20 de julho, 2011 - Belém

Após quebrar tabu fora de casa, Papão sustenta outro a seu favor


 

Valor extra da vitória bicolor em Araguaina        


Os três pontos fora de casa já seriam suficientes para valorizar a vitória do Papão em Araguaína. Mas o valor vai além. Produz confiança no time que está em formação e elimina os últimos resquícios de tabu contrário ao clube em competições nacionais. Afinal, desde setembro de 2006 não vencia fora do Pará por campeonatos brasileiros.         


Mesmo quem se queixava das abordagens do tabu, agora dá mais valor à vitória no Tocantins. As estatísticas são exploradas no jornalismo esportivo para provocar desafios. Isso é muito mais praticado em coberturas de Copa do Mundo. Influenciam nas opiniões e até em desempenhos. Sem a lembrança do jejum de quase cinco anos fora do Pará em campeonatos brasileiros, a vitória do Paysandu sobre o Araguaina teria sido somente mais uma. Tornou-se especial, porém, pela quebra do tabu, da mesma forma que outro tabu pesou como agravante na derrota para o Salgueiro/PE, ano passado. Àquela altura, o Papão estava numa sequência de 38 jogos (três anos) sem perder na Curuzu.                        

 


Agora um mini tabu a favor do Papão        


Em julho de 2007 o Paysandu sofreu sua última derrota no Mangueirão pelo Campeonato Brasileiro. Foi na Série C, por 1 x 0, para o Ananindeua. Depois, cinco jogos no estádio estadual, quatro vitórias e um empate.         


Em 2008, vitórias sobre o Águia (3 x 2) e Sampaio Corrêa (2 x 0). Em 2009, vitórias sobre Sampaio Corrêa (1 x 0) e Rio Branco/AC (3 x 1). Ano passado, empate com o Fortaleza (1 x 1). Esses dados são válidos principalmente por mostrar o Mangueirão como aliado. Afinal, o Papão fez opção pelo estádio estadual para a campanha deste ano na Série C e já deverá ter bons reflexos nas bilheterias do jogo da próxima segunda-feira contra o Rio Branco. Afinal, a vitória em Araguaína empolgou os torcedores e abriu ótimas perspectivas de renda.                                                       

 


Aperto de cinto no Remo         


A demissão de 20 funcionários e várias outras medidas de “aperto de cinto” nas finanças puxaram os custos do Remo ao nível das receitas, segundo a diretoria. Até outubro, o fluxo vai ficar em torno de R$ 250 mil entrando e saindo mensalmente dos cofres remistas. A operação foi feita para tirar o clube do vermelho, igualando arrecadação e despesas. Outras demissões ainda devem acontecer.          


As contas remistas vão entrar em outra fase a partir de novembro com as contratações para o futebol. Até lá, as cotas de patrocínios, amistosos e demais fontes vão pagar uma folha salarial planejada para R$ 100 mil (jogadores, comissão técnica e funcionários), mais R$ 100 do fundo de conciliação do TRT e R$ 50 mil de acordos avulsos na Justiça Trabalhista. É o Remo se expremendo para subexistir neste semestre sem competições oficiais. Isso poderá se justificar no futuro se essa política financeira for mantida, como foi prometido ontem pelo presidente Sérgio Cabeça em entrevista na Radio O Liberal/CBN.


Custos no limite da capacidade orçamentária, sem as ingerências de pitaqueiros e farras de contratações que nas últimas quatro décadas provocaram endividamento, perda de credibilidade e de patrimônio, além da sucessão de rebaixamentos. Só assim o arrocho comandado pelo presidente Sérgio Cabeça poderá se tornar o sonhado início do saneamento moral, técnico e econômico-financeiro do Leão Azul.                                                

 


Mural dos padrinhos no Serra Freire       


Interditado há 29 meses, o ginásio Serra Freire está se transformando por conta do esforço de um grupo comandado por Max Fernandes e de doações que já totalizam R$ 58 mil em materiais de construção, além da verba da Prefeitura Municipal de Belém (R$ 149 mil). O passo mais significativo está no mural dos padrinhos da obra. Lajotas que vão expor o nome de quem está doando dinheiro. Cotas entre R$ 500 e 1.000,00. De um total de 50, já foram reservadas 17 cotas. Interessados devem fazer contato com Max Fernandes (9981-2574).        


O mural do ginásio, como fonte de receita, é uma ideia simples cujo resultado confirma o desperdício de potencial do clube por falta de marketing. Imagine a mesma ideia no Baenão, promovida e conduzida profissionalmente para reforma do estádio, numa boa fase do futebol? Isso já foi sugerido por esta coluna, há cinco anos, a partir de algo semelhante que observei no Olímpico do Grêmio, em Porto Alegre, mas que não teve eco. A inércia do clube foi maior que a necessidade. 

 

 

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