22 de julho, 2011 - Belém

Mudanças à vista no Paysandu para pegar o Rio Branco


 

Paysandu x Rio Branco: 100% para dono da casa       


Pela Série C (2008, 2009 e 2010), três confrontos em Belém, três vitórias do Papão. Três duelos em Rio Branco , três vitórias do time acreano. O aproveitamento de 100% para o dono da casa nos últimos três anos é mais um dado animador para os bicolores. Digo “mais um” porque o jogo será no Mangueirão, onde o Papão tem um minitabu. Nenhuma derrota nos últimos três anos. Em cinco jogos de campeonato brasileiro no estádio estadual, o Paysandu ganhou duas vezes do Sampaio Corrêa, uma do Águia e uma do Rio Branco, além de empatar com o Fortaleza.       


O histórico do campeonato brasileiro mostra oito duelos Paysandu x Rio Branco. Os dois primeiros foram pela 2ª divisão de 1991. O Papão goleou em Belém por 5 x 1 e venceu no Acre por 1 x 0. Nos três últimos campeonatos da Série C, vitórias do Papão em Belém por 2 x 1, 3 x 1 e 6 x 2. No Acre, as vitórias do Rio Branco por 2 x 1, 4 x 0 e 3 x 1. Na totalização de gols, 18 a 14 para o clube paraense.         


Paysandu e Rio Branco estão na mesma luta há cinco anos, por acesso à Série B. O clube acreano ficou à frente do Papão em 2007, 2008 e 2009, mas ano passado foi o 15º, enquanto o Papão foi o 6º colocado.                                 

 


Mudanças nos três setores do Papão       


Na zaga, Jorge Felipe substituindo Wagner, que está com o nariz quebrado. No meio de campo, Alexandre Carioca ou Sandro no lugar de Rodrigo Pontes, que está suspenso. Também devem entrar os atacantes Thiago Potiguar e Josiel, substituindo Helinton, que está lesionado, e Rafael Oliveira, que não vem tendo bom rendimento.              


As alterações no Papão de jogo para jogo serão rotineiras. Afinal, o time bicolor está sendo montado dentro do campeonato, em meio a lesões, suspensões e incertezas. A dúvida que Roberto Fernandes diz ter entre Alexandre Carioca e Sandro parece puro discurso. Na realidade, com a ofensividade de Sidny e Fábio Gaúcho pelos lados e de Robinho, Thiago Potiguar e Luciano Henrique pelo meio, não seria inteligente optar pelo veterano Sandro, abrindo mão da combatividade de Alexandre Carioca. Afinal, em meio a tantos “pianistas”, alguém precisa carregar o piano.                           

 


Quatro meses sem notícia de leilão        


Em março a Justiça do Trabalho chegou a programar leilão da sede do Paysandu para quitar dívida do clube com o goleiro Luiz Muller, reserva de Carlos Germano em 2005. O Papão negociou com o credor e evitou a praça. Foi a última vez que o fantasma do leilão se manifestou. O Remo sofreu pressão em dezembro com a ameaça de perder a área do Carrossel. Livrou-se ao comprometer-se com a Justiça Trabalhista a depositar R$ 100 mil por mês no fundo de conciliação, como está fazendo regularmente. Além disso, está pagando no TRT acordos extras com credores em torno de R$ 50 mil mensais.         


Em pleno descrédito no mercado, Remo e Paysandu nunca foram tão acreditados no Tribunal Regional do Trabalho. Principalmente o Papão, que além de estar pagando gradativamente os antigos débitos, tem o mérito de não provocar novos processos. Teve apenas nove nos últimos três anos, oito deles já resolvidos. O Remo, diferente do rival, realimenta a bola de neve. Ao mesmo tempo que elimina processos antigos, provoca novas ações trabalhistas. Teve uma enxurrada no início deste ano e vai ter outra nos próximos dias, dos funcionários recém-demitidos e dos jogadores que nas recentes negociações se recusaram a receber menos do que ganharam.                                     

 


Sem papel limpo        


Os débitos com a Receita Federal e INSS impedem Remo e Paysandu de obterem certidões negativas necessárias para o acesso a benefícios do governo federal. Talvez por isso, não houve eco nenhum nos dois clubes da oferta da R2 Sports Consultoria Desportiva. A empresa gaúcha oferece projeto social bancado por empresas privadas, com incentivos fiscais. A própria empresa conduz todo o processo, inclusive da construção do Centro de Treinamentos, cabendo ao clube disponibilizar a área. Leão e Papão têm a área disponibilizada pela Prefeitura de Marituba, às margens da alça viária, mas falta “papel limpo”. Ou seja, as certidões negativas.         


No impedimento e na inércia de Remo e Paysandu, a Desportiva Paraense (clube-empresa já em adiantada estruturação em Marituba) está se candidatando ao benefício federal. Os contatos começaram a partir de divulgação do projeto da R2 Sports, por esta coluna.

 

 

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