16 de agosto, 2011 - Belém

As consequências de ser um 'chefão' no momento errado


 

Foi do jeito errado, na hora errada        


Um almoço, culpas e desculpas à mesa, tudo em pratos limpos, crise superada. Roberto Fernandes permanece no Paysandu. No episódio em que o patrão espetacularizou sua autoridade, foi o empregado quem saiu fortalecido. O técnico se impôs diante do que considerou desrespeito do presidente e fez exigências para ficar. O maior desgaste foi de Luis Omar.         


O presidente bicolor tem absoluta razão quando diz que tem o direito de cobrar, por ser quem move montanhas para pagar salários. Mais que um direito, a cobrança é um dever do presidente. Mas nunca do jeito errado e na hora errada, como aconteceu em Lucas do Rio Verde. Há dois anos, irritado numa entrevista, Luis Omar chegou a declarar que em determinados momentos tem vontade de entrar no vestiário com um pedaço de pau e espancar quem não honra a camisa do clube. É claro que usava de uma figura de linguagem. Mas a declaração foi um recibo do mesmo destempero que o levou a ser tão contundente ao final do jogo no Mato Grosso, extrapolando para o desrespeito a pais de família, na psicologia do chicote, no último sábado. Felizmente, o equilíbrio que faltou no comandante sobrou nos comandados.                             

 


Um jeito “chefão” de ser          


Boa gente, generoso, divertido, Luis Omar Pinheiro se transforma em “chefão” na mais antiga e agressiva versão quando as emoções o dominam. É quando ganha uma conduta totalmente contrária à postura do líder que o Paysandu precisa, tanto nas derrotas como nas vitórias mais importantes.        


O episódio de Lucas do Rio Verde e os desdobramentos da reação de Roberto Fernandes deram bom motivo de reflexão para o presidente bicolor. É um homem respeitado por sua honradez, por sua devoção e luta pelo Papão. Mas precisa se autocontrolar para exercer sua autoridade com eficiência, cobrando de tudo e de todos em defesa do clube, mas do jeito certo, na hora certa.                                                                          

 


Museu do Leão em pleno estudo         


21 de abril de 2013, data do centenário do futebol remista. Faltam 20 meses. Como já se discutiu no Conselho Deliberativo, a instalação de um Museu deverá marcar as comemorações. A primeira idéia, apresentada na sessão do Condel, é a transferência do escritório administrativo da sede para uma área anexa ao ginásio Serra Freire, na Brás de Aguiar. Assim seria aberto espaço na sede para o Museu. Outras propostas devem surgir.         


Como a alavanca do clube é o futebol, caberia pensar num espaço no prédio a ser erguido em parceria na área do Carrossel. Assim, o ingresso ao Museu poderia ser enriquecido por um “tour” nas áreas reservadas do Baenão, que poderiam ser enriquecidas com outros atrativos, como plotagem de fotos e reportagens antigas, por exemplo. Outra idéia, mais coerente, ouvi do jornalista Danilo Pires. Seria a instalação do Museu na área da sede náutica, na Cidade Velha, onde o clube nasceu. É área de alto fluxo de turistas, um público que se renova a cada dia, sempre com privilegiado poder aquisitivo, além do público local. Assim, certamente o Remo elevaria significativamente a venda de camisas e dos demais produtos. Tudo a ver!                           

 


Três novas fontes de renda        


Um restaurante e uma academia de musculação na sede social e um campo de futebol soçaite (grama sintética) na área ociosa entre o parque aquático e o ginásio Serra Freire. Três empreendimentos em parcerias previstos para este fim de ano. O Remo entra apenas com a área física e o parceiro com o investimento para divisão dos lucros durante o comodato. Para viabilizar, o clube deve transferir o escritório da administração para o lado da Braz de Aguiar.         


Esses passos tão óbvios que estão engatilhados são o aproveitamento de espaços sub utilizados ou desperdiçados, como também é o caso da área do Carrossel, que brevemente também terá empreendimento em parceria e comodato, gerando mais fontes de renda para o Leão Azul. Com o futebol fora de foco, os remistas começam a pensar em alternativas para otimização do que o clube dispõe. Em 2009/2010 a alternativa buscada foi a venda do Baenão, que não aconteceu. Desta vez, as investidas não são tão arrojadas e não há razão para resistência dos mais conservadores, nem mesmo dos mais obtusos. Felizmente, nem tudo está perdido no Leão Azul.            

 

 

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