21 de julho, 2011 - Belém

Sinomar Naves volta ao Remo com mais poderes em 2011


 

Sinomar mais poderoso na volta ao Baenão         


Sinomar Naves é bem mais que um treinador nesta volta ao Remo. Agora é coordenador de futebol, comandando também a comissão técnica das categorias de base. E vai tratar das questões do futebol diretamente com o presidente Sérgio Cabeça, tendo o suporte do diretor Francisco Rosas. É com esse poder que Sinomar vai enfrentar as correntes de oposição ao seu projeto, destinado à formação de um time nos limites da capacidade financeira do clube.         


A força de Sinomar já tem reflexos com mudanças na comissão técnica da base, saindo Carlinhos Dorneles e Tindô, além do fisiologista Erick Cavalcante. Na reforma, está voltando Luis Paulo Carioca e outro técnico vai entrar para as categorias sub 17 e sub 20. As substituições vão se estender ao departamento médico. Na comissão técnica do elenco profissional, Sinomar vai ter o filho Sinomar Júnior como auxiliar, Carlos Rocca como preparador físico, Ronaldo Cascais como preparador de goleiros.                      

 


“Capetas” se juntam ao “JC” na Curuzu        


Com a legalização de Thiago Potiguar, o Paysandu garante uma dupla infernal com Robinho. E a dupla pode virar trio quando Helinton se recuperar da lesão muscular. Esses “capetas” devem se tornar municiadores do atacante Josiel, chamado de “JC” pela relativa semelhança com Jesus Cristo.          


Josiel, de “divina” figura, é o principal investimento do Papão no elenco para a Série C e tem imensa responsabilidade não só com o clube, mas consigo mesmo, por não vir correspondendo nos seus últimos clubes. Não fez um único gol em oito jogos pelo Jaguares do México e apenas três gols em 18 jogos pelo Atlético Goianiense. Os serelepes Thiago Potiguar e Robinho não têm o que provar. Helinton pode estar ganhando a parceria ideal para decolar, finalmente.                 

 

 

Novo pacote de ações trabalhistas contra o Remo         


Nos acordos com antigos credores, o Remo eliminou mais de 120 processos trabalhistas nos últimos três anos, a partir da perda da sede campestre, vendida pela Justiça (R$ 3 milhões) em 2008. Dos antigos, restam 27 processos, que totalizam R$ 5,6 milhões.  Os novos vêm sendo negociados logo na fase inicial.         

A programação de pagamentos seria muito promissora para o saneamento financeiro do clube se um novo pacote de ações trabalhistas não estivesse engatilhado contra o Leão Azul, além dos processos que entraram este mês, de Levy (R$ 580 mil) e de Raul (R$ 1,3 milhão). O novo pacote fica por conta de funcionários demitidos semana passada e os que ainda serão demitidos, todos com pendências salariais de 4 a 48 meses, e de jogadores que disputaram o campeonato estadual e não fizeram acordo nas negociações desta semana.          


O Remo está empurrando para o futuro as dívidas que deixou de pagar esta semana como forma de ganhar tempo, enquanto segue pagando à Justiça do Trabalho R$ 100 mil mensais do Projeto Conciliar, além dos acordos com credores recentes em parcelas mensais. Na programação de pagamentos, R$ 49 mil para julho, R$ 46 mil para agosto, R$ 44 mil para setembro, R$ 42 mil para outubro, R$ 39 mil para novembro e R$ 36,3 mil para dezembro.                  

 


Dívidas do Papão: quase R$ 100 mil mensais       


Acordos na Justiça do Trabalho e na Justiça Cível estão consumindo quase R$ 100 mil por mês do Paysandu, segundo o diretor financeiro Izaías Burlamaque. A sangria aumentou recentemente com o pagamento parcelado de R$ 525 mil a uma instituição financeira. Mas em novembro o Papão encerrará o pagamento de R$ 28,5 mensais ao ex-zagueiro Cametá. Já estão quitadas as dívidas com Rodrigo e Carlos Germano. Mas o clube já sabe que outras ações volumosas de antigas pendências estão estourando. Das que estão se arrastando na Justiça Trabalhista, as mais preocupantes são de Arinelson, Jóbson e Sandro que totalizariam mais de R$ 5 milhões nos valores cobrados por eles.            


Nos últimos três anos, segundo o diretor financeiro Izaías Burlamaque, só ingressaram nove ações contra o Paysandu na Justiça do Trabalho, oito delas já encerradas. Resta o processo de Cleisson Rato, que passou um mês treinando na Curuzu e ao ser dispensado rejeitou R$ 2 mil. Está cobrando R$ 1 milhão. Decisão da Justiça programada para 22 de agosto. Rato está disputando o campeonato amapaense pelo Ipiranga.

 

 

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