13 de julho, 2011 - Belém

Veja se os jogos do seu time serão transmitidos pela TV


 

Na TV Cultura, só jogos do Papão em Belém         


A menos que haja decisão diferente, de alguém superior no governo estadual, a TV Cultura só vai transmitir ao vivo os jogos que o Paysandu disputar em Belém. Por enquanto, estão descartados da telinha do canal 2 os demais jogos dos times paraenses nas Séries C e D.          


No campeonato nacional, os direitos de transmissão garantidos em contrato à Funtelpa só prevalecem quando o clube paraense tem o mando de jogo. Para mostrar ao vivo o jogo da próxima segunda-feira, por exemplo, a Funtelpa teria que pagar o que fosse cobrado pelo Araguaina, clube mandante. A mesma coisa em todos os jogos fora do Pará. Por isso, a TV Cultura não vai transmitir nem a estreia do Papão, no Tocantins, nem qualquer outro jogo em que os times paraenses forem visitantes, a não ser se o governo resolver pagar o que for cobrado pelos mandantes.         


A primeira transmissão confirmada é de Paysandu x Rio Branco, no próximo dia 25, segunda-feira, primeiro jogo do Papão em Belém, ainda programado para o estádio da Curuzu.                             

 


Papão foi a confirmação do óbvio         


Os embaraços do Paysandu, por desentrosamento e limitações físicas, foram a confirmação do óbvio, não mais preocupantes para a estréia na Série C porque o Araguaina é considerado o mais fraco dos adversários na primeira fase. Dar padrão de jogo ao time bicolor na pressão do campeonato é o grande desafio de Roberto Fernandes, até porque só deverá ter todos os jogadores aptos a partir da terceira rodada.        


Individualmente, o melhor rendimento técnico foi do volante Rodrigo Pontes e do meia-atacante Luciano Henrique. Com lampejos de quem sabe jogar, eles foram os que causaram melhor impressão a todos os analistas. O volante Charles Wagner mostrou-se o mais valente e Robinho o mais dinâmico. Fábio Gaúcho só conseguiu aparecer no segundo tempo, como ala, mas abaixo do seu potencial. E pelo que Roberto Fernandes dá a entender, em Araguaina o Papão jogará com três zagueiros, tendo Fábio Gaúcho como ala pela esquerda, enquanto Allax, muito vaiado no amistoso, deve permanecer na ala direita, já que Sidny está em tratamento médico.         


Com o time desarrumado e em condições físicas impróprias, o Papão vai depender muito da bravura dos seus atletas para ter uma boa estreia, diante de um Araguiana modesto, mas aguerrido, muito motivado pela estreia na Série C.                                   

 


William Santos, o melhor dos estreantes          


Nenhum dos novatos no amistoso Paysandu x Águia se destacou mais que o aguiano William Santos, volante, líder, firme, objetivo. Confirmou no Mangueirão, segunda-feira, o bom futebol que já havia mostrado em Tucuruí diante do Independente, na sexta-feira.           


Carioca, 31 anos, 1,82m., William Santos é irmão do zagueiro Roberto, também titular do time marabaense. No currículo, Uberlândia/MG, Santa Cruz/RS, Metropolitano/SC, Inter de Santa Maria/RS, CRB/AL, Atlético Mineiro, Ulbra/RS e este ano o Lajeadense, time sensação do campeonato gaúcho. A liderança de William Santos será fundamental para o Águia na Série C, dividindo esse papel com Mendes, outro jogador de referência para o elenco.

 
                           

Amapá, um mercado desperdiçado          


O futebol funciona como cordão umbilical do Amapá com o Pará, tal é a paixão dos amapaenses por Remo e Paysandu, assim como a presença de paraenses (mais de 50) no campeonato amapaense, como esta coluna mostrou ontem com todos os nomes e respectivos clubes. É um desperdício imperdoável de mercado a falta de qualquer representatividade de Leão e Papão no Amapá, onde poderiam ter lojas de seus materiais esportivos, escolinhas e equipes nos campeonatos de base. Poderiam estar representados até no campeonato de profissionais, cada um com sua filial. Haveria suporte de público e de patrocínio pra isso.          

 

Jovens saem do Amapá para clubes de outras regiões do país e até do exterior levados por empresários, que tem “olheiros” na região. Esses talentos poderiam ser de Remo e Paysandu, como os tantos que vieram para Belém nas décadas de 70 e 80, como Bira, Aldo, Marcelino, Albano, Jasson, Thiago e tantos outros. Mas uma investida dessa só seria possível com a visão empresarial que não existe no Leão e no Papão, tanto que não dão bola às suas próprias divisões de base em Belém. São pré-históricos para o mundo do buseness.

 

 

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