve o nível de audiência, sobretudo pela saudade da torcida, que desde o final de maio (sete meses e meio) não via seu time disputando um jogo oficial.                     

           

As primeiras impressões em campo      


Apesar da derrota, o jovem time genérico do Papão até que causou boa impressão, só deixando a desejar nas finalizações. Isso pode ser encarado como deficiência a ser corrigida com trabalho ou como carência a ser suprida com a contratação de um homem-gol. O fato é que time bicolor ficou devendo nos lances capitais, assim como mostrou o valor individual de jogadores promissores como Yago e Neto. A direção do clube garante que o projeto com Nad e sua garotada neste Parazão é inarredável, aconteça o que acontecer. É a firmeza de quem parece estar focado em resultados a médio prazo em campo, priorizando a organização das finanças. Uma necessidade!       


O Remo estreou vencendo, mas sem empolgar. Atuação apenas razoável. Time bem melhor na defesa do que no ataque. Tanto que os destaques individuais foram o zagueiro Juan Sosa e o lateral Panda. Foi deles o lance do gol da vitória. O zagueiro mostrou muita segurança. É valente e joga com simplicidade. Panda foi melhor nas  cobranças de falta que nas jogadas coletivas. A lenta conectividade do meio de campo com o ataque foi o maior pecado do Leão. Os volantes Felipe Baiano e Adenísio são muito combativos, mas nenhum dos dois mostrou capacidade para criar jogadas. Como Aldivan e Juliano foram discretos, o time abusou de passes longos no acionamento dos atacantes, com erros freqüentes. Menos mal que Magnum já está no elenco. Ao entrar em forma, deverá virar solução.          
                 


Não há tempo para os técnicos                              


Uma maratona intensa de três jogos por semana, com o agravante das viagens. Vai ser assim o campeonato em toda a fase classificatória do turno. Isso significa que os técnicos não terão o tempo necessário para treinamentos em que pudessem corrigir deficiências táticas. Agora, os ajustes terão que ser feitos em plenos jogos. Pior ainda para quem não fez trabalho adequado na preparação física, porque irá sentir o déficit mais cedo ou mais tarde.      


Na intensa maratona de jogos e viagens, nas sete primeiras rodadas, será fundamental o serviço de recuperação muscular dos atletas, seja pelos recursos químicos ou pela crioterapia (uso de técnicas e procedimentos fisioterápicos com aplicação de baixas temperaturas, geralmente com águia muito gelada, em regiões locais ou gerais do corpo). A tabela vai obrigar todos a dosar energias, mesmo os que mais precisariam de treinamentos corretivos.

 

 

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Foto destaque: Tarso Sarraf (O Liberal / Amazônia)