25 de novembro, 2011 - Belém

Veja a seleção dos piores importados de Remo e Paysandu em 2011


 

Seleção dos piores importados de 2011         


Lopes (Remo); Rafael Lima (Paysandu), Nei Baiano (Paysandu), Rodrigo Salomon (Paysandu), Elton Lira (Paysandu); Rafael Granja (Remo), Elvis (Paysandu), Alex Oliveira, Martin Cortés; Finazzi (Remo) e Josiel (Paysandu). Técnico: Roberto Fernandes. A seleção dos piores importados de 2011 poderia ter ainda os remistas Léo Rodrigues, Welington Silva, Max Jarí, Bruno Ricardo, Adriano Pardal, Ratinho, Max Jarí, Marcelo Soares, e os bicolores Michel, Wesclei, Diguinho, Cristiano Laranjeira, Tinoco, Jorge Felipe, Jean, Luciano Henrique e Diogo Galvão.         


Quem fez as piores contratações de 2011? O Remo ou o Paysandu? Quem foi o pior dos importados? Escreva para cferreira@oliberal.com.br. Sua resposta será publicada na coluna. Afinal, é hora de refletir sobre nomes, posturas e política de gestão, com base sobretudo nos altos custos dos fracassos de Leão e Papão na temporada, que juntos torraram mais de R$ 8 milhões este ano e fecham as contas com débitos contraidos na nova farra de contratações.                     
           


431 contratações nos últimos cinco anos       


A velha e sempre vexatória política de contratações a rodo levou o Remo a 200 contratações (154 jogadores, 46 para comissão técnica e gerência) só para o futebol desde 2007, quando começou a série de rebaixamentos. E o Paysandu a 231 contratações (170 jogadores, 61 para comissão técnica e gerência) no mesmo período, desde a primeira das cinco temporadas consecutivas no calvário da Série C. Ou seja, Leão e Papão fizeram juntos 431 contratações só para o futebol nos últimos cinco anos. Remo: 58 em 2007, 44 em 2008, 26 em 2009, 27 em 2010, 45 em 2011 (já incluindo quem está chegando para 2012). Paysandu: 48 em 2007, 33 em 2008, 43 em 2009, 57 em 2010, 50 em 2011.       


De 2007 a 2011 o Remo só conquistou dois títulos estaduais, sofreu dois rebaixamentos no Campeonato Brasileiro e ficou fora até mesmo da Série D em 2009 e 2011. O Paysandu também só conquistou dois títulos estaduais e fracassou cinco vezes na Série C, apesar de toda a enxurrada de pretensos 'reforços' e milhões de reais jogados fora.                               

 


Fim de linha para Zé Augusto?        


Sete títulos estaduais, uma Copa Norte, uma Série B, uma Copa dos Campeões. Além dessas conquistas, Zé Augusto tem 109 gols marcados com a camisa bicolor. É o sétimo maior goleador da história do Papão, superado somente por Bené, Hélio, Quarenta Lebrego, Carlos Alberto, Cacetão e Cabinho. Traduzido em números, o cartaz de Zé Augusto é uma das mais belas histórias da quase centenária existência do clube. Se está mesmo pendurando as chuteiras, Zé Augusto merece ser lembrado pela trajetória admiravelmente vitoriosa ao longo de 15 anos, trabalhando com mais de 500 jogadores e 40 treinadores na Curuzu.        


Zé Augusto passou por cinco lesões graves, três delas curadas com cirurgias. Por isso, pelo biótipo e pelos 37 anos, o atleta não vem conseguindo render o potencial físico que o consagrou. Tanto que foi reserva nos últimos quatro anos. Justifica-se, portanto, a aposentadoria como forma de preservar a bela história do atleta, embora ainda não haja uma decisão definitiva.         


Em 1996, Zé Augusto disputava o campeonato municipal de Açailândia/MA. Franklin, volante que havia jogado no Pedreira, o apontou para o clube de Mosqueiro. O atacante veio, disputou o Parazão pelo Pedreira e logo foi levado pelo Paysandu pelo então diretor Maurício Santiago. Hoje, como personificação da bravura bicolor, é uma instituição à parte dentro do clube, com cerca de 600 jogos e momentos heróicos que o levaram à posição de ídolo, apesar das limitações técnicas. É um perfeito exemplo de superação e paixão pelo clube alviceleste.                             

 


Um caso emblemático de fracasso       


Nem o mais inteligente programa de marketing já produzido para Remo e Paysandu escapou da rotina de fracassos dos dois clubes nos negócios. Mesmo com a operacionalização da Celpa, na arrecadação das mensalidades através das contas de energia, o programa 'Seu time, sua energia' emperrou. Lançado em 2007 com as melhores expectativas, hoje não rende o bastante nem mesmo para pagar as contas de energia elétrica dos dois clubes. É o exemplo mais emblemático da incapacidade de Leão e Papão para fazer dinheiro na exploração dessas duas poderosas marcas, tal como no também fracassado Programa Sócio Torcedor.

 

 

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