23 de agosto, 2011 - Belém

Enquanto levanta o futebol, Leão é assombrado por fantasmas


 

Três assombrações para o Leão Azul         

  

Somando os processos em execução e os que estão em fase inicial, a dívida trabalhista do Remo deve subir de R$ 6 milhões para cerca de R$ 7 milhões. 40% somente para três credores de valores assombrosos: quase R$ 1,5 milhão para Thiago Belém (2005), R$ 700 mil para Julinho (2006) e R$ 500 mil para Lucas (2006), gestão de Raphael Levy. Na política atual de pagamento, depositando R$ 100 mil por mês no fundo de conciliação do TRT e pagando acordos extras, que atualmente totalizam R$ 78 mil mensais, o Remo não tem nem projeção de quando poderia quitar a dívida, que é corrigida mensalmente. É imprevisível, mesmo que o clube não faça (ou não fizesse!) novos débitos.         


Para não agravar o quadro e não correr o risco de ter bens leiloados, o Remo submete-se à intervenção branca da Justiça do Trabalho. A juíza Ida Selene (13 vara) vem sendo ouvida em todas as decisões que interferem na vida econômico-financeira do clube. Essa perda necessária de autonomia começou nos primeiros meses da gestão Raimundo Ribeiro (2007/2008), com o bloqueio de todas as receitas em 100%. Avançou na gestão Amaro Klautau, na operação mal sucedida da venda do Baenão e se consolidou na gestão Sérgio Cabeça, que busca uma saída na pretendida negociação da área do Carrossel para empreendimento em parceria. É como pretende levantar dinheiro para se livrar dos credores, inclusive das assombrações.                         

 


Camisa 6, a mais rotativa na Curuzu         


Jean e Fábio Gaúcho são os atuais laterais esquerdos do Papão, que no campeonato estadual e Copa do Brasil teve outros quatro: Hadson, Bryan, Elton Lira e Zeziel, enquanto Álvaro foi dispensado sem jogar. Júnior (ex-São Raimundo/Santarém, agora no Bragantino) e Irailton (sub 20) também treinaram no elenco profissional, mas não jogaram. O fato é que a camisa 6 é a mais rotativa da temporada na Curuzu. Já teve seis donos, e quem mais jogou foi o garoto Bryan, titular em nove do campeonato estadual e dois da Copa do Brasil. Bryan está jogando na “segundinha” pelo Time Negra, deixando saudade para quem viu as pífias atuações de Fábio Gaúcho e principalmente de Jean, na Série C, até agora. A rigor, o último jogador a ter longa sequência como titular na lateral esqueda do Papão foi Aldivan, em 2008/2009.           


Na gastança desenfreada, o Paysandu cogita  trazer do Grêmio Barueri/SP o volante César Santiago. Sendo ele ou qualquer outro, será a 17ª contratação em dois meses. Enquanto isso, Billy está no Time Negra, apesar do cartaz de principal revelação do campeonato estadual.                    

 


TV Cultura sem acordo com Luverdense         


O primeiro contato da TV Cultura com o Luverdense para o “ok” do clube matogrossense à transmissão do jogo de Belém, contra o Paysandu, não deu nem perspectiva de um acordo. O Luverdense recebeu a oferta de hospedagem, mas recusou, e exigiu R$ 50 mil. Advogados da Funtelpa estão avaliando documentos para checar se o Luverdense tem mesmo o direito pelo qual está cobrando. Por enquanto, é incerta a transmissão do jogo do próximo domingo, na Curuzu.          

Pela convenção entre os clubes, os mandantes vinham tendo autonomia. Os visitantes não se envolviam. Mas o Luverdense assumiu postura diferente a partir do jogo do Acre, contra o Rio Branco, tanto que levou a TV Aldeia (AC) à Justiça.                  

 


Contradição vai devolver cerveja aos estádios              


Quando o governo federal e a CBF uniram forças para tirar a cerveja e demais bebidas alcoólicas dos estádios, a preocupação central era evitar que o país sede da Copa de 2014 se desgastasse aos olhos do mundo por episódios de violência nos eventos esportivos. Foram levantados dados que relacionavam o consumo da bebida alcoólica ao comportamento agressivo de torcedores e mais casos de violência. Agora a contradição. Justamente a Fifa usa o seu poder maior pelo sinal verde à cerveja na Copa.


Afinal, a Budweiser é patrocinadora, como foi nos últimos mundiais. Cada estado é soberano na decisão de liberar ou não. A Fifa só quer saber das cidades onde a Copa será disputada. Mas no país inteiro os clubes e as indústrias de cerveja também brigam pela liberação.         


Em Belém o Paysandu já anuncia investida para obter uma liminar e vender cerveja logo no domingo, no jogo contra o Luverdense. Para preocupação de alguns e festa da maioria, principalmente da Cerpa, que patrocina os clubes regionais e deverá usufruir no seu mercado do mesmo direito da Budweiser.

 

 

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