22 de agosto, 2011 - Belém

Águia se prepara para um voo mais alto na Série C


 

Águia põe uma asa na segunda fase          


Com mais um jogo em casa, contra o “finado” Araguaina, o Águia tem tudo para chegar aos 13 pontos que podem ser suficientes para a classificação à segunda fase da Série C. A faixa de segurança,no entanto, seria a partir dos 14 pontos. O clube ainda jogará no Acre contra o Rio Branco e no Mato Grosso contra o Luverdense. Enfim, o Águia (10 pontos) está muito bem encaminhado, na liderança do grupo, colhendo os frutos da boa preparação, que começou dois meses antes do campeonato, dentro de um planejamento profissional.          


O Paysandu (8 pontos), com todo o seu alto investimento (R$ 600 mil/mês, mesmo valor dos quatro adversários somados) é o segundo colocado do grupo, com um ponto a mais e um jogo a mais que o Luverdense (7 pontos), seu concorrente mais ameaçador e próximo adversário, um ponto a mais também que o Rio Branco. Isso significa que os bicolores entram numa semana de ansiedade e tensão, precisando administrar essas emoções contra o Luverdense, domingo na Curuzu. Será jogo para o Papão vencer ou vencer.           


A derrota de sábado, em Marabá, pode ser questionada por diversas razões, como as péssimas condições do gramado do Zinho Oliveira e o tempo perdido na reposição de bolas, como os bicolores tanto alegaram, mas o fato é que o Papão ficou devendo futebol mais uma vez. Qualquer circunstância adversa seria previsível tratando-se de Série C. Além disso, quem troca o Mangueirão pela Curuzu não pode reclamar de gramado.                              

 


Juliano e Diogo Galvão sem ritmo         


Quando o técnico bicolor Roberto Fernandes alega “falta de ritmo” para justificar o fraco rendimento dos estreantes Juliano e Diogo Galvão, está passando recibo dos prejuízos do Paysandu pela ampla reforma de elenco às vésperas do campeonato. O time já disputou cinco jogos, ainda há jogadores para estrear e o clube ainda trata de contratações. A prioridade agora é um volante, posição da qual dispensou Álisson, Vânderson e Billy. E o nome anunciando é César Santiago, do Grêmio Barueri/SP.         


Formar um novo time em plena disputa de classificação, numa fase de oito jogos em dois meses, era um risco muito grande e todos sabiam disso. Classificando-se, o Papão terá tudo para engrenar na decisão do acesso e conquistar seu objetivo. A parte mais espinhosa do caminho é agora, na hora da superação e da união geral.                              

 


Favaro, um erro que não elimina o crédito        


Jogadores sem história alguma no Papão deram declarações em Marabá chamando atenção para a falha de Alexandre Favaro no segundo gol do Águia. De fato, o goleiro bicolor falhou, mas com o crédito de um vitorioso no clube, que salvou o Papão nesta Série C em falhas dos que agora o acusam.         


Além de ser uma injustiça com Favaro, a postura é contrária ao espírito de união e cumplicidade que o Paysandu precisa para decolar no campeonato. Se tivesse pelo menos cinco jogadores com a competência da Favaro, o Papão não estaria em desconforto na competição.                                    

 


Remo sob intervenção branca         


Todas as contas do Remo que implicam em orçamento estão passando pela juíza Ida Selene, da 13ª vara do TRT, dentro de uma política de consonância em que a Justiça do Trabalho virou parceira. Mas essa relação de “lua de mel” (quem diria!) também pode ser entendida como intervenção branca, em que o clube abriu mão espontaneamente da sua autonomia administrativa para merecer a confiança do TRT. O mais importante de tudo isso é que o Remo passou a funcionar dentro da sua capacidade financeira, honrando contas do presente e do passado, no caminho da redenção moral e econômico-financeira.          


Por conta da consonância com a Justiça, depois de uma enxurrada de demissões, o Remo está com uma folha de apenas R$ 49 mil no futebol (elenco e comissão técnica) e de outros R$ 49 mil com os funcionários. Esses valores do presente representam apenas 55% dos R$ 178 mil/mês que o clube está pagando no Tribunal Regional do Trabalho, de uma dívida que está em torno de R$ 6 milhões e vai aumentar com novas ações que estão “pipocando”. São R$ 78 mil de pagamentos parcelados em negociações extras com credores e R$ 100 mil do fundo de conciliação do TRT, que a cada três meses tem rodadas de negociações. Amanhã será definida a data da próxima rodada, prevista para o final do mês.         


Amanhã a coluna vai avançar no assunto tratando de projeção para quitação da dívida trabalhista dentro da política atual de pagamento.

 

 

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