27 de agosto, 2011 - Belém

As vantagens e desvantagens de voltar a jogar na Curuzú


 

Jogar em casa, com o apoio de mais de 12 mil pessoas, como se espera que aconteça ao Paysandu amanhã, sempre será vantajoso. Inicialmente, só incentivo. Uma torcida disposta a aplaudir até arremesso lateral. Injeção de entusiasmo! Mas a mesma torcida que vai transmitir força, também vai transmitir ansiedade, vai cobrar resposta. Para não cair nas desvantagens da Curuzu, cujo gramado não é dos melhores, é fundamental que o time bicolor seja vibrante, muito valente, obstinado pela vitória.



O Papão é hoje um clube muito estressado. Há um clima de insegurança no elenco pelas atitudes alopradas do presidente Luis Omar e pelas cobranças desubida à Série B a qualquer custo. O jogo de amanhã, contra o Luverdense, terá tudo isso envolvido. Para os bicolores, tão importante quanto a eficiência físicotécnico- tática será a eficiência emocional. O controle das emoções será decisivo. Sendo mais claro, no popular, será jogo pra macho!

 

Não há expectativa de que o Paysandu passe a jogar futebol envolvente de uma hora pra outra. Muito menos num jogo tão tenso, contra um adversário tão ameaçador. Por isso, atenção no trabalho e suor na camisa são os fatores que devem ditar a distância do sucesso para o fracasso, amanhã.



Duelos entre concorrentes diretos

 

Os jogos de amanhã em Belém (Paysandu x Luverdense) e em Rio Branco (Rio Branco x Águia) são duelos entre os quatro concorrentes às duas vagas. O Araguaina, de folga, está fora da disputa. Isso significa que serão jogos de “seis pontos”. Quem vencer, avança e trava um concorrente direto. No caso do Águia, o empate já terá esse efeito. Afinal, o time marabaense não seria ultrapassado com 11 pontos, e o time acreano já ficaria em desespero. É evidente que embora ocupem as duas primeiras posições do grupo, Águia e Paysandu não estão confortáveis. Mas basta tentar ver o quadro com os olhos dos acreanos e dos matogrossenses para ver que eles têm muito mais motivos para estar aflitos.


Pery, o terror do Rio Branco

 

Se há um jogador  do Águia que assusta os acreanos é o veloz e valente atacante Pery, que em 2009 teve os direitos econômicos comprados pelo rei Pelé, após se destacar pelo Rio Branco/AC contra o Santos pela Copa do Brasil. Na época, cedido por Pelé ao Santos, passou por um período de testes na Vila Belmiro, mas não emplacou.

 

Para a torcida do Rio Branco, o atacante aguiano é mais que Pery. É Peri..goso! Em 2008 ele “matou a pau” na Arena da Floresta. O Rio Branco ganhava do Águia por 2 x 1 quando ele entrou no jogo. Desarrumou a zaga acreana. Sofreu um pênalti que Soares transformou em gol e deu passe para Ciro fazer o gol da virada: 3 x 2. Por isso foi contratado pelo Rio Branco e chegou à Vila Belmiro.

 

Amanhã, além de Pery, o Águia terá Alan Taxista, outro puxador de contraataques. É nessa dupla, no oportunismo de Mendes e na aplicação de todos num intenso serviço de marcação que os aguianos estão apostando alto para a conquista de pelo menos um ponto no Acre. E o time marabaense tem toda capacidade para tal.

 

Natural de Nova Ipixuna, 28 anos, Pery veio do interior do Maranhão para o
Pedreira de Mosqueiro aos 16 anos, trazido pelo técnico Sinomar Naves. Em 2007 surgiu no Paysandu e em 2008 despontou no Águia. Depois, passou pelo
Campinense/PB, Rio Branco/ AC, Litotal/SP, Santos/ SP, Paulista de Jundiaí/SP,Ituiutaba/MG e Uberlândia/ MG.

 

Lúcio e Charles, exemplos inspiradores

 

Lúcio Santarém (São Raimundo) e Charles Guerreiro (Independente) são dois treinadores que inspiram pelo exemplo que representam para seus atletas. Foram vitoriosos como atletas, são vitoriosos como técnicos e muito respeitados como profissionais. É com esses atributos que eles trabalham para levar os times de Santarém e Tucuruí à vitória na rodada da Série D.



O Independente joga em casa, hoje à noite, mas enfrenta o melhor time do grupo, Sampaio Corrêa. É jogo imprevisível. O São Raimundo joga em Teresina, amanhã à tarde, contra o Comercial, que tem sido muito eficiente dentro de casa e por isso tem sutil favoritismo. Mas, aguerrido, o São Raimundo é plenamente capaz de surpreender.


 

Fonte: O Liberal