25 de agosto, 2011 - Belém

Para todos: Brasil x Argentina cobrará ingressos de idosos e crianças


 

Idosos e deficientes vão pagar pra ver Seleção      


Para o jogo Brasil x Argentina em Belém, a CBF está "mexendo os pauzinhos" para o relaxamento da lei estadual que dá gratuidade a idosos e deficientes físicos. Ou seja, a Confederação Brasileira de Futebol vai usar seus poderes para livrar-se de um ônus que é imposto inapelavelmente aos clubes locais, no melhor estilo “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.       


Explorando a mesma política de concessões especiais, a Fifa está exigindo das autoridades brasileiras o relaxamento da lei que proíbe a venda de bebida alcoólica nos estádios de futebol, para garantir a venda (exclusiva!) da cerveja Budweiser na Copa do Mundo de 2014, por ser patrocinadora oficial do evento. Em todas as regiões do país clubes lutam contra a proibição da venda de cerveja nos estádios. Mas têm contra eles os efeitos da proibição. Dados estatísticos mostram expressiva redução de casos de violência nos estádios. Caíram também os casos de punição dos clubes por má conduta de torcedores, como o arremesso de objetos para o campo, fato que tanto prejudicou Remo e Paysandu em campeonatos brasileiros com perda de mandos de jogos.                               

 

“Luverdaço”, nem pensar!


Passados 10 meses, a derrota do Paysandu para o Salgueiro ainda tem desdobramentos na Curuzu por conta de declarações do presidente Luis Omar Pinheiro, acusando jogadores de fazer “corpo mole”. A “metralhadora” do presidente fez renderem  também o empate com o Luverdense no Mato Grosso e a derrota para o Águia em Marabá. Para os jogadores bicolores o estilo “espalha brasa” do presidente deve se somar ao caráter decisivo do jogo do próximo domingo e ao “caldeirão” da Curuzu para mantê-los absolutamente ligados. Mas para alguns, principalmente os mais recentes, isso pode ser assustador e passar insegurança. Para outros, encorajamento e espírito de superação. Uma coisa é certa. Todos no Papão estão com motivos de sobra para encarar o jogo contra o Luverdense como uma decisão.       


Vitória, empate ou derrota. Qualquer resultado terá conseqüências significativas. Com vitória, euforia. A nação bicolor entrará em clima de empolgação. Com empate, aflição. Perda de tranqüilidade. Com derrota, crise. Cabeças irão à guilhotina. Por tudo isso, “Luverdaço”, nem pensar! Desde já, cabe aos bicolores associar bravura, esmero, atenção, união e serenidade para vencer seus próprios fantasmas e atropelar o Luverdense. Caso contrário, o Paysandu será adversário de si mesmo no domingo.                            

 


14 pontos, só uma probabilidade      


A projeção de 14 pontos para a classificação ainda está valendo, mas apenas como probabilidade. Não se trata de uma sentença matemática. Ou seja, chegar aos 14 pontos não é garantia, mas dá amplas possibilidades. Pelo equilíbrio da disputa entre Águia, Paysandu, Luverdense e Rio Branco, nem mesmo 15 pontos dariam absoluta garantia matemática.       


Os confrontos entre os concorrentes diretos na próxima rodada devem indicar mais claramente o rumo da prosa. A maior dificuldade é do Rio Branco, que vai precisar duas vitórias em casa (Águia e Paysandu) e pelo menos um empate fora (Luverdense). O Papão já estará na faixa da probabilidade com duas vitórias em casa (Luverdense e Araguaina). O Luverdense é único com quatro jogos para disputar, mas se perder domingo já estará na mesma situação do Rio Branco.                           

 


Paraense é “rei das redes” em Goiás       


No futebol goiano, de onde vieram Josiel e Diogo Galvão como esperanças de gols para o Paysandu, o “rei das redes” nesta temporada é o paraense Nonato, natural de Viseu. Enquanto Josiel (31 anos) e Diogo Galvão (29 anos) saíram zerados em matéria de artilharia, Nonato (32 anos) está com 17 gols este ano.      

Nonato, fruto da base da Tuna, fez 8 gols no campeonato goiano da 1ª divisão pelo Trindade e está liderando a artilharia da 2ª divisão goiana com 9 gols pelo Mineiros. Tem, portanto, dois gols a mais que Marcão, do Atlético Goianiense. Nonato, que saiu da Tuna em 1996 para o Bahia, aos 17 anos, é um especialista na arte de fazer gols, mas andou desacreditado nos últimos anos, sempre acima do peso e cometendo seguidos atos de indisciplina. Este ano, no entanto, está voltando a render, fazer e acontecer.

 

 

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