05 de agosto, 2011 - Belém

Uma Águia fez ninho no lugar do Leão nos clássicos paraenses


 

Papão x Águia, mais frequente que o Re-Pa          


Foi-se o tempo em que o Re-Pa, clássico mais jogado do mundo (706 jogos), era o confronto mais frequente do futebol paraense. Nos últimos quatro anos, o duelo regional que mais se repetiu foi Paysandu x Águia: 22 jogos. No mesmo período, apenas 14 confrontos de Remo x Paysandu. Isso acontece porque Leão e Papão não se enfrentam no campeonato brasileiro desde 2006. A partir de 2008, o grande adversário do Papão na Série C é o clube marabaense.         


No retrospecto geral (12 anos), envolvendo Parazão, amistosos e Série C, são 35 jogos, com 19 vitórias do Paysandu, 8 do Águia e 8 empates. Mas, com essa estatística resumida à Série C, os números ficam absolutamente iguais: 8 jogos, 3 vitórias de cada clube e 2 empates. Isso dá ao jogo do próximo domingo um caráter de “tira cisma” em matéria de campeonato brasileiro. Em 2008, duas vitórias aguianas (2 x 0 e 3 x 2), uma vitória bicolor (3 x 2) e um empate (1 x 1). Em 2009, empate (2 x 2) e vitória bicolor (2 x 1). Em 2010, vitória bicolor (2 x 0) e vitória aguiana (2 x 1).        


Nos quatro campeonatos que os dois clubes disputaram juntos na Série C, as posições finais foram as seguintes. Em 2008, Águia 5º e Paysandu 12º colocado. Em 2009, Paysandu 8º e Águia 12º colocado. Em 2010, Paysandu 6º e Águia 8º colocado. Desta vez, os dois estão dividindo a segunda posição do grupo com quatro pontos e igualdade também no saldo de gols e na quantidade de gols marcados.                  

 


Águia tem a melhor média dos paraenses       


No seu quinto cinco campeonato nacional, o Águia já tem 64 jogos, com 25 vitórias, 18 empates e 21 derrotas. Marcou 98 e tomou 90 gols. Esses números se resumem em 48% de aproveitamento. É a melhor média dos clubes do Pará no campeonato brasileiro, mas sempre na Série C, num grau de dificuldade incomparável ao que Paysandu, Remo e Tuna já enfrentaram na 1ª e 2ª divisões.       


O Papão está no seu 37º campeonato nacional, com 693 jogos, com 215 vitórias, 202 empates e 276 derrotas, marcando 854 gols e sofrendo 989. O Papão tem 41% de aproveitamento, mas com dois títulos da Série B, conquistados em 1991 e 2001. Na pior de todas as campanhas, na Série C de 2007, o clube alviceleste foi o 62º colocado entre 64 clubes, com um ponto em seis jogos.     


O São Raimundo está no terceiro campeonato, mas já tem um título nacional. Em 26 jogos tem 8 vitórias, 7 empates e 11 derrotas, 38 gols marcados e 44 sofridos, 40% de aproveitamento. O clube santareno não vence em campeonato brasileiro desde novembro de 2009. Já são 10 jogos consecutivos sem vitória. Vai tratar de quebrar o jejum amanhã à noite, em Tucuruí, diante do Independente, que está iniciando a primeira campanha, com 17º representante paraense em quatro décadas de campeonato brasileiro. Fez dois jogos. Perdeu para o Trem em Macapá por 2 x 1 e venceu o Comercial do Piauí em Tucuruí por 4 x 1.                                                  

 


Missão de Andrey Silva        


Com a arbitragem paraense muito bem cotada, em plena reabilitação técnica e moral, Andrey Silva terá domingo a missão de confirmar essa performance. Melhor árbitro do Pará em 2010, este ano Andrey não saiu-se tão bem no campeonato estadual. O jogo Paysandu x Águia será oportunidade sob medida para mostrar seu valor. Eronildo Sebastião e Lúcio Ipojucan serão os assistentes.         


Dar conta do recado nesse jogo corresponde a não cometer falha nos lances capitais. E para isso o trio terá que se esmerar como nunca, com eficiência e autoridade.                      

 


Em Belém, Ganso será o principal “arrasta povo”         


Em nenhum outro lugar do país o jogo entre as seleções genéricas de Brasil e Argentina teria o valor que terá em Belém. O motivo é o filho da terra Paulo Henrique Ganso, camisa 10 da Seleção Brasileira. Em Belém, Ganso será o principal “arrasta povo” da Seleção, com apelo de grande ídolo dos paraenses.        


O próximo 28 de setembro será um dia muito especial para Ganso e familiares. No seu íntimo, o craque vai viver o coroamento de uma história iniciada com as camisas da Tuna e do Remo no futsal, do Estrela, da Tuna e do Paysandu no futebol. Emoção muito especial também para os pais Júlio e Creuza, que muito investiram na sua carreira, e do treinador Capitão (futsal da Tuna), que Ganso chama de “paizão”. Essa emoção foi vivida em menor proporção em 2010, na Copa do Brasil, quando Ganso jogou no Mangueirão pelo Santos, contra o Remo.

 

 

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Arte da capa: Carlos Fellip (Portal ORM)