27 de julho, 2011 - Belém

O que significará as duas semanas de 'folga' para o Papão?


 

Duas semanas providenciais para o Papão        


Em duas semanas é possível ter significativo progresso físico, técnico e tático. O Paysandu tem esse prazo providencial até o próximo jogo, contra o Águia, dia 7 de agosto. Cabe à comissão técnica comandada por Roberto Fernandes dar ao time bicolor esses avanços tão necessários, sobretudo depois da má impressão passada no jogo contra o Rio Branco.        


Os defeitos do Papão são normais para um time em formação. O que não é normal, nem inteligente, é formar o time dentro do campeonato, numa acirrada disputa por classificação, sob a pressão de uma torcida ansiosa e desconfiada. O Paysandu quis esse risco. Roberto Fernandes apostou no sucesso mesmo assim. Agora não adianta reclamar. A hora é de trabalhar com esmero, com pressa pela correção das deficiências. E por mais que melhore, o Papão vai ter embaraços internos em toda a primeira virada do grupo, só devendo engrenar nos jogos de volta, quando poderá ser tarde numa disputa  de cinco times por duas vagas.             
                


Maior e menor público no Mangueirão        


O Mangueirão está em dois extremos das estatísticas do Campeonato Brasileiro. Recebeu o menor público das duas primeiras rodadas da Série D: 191 pagantes, no jogo São Raimundo 1 x 2 Sampaio Corrêa. E o maior público das duas primeiras rodadas da Série C: 12.181 pagantes no jogo Paysandu 1 x 1 Rio Branco.         

Apesar de ser recorde, o público divulgado foi muito abaixo da expectativa e das aparências no estádio. Mas a grande piada foi a quantidade de credenciados (2.716), correspondente a 22,4% dos pagantes. Engula esta quem quiser!                                   

 


Thiago Marabá em testes no Vila Nova/Go         


Semana passada a coluna acionou o “radar” para descobrir o paradeiro do atacante Thiago Marabá, que na FPF ainda está registrado como jogador do Remo. Ontem chegou a resposta. Thiago Marabá está passando por testes no Vila Nova, clube goiano que tem uma “colônia” paraense no elenco: Marlon, Leandro Cearense e Wando. Foi o Wando, com moral de ídolo pelo que fez em outras épocas no clube, quem apontou ao técnico Hélio dos Anjos o seu ex-companheiro no Águia, em 2010.         


Thiago Marabá está com 25 anos. Pelo que jogou com a camisa do Remo nas primeiras rodadas do Parazão 2011, já estaria empregado. Pelo que rendeu ao voltar de lesão muscular, teria poucas possibilidades. O mais importante é que está lutando pela oportunidade da sonhada e merecida projeção profissional.                        

 

 

Cabeleira, pra quem quer ou pra quem pode?         


Ronaldinho Gaúcho, Neymar e outros ricões do futebol gastam mensalmente com a cabeleira o que a maioria das famílias brasileiras não tem nem para necessidades básicas. Nada contra! O foco aqui é a curiosidade. No futebol paraense, a cabeleira da hora é a de Josiel, que estreou no Papão fazendo gol, mas mostrando defasagem física que vai exigir muito esforço para entrar em forma e corresponder ao maior salário do clube bicolor.        


Em matéria de vaidade com o cabelo, Josiel substitui Zeziel, que disse gastar mais de R$ 500 por mês no salão de beleza. Luxo pra quem pode! Os ex-remistas Maicon Gaúcho (2006) e Lenílson (2008) foram outros casos de vaidade com longos cabelos. Thiago Marabá, em 2010, no Águia, se destacou por bom futebol e pelo cabelo extravagante nas luzes e no corte. Robgol, quando liderava a artilharia da Série A de 2005, pelo Paysandu, se expôs às câmeras da TV Liberal em completo tratamento no salão de beleza (pele, unhas, luzes no cabelo...), assumindo-se como metrossexual, termo usado para definir homem vaidoso, que investe tempo e dinheiro em detalhes estéticos.         


Reafirmo que o foco aqui é na curiosidade do comportamento. Sem qualquer tipo de julgamento. Essa vaidade, no entanto, chama a atenção quando é maior que o futebol. Que o diga Neymar, pelo que ficou devendo na Copa América. Tanto que inspirou um comentário de que os uruguaios conquistaram o título por jogarem com mais amor à camisa que ao cabelo. No twitter, esse comentário é atribuído a Valter Casagrande, comentarista da Rede Globo.

 

 

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