25 de julho, 2011 - Belém

Paysandu chega para estreia em casa com ventos a favor e outros contra


 

Hoje, ventos contra e a favor do Papão       

  

Sopram a favor do Paysandu, hoje, no duelo com o Rio Branco, os ventos da emoção e da estatística. Há um clima de entusiasmo pelo novo elenco e mais ainda pela estréia com vitória no Tocantins. Há também dados que são indicativos animadores, como o fato de o Papão ter quatro vitórias nos quatro confrontos com o Rio Branco em Belém (5 x 1 em 1991, 2 x 1 em 2008, 3 x 1 em 2009 e 6 x 2 em 2010), e ainda a invencibilidade do Papão nos três últimos campeonatos brasileiros em jogos no Mangueirão, com quatro vitórias e um empate. Mas nem todos os ventos sopram a favor do time bicolor. Há também indicativos preocupantes.         


O Rio Branco repete quase todo o time que sagrou-se campeão acreano há três semanas. Está entrosado e com ritmo de competição. Tem, portanto, o que mais falta ao Paysandu. Jogadores como Jorge Felipe, Márcio Santos, Luciano Henrique e Josiel estão em defasagem. E esse é o motivo de Thiago Potiguar ficar no banco. Naturalmente, um time que ainda está em processo de definição sofre por desentrosamento. Por isso, o entusiasmo da torcida e dos jogadores será fundamental para o Papão manter os 100% de aproveitamento em Belém contra o alvirrubro acreano. Ou seja, não bastará a presença de uma grande torcida. Será necessário que os torcedores participem ativamente, com incentivo. Até com empate o Papão se isola na liderança do grupo, embora o empate não seja um bom resultado.                                               

 


No projeto, Leão troca fantasia por trabalho        


O projeto de Sinomar Naves para o futebol remista troca a fantasia dos currículos e discursos de empresários por trabalho com quem o clube possa pagar. É a migração do “faz de conta” para a realidade financeira do clube. Será assim se o projeto for cumprido.          


De fato, muito mais produtivo do que trabalhar com profissionais rodados em desconforto por atraso de salários e trabalhar com profissionais modestos que recebam em dia. O Independente deu essa lição. Foi campeão estadual mesclando a prata da casa com importados baratos, fez boa pré-temporada, pagou em dia e, sem estrelas nem estrelismo, conquistou o título. O Remo vai precisar de maior investimento que o Independente, é óbvio, mas pode e deve tomar como referência o que foi feito no clube de Tucuruí, sob o comando do mesmo Sinomar. E tudo está sendo planejado nesse sentido, do primeiro estágio da pré-temporada em Ponta de Pedras à maratona de amistosos no interior, em “laboratório técnico” para definição da base regional a ser reforçada gradativamente, até a formação de um elenco competitivo que o clube possa manter sem atrasos salariais em 2012.                        

 


Rodada perfeita para o Independente          


Com duas vitórias, o Sampaio Corrêa vai confirmando o favoritismo no grupo dos paraenses na Série D. Tudo indica que a grande disputa será pela segunda posição. Dentro dessa tendência, a rodada foi perfeita para o Independente, que goleou o Comercial/PI (4 x 1) e viu o concorrente Trem/AP ser goleado pelo Sampaio (5 x 0). No saldo de gols, o time de Tucuruí vira vice-líder. Mas está fora da próxima rodada, quando o Trem vai receber visita do São Raimundo e o Comercial será visitado pelo Sampaio Corrêa. O Independente só volta a jogar dia 6 de agosto, em Tucuruí, contra o São Raimundo, no duelo doméstico.                                   

 


Por que um time tem 11 jogadores?         


Uma leitura no final de semana sobre a história do futebol no contexto político me levou a uma questão pra lá de curiosa. Por que um time de futebol tem 11 jogadores? Afinal, poderiam ser 9,10, 12, 13... Antes das regras estabelecidas em 1863, o futebol teve jogos com até 17 jogadores em cada time na Inglaterra. Mas, afinal, na definição das regras, o que foi determinante para que cada time tivesse 11 atletas, para sempre?          


Há mais de uma resposta, mas só uma é admitida pela Fifa, por ter sido confirmada em pesquisa da própria instituição. Na Inglaterra, Universidade de Cambridge, primeira a fazer publicações sobre as definições básicas do jogo, cada classe tinha 10 alunos. Os inspetores completavam os times no papel de goleiros. E se 11 é o número máximo de jogadores até hoje, 7 surgiu como número mínimo no aperfeiçoamento da regra, por conta das contusões após o limite de substituições e principalmente pelas expulsões, sinalizadas com o cartão vermelho.        


Os cartões vermelho (expulsão) e amarelo (advertência) só foram adotados a partir da Copa de 1970, para uma linguagem universal, que encerraria a babel das advertências verbais. Mas os cartões poderiam ter sido uma espécie de “pirulito”. A primeira idéia, que chegou a ser aceita, foi da confecção de discos amarelos e vermelhos com o cabo, remetendo à figura do pirulito. Não vingou porque surgiu a idéia bem melhor dos cartões retangulares.

 

 

Para ler a coluna completa, assine O Liberal Digital!