08 de agosto, 2011 - Belém

As consequências da vitória do Paysandu no Mangueirão


 

Uma vitória para ativar o “vulcão” bicolor         


Com os defeitos próprios de um time em formação e com a bravura de um time determinado a dar certo, o Paysandu conquistou uma vitória dramática, em circunstâncias muito apropriadas para a ativação de “vulcão” bicolor. A torcida experimentou a angústia de ver o Papão tropeçar nos próprios erros, na ansiedade e na eficiência do adversário. Mas teve o alento de ver valentia em todos os lances e ambição pelo gol a cada instante. A vitória na última chance provocou uma explosão emocional que pode fazer muito bem ao time, se souber capitalizar o drama para transformá-lo em cumplicidade, não só nas relações internas no elenco, mas principalmente na interação do elenco e comissão técnica com a torcida. É assim que acontecem as arrancadas para as grandes conquistas.          


O Paysandu pecou muito na marcação. Deu espaço demais aos bons volantes do Águia, que criaram jogadas com facilidade. Isso expôs a defesa bicolor. Mas também foi com esse arrojo que o Papão criou as oportunidades para gol. Fez dois, mas poderia ter feito o dobro. Tomou um gol, mas poderia ter tomado três ou quatro, num jogo rico em emoções, disputadíssimo. A vitória foi justa, mas quase escapou. Vitória providencial por evitar turbulências na Curuzu. Vitória que põe o Papão na liderança do grupo, em clima favorável para o trabalho de Roberto Fernandes e comandados.                              

 


Deselegância de Thiago Potiguar         


Admirado por sua humildade, Thiago Potiguar surpreendeu com a deselegância ao ser substituído por Robinho. Saiu expressando contrariedade pela opção de Roberto Fernandes, não cumprimentou o colega e com a atitude contribuiu para os xingamentos da torcida ao treinador com o gritos de “burro, burro....”         

Como o próprio Thiago Potiguar confessou na Rádio O Liberal/CBN, dores de gastrite o incomodaram ainda no primeiro tempo. Roberto Fernandes queria tirá-lo no intervalo. Não o fez porque ouviu os médicos. Fez a substituição quando Thiago Potiguar dava claros sinais de desgaste físico. Independente disso, a atitude de Thiago Potiguar contrastou com a humildade que tanto admiramos nele.                                       

 


Uma rodada de perdas na Série D         


O empate (0 x 0) entre Independente e São Raimundo, associado à vitória do Comercial (1 x 0) sobre o Trem, colocou os dois times paraenses nas ultimas posições do grupo na Série D. Mas nada desesperador. O Galo de Tucuruí pode até virar líder no próximo domingo, se ganhar do Sampaio Corrêa no Maranhão e for favorecido por vitória do São Raimundo sobre o Comercial em Santarém. O Trem, que tem um jogo a mais, vai folgar na próxima rodada.         


Curiosamente, se o Independente depende do sucesso do São Raimundo para virar líder, o clube santareno dependente do fracasso do clube tucuruiense para sair da lanterna. O que parece cada vez mais claro é que o Pará não emplaca os dois representantes na próxima fase do campeonato. Ou vai um, ou vai outro, ou não vai nenhum.                               

 


No Leão, passado vale 72% do presente        


A folha salarial atual, do futebol remista, corresponde a apenas 28% da folha que o clube está pagando mensalmente na Justiça do Trabalho. O passado, através das dívidas trabalhistas, consome em agosto R$ 178 mil, enquanto a folha atual consome R$ 49 mil, mesmo total de salários do quadro de funcionários. Esses números, que vão se repetir em setembro, são emblemáticos. Traduzem a uma política de gestão suicida que o presidente Sérgio Cabeça está tentando corrigir.           


Culpados pelo esfacelamento do Remo (por ação ou por omissão) se reúnem hoje à noite em mais uma sessão do Conselho Deliberativo. Não parecem ter peso algum na consciência. Ainda mantém suas vaidades pessoais acima de qualquer projeto. É isso que precisa mudar com urgência. O presidente Sérgio Cabeça vai apresentar aos conselheiros algumas articulações que está comandando, como negociações de parceria com uma empresa na exploração da área do Carrossel e um plano de marketing em parceria com outra empresa para exploração da marca do clube.         


De tudo o que está articulado, o que mais empolga o presidente Sérgio Cabeça é uma provável parceria com investidores nas categorias de base. A negociação, que está bem encaminhada, envolve uma área privilegiada, dentro de Belém, para os treinamentos das equipes de base do Leão Azul e toda uma infra-estrutura para a garotada azulina.

 

 

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