17 de agosto, 2011 - Belém

O porquê de lutar pelo espaço para construção do CT em Marituba


 

Papão há oito jogos sem perder       


A derrota para o Ypiranga, por 2 x 1, num amistoso em Macapá no mês de maio, foi a última do Paysandu. A partir de lá, oito jogos com cinco empates e três vitórias. Uma  invencibilidade para o time bicolor defender sábado em Marabá, diante do Águia. No último confronto que Águia e Paysandu tiveram em Marabá, em maio, pelo campeonato estadual, o time marabaense venceu por 3 x 1 e eliminou o Papão do segundo turno.       


Na invencibilidade a ser defendida sábado, o Paysandu venceu o Izabelense (amistoso), Araguaina e Águia (Série C). Empatou com o Independente (duas vezes na decisão estadual), Águia (amistoso), Rio Branco e Luverdense (Série C). Toda essa trajetória é do técnico Roberto Fernandes, que já teve dois contatos diretos com o próximo adversário, mas somente em Belém. O treinador, como a maioria dos jogadores, não conhece o terreno irregular e o diminuto gramado de 100 x 65 metros do estádio Zinho Oliveira, onde o futebol tem contato físico e lances aéreos acima do normal.  Mas somente com essas informações já deve ter percebido que seu time terá que ser muito valente e atento para ser feliz no sábado, num jogo em que o Papão (8 pontos) tanto pode avançar na liderança do grupo como pode perdê-la para o próprio Águia (7 pontos).         


Só por curiosidade, no jogo de Belém o Paysandu quebrou a invencibilidade do Águia (9 jogos) ao fazer 2 x 1 no último minuto com o “gol samurai” de Rodrigo Pontes.                  

 


Remo resolve agir pela área de Marituba        


Duas reações distintas. Diante da notícia de que a área  disponibilizada pela prefeitura de Marituba, na região da alça viária, ainda está sob domínio do governo estadual, o presidente do Paysandu, Luis Omar Pinheiro, anunciou desistência. Por outro lado, o presidente do Remo, Sérgio Cabeça, disse ontem ao colunista que vai pessoalmente tratar do assunto, abrindo a luta efetiva do clube pelos 120 mil metros quadrados prometidos.         


A área faz parte da antiga fazenda da Pirelli, comprada pelo governo estadual para exploração com um parque temático metropolitano. Conforme relato do atual secretário de obras de Marituba, Pedro Paulo Bezerra, mais tarde o então governador Almir Gabriel iniciou um processo de transferência do domínio da área para o município. O processo ficou pendente e a sucessora Ana Júlia resolveu explorar a área com o que chamou de Área Ambiental Flora Silvestre da Região Metropolitana. Ficou só no projeto. Agora, Remo e Paysandu só precisam agir administrativa e politicamente para conquistarem 120 mil metros quadrados, cada, às margens da alça viária, a quatro quilômetros da BR, para exploração com Centro de Treinamentos e Sede Campestre. O processo de conquista (comodato, por 99 anos) não é simples. Há uma complexa tramitação a ser cumprida que exige esforço conjunto dos dois clubes, para o que o presidente Sérgio Cabeça está prometendo tomar frente.                                            

 


Bom para os clubes, melhor para Marituba       


Interessa à prefeitura de Marituba, como ao governo estadual também, a ocupação produtiva de toda a área às margens da alça viária, antes que seja tomada por aproveitadores. A chegada de Remo e Paysandu com seus Centros de Treinamentos e Sedes Campestres atrairia empreendimentos da iniciativa privada. E isso justificaria plenamente a doação, que só será consolidada com articulações políticas e o cumprimento de processos burocráticos. Leão e Papão não podem cruzar os braços diante de tão preciosa oportunidade.                                    

 


Justiça condena o Remo por barulho       


Um morador do conjunto residencial Jardim Ipiranga, vizinho à sede do Remo, processou o clube pela barulheira de festas em alto volume de som, no final do ano passado. Cobrava R$ 50 mil de indenização. O clube foi condenado e fechou acordo para pagar R$ 4 mil em duas parcelas (setembro e outubro). O fato é emblemático de uma fase infernal que o Remo está atravessando.         


Ao mesmo tempo, o clube festeja as obras de recuperação do salão de festas na sede e do ginásio Serra Freire, como também as avançadas negociações de parcerias para melhor exploração do complexo sócio-esportivo de Nazaré com restaurante, arena de futebol soçaite e academia de musculação, empreendimentos planejados para este final de ano.

 

 

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