23 de julho, 2011 - Belém

Na Curuzu, ídolo é auxiliar do fã


 

Na Curuzu, o ídolo é auxiliar do fã

 

Zé do Carmo, que vai completar 50 anos em agosto, é um dos maiores ídolos da história do Santa Cruz, clube no qual Roberto Fernandes não foi além das categorias de base, na geração de Rivaldo e Leto. Roberto Fernandes, agora com 40 anos, era adolescente quando Zé do Carmo brilhava no poderoso time coral de Birigui, Lula, Ricardo Rocha, Jarbas, Tiziu e companhia. Hoje, o ídolo é auxiliar do fã na comissão técnica do Paysandu. São as voltas que a bola dá!  

 

Roberto Fernandes teve que desistir de ser jogador aos 21 anos, depois de uma grave lesão. Foi quando virou comerciante de discos e de equipamentos sonoros e chegou a ser chefe de torcida organizada do Náutico. Aos 25 anos fez curso de treinador de futebol e logo iniciou a carreira na 2ª divisão pernambucana comandando o Surubim, quando Zé do Carmo já estava se aposentando, à procura um novo rumo. Depois de trabalhar como comentarista do Sportv, o ídolo Zé do Carmo juntou-se ao fã já famoso Roberto Fernandes. E agora os dois estão no mesmo nível de importância, buscando juntos a projeção da dupla no mercado, investindo na campanha do Paysandu pelo acesso à Série B. 


Márcio Santos e Juliano os mais rodados      

 

De todos os jogadores contratados pelo Paysandu para a Série C, o zagueiro Márcio Santos e o meia Juliano são os mais rodados. O Papão é o 17º clube de ambos. E apesar da longa rodagem, eles só têm um título, cada, na carreira. Márcio Santos foi campeão paraibano em 1999 pelo Treze de Campina Grande. Juliano foi campeão da Série C em 2010 pelo ABC de Natal e tão logo fique apto vai disputar o seu bicampeonato particular.

 

O mais vitorioso dos novos bicolores é o meia-atacante Luciano Henrique, que está no seu 12º clube. Conquistou quatro títulos na carreira, todos pelo Sport Recife: tricampeão pernambucano (2007/08/09) e campeão da Copa do Brasil em 2009. O volante Rodrigo Pontos, que está no 15º clube, foi campeão paulista pelo Corinthians em 2001 e pernambucano pelo Náutico em 2004. O zagueiro Wagner tem um título paranaense pelo Coritiba e uma Taça Guanabara pelo Botafogo. O atacante Josiel, que vai vestir a 12ª camisa da carreira, foi campeão carioca pelo Flamengo em 2009. Das contratações regionais, o lateral/meia Fábio Gaúcho está no 12º clube e já jogou em clubes da Alemanha, Paraguai e Venezuela. Mas foi no Independente/Tucuruí que conquistou o primeiro título da carreira: campeão paraense.

 

Ninguém dá mais importância ao histórico e às conquistas dos atletas que o técnico Roberto Fernandes. Ele entende que jogadores vitoriosos têm ambição por novas conquistas. Jogadores perdedores têm tendência a se acomodar. E avalia que tem um time vencedor.

 

Tucuruí entra hoje na geografia da CBF

 

Depois de Marabá e Parauapebas com o Águia, Santarém com São Francisco e São Raimundo, Abaetetuba com Abeté e Vênus, Santa Izabel com o Izabelense, Castanhal com o Castanhal, Bragança com o Bragantino e Cametá com o Cametá, hoje será a vez de Tucuruí, com o Independente, entrar na geografia da CBF. É a 9ª cidade do interior do Pará a receber jogos do campeonato nacional.

 


O Independente vai enfrentar o Comercial do Piauí num acontecimento muito especial para Tucuruí, que começou a se inserir nos noticiários esportivos do país inteiro como campeão estadual e agora pode ganhar visibilidade nacional, dependendo de qual seja a campanha do Independente na Série D. O time é suficientemente capaz de avançar no campeonato e até de subir à Série C. A derrota em Macapá, para o Trem, na estreia, não será problema se o Galo Elétrico confirmar a lógica vencendo o time piauiense e somando os seus primeiros três pontos na quarta divisão brasileira. A lógica, porém, não é nenhuma garantia.

 

Salvo pelo destino


Três semanas antes das demissões no Remo, o treinador de goleiros Afonso Ribeiro começou a trabalhar no Paysandu ainda como funcionário do Remo. Afonso seria um dos demitidos sem qualquer dinheiro imediato, tendo que brigar na Justiça pelos direitos trabalhistas. Enfim, foi salvo pelo destino. Salvo da humilhação, mas não das dificuldades para receber o que o Remo lhe deve.

 

Para substituir Édson Cimento na preparação dos goleiros, o Paysandu queria Ronaldo Cascais, ex-Independente. Ele já tinha dito “sim”, mas recuou por fidelidade a Sinomar Naves, com quem vai trabalhar no Remo. Por isso, abriu-se a vaga na comissão técnica bicolor para Afonso Ribeiro, contratado às pressas. Afonso foi goleiro do Papão nas categorias de base e no elenco profissional. Está, portanto, reencontrando suas raizes na Curuzu.

 

 

Fonte: O Liberal