12 de agosto, 2011 - Belém

Sinomar e o 'não' que serve para demarcar território no Remo


 

Sinomar: um “não” que demarca território         


A atitude de Sinomar Naves, rejeitando o atacante Emerson Bala, apesar de encaminhado por um grande benemérito, foi um “não” para demarcar seu território como coordenador técnico do futebol remista. Foi o primeiro episódio de uma relação que não deverá ser simples entre o treinador e os pitaqueiros. Para executar o projeto de formar nos próximos três meses a base do elenco de 2012, Sinomar Naves tem mesmo que se fechar às interferências de quem não é do ramo. E terá que se impor também na etapa dos reforços importados. Ouvindo sugestões, sim, mas não repetindo o pecado cometido em 2009, quando acabou recebendo jogadores que não tinham sua aprovação.          


Para a segunda etapa do projeto, na contratação de jogadores que forem eliminados das séries C e D, seis (um zagueiro, um volante, dois meias e dois atacantes) já têm compromisso com Sinomar e outros serão sondados nos próximos dias. Os amistosos no interior vão dizer até novembro quem emplaca e quem não emplaca para o elenco da próxima temporada. Na etapa das importações, em novembro, será importante que os remistas lembrem do mau resultado de jogadores que vieram em 2009/2010 em péssimas condições físicas, como Otacílio, Paulinho, Fabrício Carvalho e Índio. Sinomar viveu aquelas experiências e não pode permitir que se repitam os mesmos erros, assim como precisa tomar como referência os acertos.                   

 


Seleção genérica ganha mais importância        


O fracasso da Seleção Brasileira com jogadores que atuam no exterior torna mais importante o “laboratório” que Mano Menezes fará nos dois jogos contra a Argentina em setembro, convocando somente jogadores que atuam no Brasil. Assim, deve crescer o interesse pela seleção genérica que virá a Belém.         


Já não é tão lamentável não poder ver Júlio César, Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva, Robinho, Pato e companhia. Muito menos o lateral André Santos, que sofre rejeição unânime. Além de Neymar, Ganso e Lucas, os paraenses vão ver novas apostas e possivelmente também o resgate de Ronaldinho Gaúcho, 31 anos, não só pelo que está jogando no Flamengo, mas também pelo que sua presença acrescenta em dólares e euros à CBF na venda dos direitos às televisões do mundo.                  

 


Brasil x Argentina, ingresso entre 70 e 100 reais        


Pelo estudo que está sendo feito, o ingresso de arquibancada para Brasil x Argentina em Belém deve custar entre 70 e 100 reais. A cadeira deverá ser vendida a 200 reais. Esses números estão numa proposta que será avaliada pela Confederação Brasileira de Futebol, levando em conta que o norte é a região mais pobre do país. E a região metropolitana de Belém tem apenas a 27ª renda per capita do norte (R$ 9,584), segundo dados do Conselho Federal de Economia.        


Na próxima terça-feira uma equipe da CBF chegará a Belém para as primeiras avaliações da infra-estrutura da cidade para receber as duas seleções, imprensa e toda a demanda do evento. A Federação Paraense de Futebol, que em 2005 faturou R$ 261 mil no jogo Brasil x Venezuela, espera faturar mais de R$ 300 mil na sua porcentagem da renda de Brasil x Argentina, dia 28 de setembro.                           

 


Instituto Avaí, exemplo para os paraenses          


Uma iniciativa de ação solidária de torcedores do Avaí/SC resultou há 5 anos no Instituto Avaí, uma ONG (Organização Não Governamental) que já está virando Fundação. O Instituto atende famílias da comunidade, funcionários e atletas das categorias de base com inclusão digital, biblioteca e bens de primeira necessidade, arrecadados em campanhas de solidariedade.         


Outro raio de ação no trabalho social do clube catarinense é a Copa Avaí, com cerca de 80 times sub 12 e sub 15. A competição serve à integração social das crianças e à descoberta de talentos para as categorias de base. Pela função nobre, a ONG é bem patrocinada e contribui para boa imagem do clube. Um exemplo digno de ser seguido por torcedores paraenses. Saiba mais acessando www.avai.com.br.

 

 

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