15 de julho, 2011 - Belém

Águia é o time com a melhor média entre os paraenses no Brasileirão


 

Águia tem a melhor média dos paraenses     


Em 2001, o 23º entre 65 clubes; em 2002 o 48º entre 61; em 2008 o 5º entre 63; em 2009 o 12º entre 20, em 2010 o 8º entre 20 clubes. Nos cinco campeonatos nacionais, todos na Série C, o Águia fez 62 jogos, com 24 vitórias, 17 empates e 21 derrotas. Marcou 96 e tomou 89 gols. Esses números se resumem em 47% de aproveitamento. É a melhor média dos clubes que vão representar o Pará nas Séries C e D do campeonato brasileiro. O São Raimundo, com apenas dois campeonatos, tem um título nacional, mas em 24 jogos tem 8 vitórias, 7 empates e 9 derrotas, 37 gols marcados e 40 sofridos, 43% de aproveitamento. O Independente vai representar o Pará pela primeira vez. É o 17º clube paraense a entrar no campeonato brasileiro.     


O Paysandu vai disputar o seu 37º campeonato nacional. Até 2010 fez 691 jogos, com 214 vitórias, 201 empates e 276 derrotas, marcando 852 gols e sofrendo 988. O Papão tem 41% de aproveitamento, mas com dois títulos da Série B, conquistados em 1991 e 2001. Na pior de todas as campanhas do clube alviceleste, na Série C de 2007 (62º colocado entre 64 clubes, com um ponto em seis jogos) um dos algozes foi o Araguaina. O Papão perdeu no Tocantins por 1 x 0 e na Curuzu por 2 x 0. Segunda-feira, o reencontro de Papão e Touro no planalto, quatro anos depois.                

 


Quantos jogos Favaro já fez pelo Papão?       


O próprio Alexandre Favaro quer saber quantos jogos já fez pelo Paysandu. A pesquisa é uma missão nada simples que repasso aos colaboradores da coluna (cferreira@oliberal.com.br). Quem se dispõe? O goleiro está na terceira passagem pelo Paysandu. A primeira foi em 2003, na Copa Libertadores e Campeonato Brasileiro. A segunda em 2005 e a terceira desde o início de 2010.      


Sandro, que vai encerrar a carreira no final desta temporada, também já manifestou a curiosidade de saber quantos jogos já fez pelo Papão e chegou a encomendar uma pesquisa na FPF, mas nunca teve a resposta. Afinal, esses dados que os grandes clubes costumam manter atualizados não são sequer levantados pelos clubes paraenses. Surgem somente quando a imprensa toma iniciativa. Sandro sabe por esta coluna, por exemplo, que tem 43 gols com a camisa alviceleste.                                                   

 

Adriano veste a 8ª camisa no Pará     


Há cinco anos no futebol paraense, vindo ABC de Natal para o Remo, Adriano já construiu uma abrangente rodagem regional. Além do Leão Azul, defendeu Castanhal, Pinheirense, Águia, Parauapebas, São Francisco e Tuna. Agora é a vez do Independente.      


Paulista, 35 anos, Adriano criou raízes do Pará. Mesmo reconhecido como um bom goleiro, tem mais fracassos que conquistas em Belém. Foi duas vezes campeão estadual pelo Remo, mas carrega o peso de dois rebaixamentos no Leão e eliminações frustrantes nos demais clubes. No Castanhal, em 2008, foi peça importante num acesso à elite do campeonato estadual. Este ano, o Independente, estreante na Série D, tem boa perspectiva de acesso à Série C. É oportunidade sob medida para lavar a alma, principalmente diante dos que o chamam de “pé frio”.                

 


Empresa gaúcha tem proposta para paraenses       


R2 Sports Consultoria Desportiva é uma empresa gaúcha que está fazendo contatos para entrar no Pará com projetos de inclusão social pelo esporte em grande estrutura, através dos clubes de futebol, com financiamento do governo federal através de incentivos fiscais à iniciativa privada. A própria empresa, segundo Fernando Resmini, se encarrega de obter o financiamento, assumindo elaboração, coordenação e execução do projeto.      


Resmini fez contato com o colunista e foi informado dos projetos de Remo e Paysandu para construir Centro de Formação de Atletas em Marituba, em áreas doadas pelo município. Disse que teria como viabilizar verba, já que os CFAs atenderiam o objetivo do governo de afastar crianças e adolescentes do risco das drogas e contribuir para a formação integral de cidadãos pelo esporte educacional. A R2 Sports está com um projeto piloto em São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre.      


A bola está levantada para Remo, Paysandu ou qualquer outro clube paraense que se disponha a investigar a confiabilidade da empresa e, dependendo dos contatos, avançar para aquisição de um complexo esportivo com verba pública, para servir à sociedade e revelar talentos.

 

 

Para ler a coluna completa, assine O Liberal Digital!