08 de julho, 2011 - Belém

Decisões no Remo serão restritas a Cabeça, Rosas e Sinomar. Leia na coluna!


 

Decisões restritas a três cabeças no Leão


Pelo que foi conversado entre o presidente Sérgio Cabeça, o diretor Francisco Rosas e o técnico Sinomar Naves, as decisões no futebol do Remo ficarão restritas ao trio, que hoje tem nova reunião. Prevalecendo o acordo, o projeto de reestruturação do futebol remista não terá as interferências habituais dos pitaqueiros de plantão, especialmente nas contratações. Afinal, o Leão tem sido a confirmação do ditado popular 'panela em que muitos mexem ou sai insossa ou sai salgada'.


Para cumprir o que garantiu a Sinomar, o presidente Sérgio Cabeça deverá enfrentar pressão dos pitaqueiros de plantão, que não vão desistir facilmente de abrir o clube para jogadores empurrados por empresários. O projeto alinhavado no Remo prevê uma etapa inicial com revelações como o goleiro Lino, os laterais Gledson e Alex, os zagueiros Joãozinho e Jonata, os meias Reis, Jhonatan, Wando e Betinho, os atacantes Paulo André, Alan, Zé Inácio e Jaime, além dos profissionais Diego Amaral, Diego Barros e Ró. Também estão nos planos de Sinomar o lateral Elsinho, o volante Mael e, talvez, o meia Gian.


As atividades vão começar na primeira semana de agosto e o primeiro amistoso no interior deverá ser programado para o último domingo de agosto, em Canaã do Carajás. Durante o 'laboratório' da primeira etapa do projeto será formada a base do elenco, com aproveitamento de jogadores avaliados nas séries C e D, que se encaixarem no perfil do time e no orçamento do clube. Em novembro, o Leão Azul entrará na segunda etapa do projeto, com as contratações de maior porte e definição do elenco para pré-temporada. O objetivo é iniciar 2012 com um time competitivo que o clube possa pagar em dia. Nada mais coerente!


Amistoso terá consequências diretas


Mais que um teste para os dois times, o amistoso do Paysandu com o Águia vai ser um medidor de confiabilidade. O Águia começa a testar seu novo time hoje em Tucuruí, no jogo das faixas do Independente. O confronto com o time bicolor vai completar as avaliações necessárias para o técnico João Galvão. O Papão, que está em ampla reforma, com maioria desconhecida, precisa ter o cuidado de não confundir impressões com conclusões.


Roberto Fernandes sabe o que cada jogador apontado por ele pode render. Por isso, a avaliação do técnico será única. Para a torcida e para a imprensa cabem impressões que não podem ter o peso de conclusões. Será injusto condenar quem for mal, da mesma forma que será exagero consagrar quem for bem. Os bicolores estão saindo de uma semana de trabalhos básicos na preparação física, portanto travados, sem condições de rendimento normal. E o agravante é o desentrosamento, que vai exigir muito mais esforço.


Isso terá que ser levado em conta na avaliação. Assim mesmo, o amistoso terá conseqüências diretas. Com vitória sobre o Águia, estado de graça para o Papão: ambiente leve, tudo muito favorável para um time em construção. Com derrota, desconfiança, ambiente tenso e ventos contrários ao trabalho.


Boa hora para Helinton


Desde a chegada ao Paysandu, Helinton foi segundo escalão no elenco. Foi reserva de Rafael Oliveira e Mendes. Com Roberto Fernandes está subindo de cotação desde os primeiros treinos. Agora, Helinton é titular e está sendo explorado na sua melhor característica, com intensa movimentação, oferecendo-se como opção de jogo para os meias. Leve, sem porte físico para choques, Helinton só funciona em movimentação contínua, fugindo da marcação, abrindo espaços e explorando a habilidade, como passou a acontecer com o comando de Roberto Fernandes.


Faixas para os campeões


Rivais da região do Carajás, Independente/Tucuruí e Águia/Marabá fazem hoje a festa dos separatistas, na entrega de faixas aos campeões paraenses. Mesmo com o Independente descaracterizado, sem Dida e Fábio que se transferiram para o Paysandu, Gian que ainda não retornou de Sertaneja/PR, Wegno, que está no nordeste, Osmair e Marcelo Peabiru que se desligaram, o apelo da festa está garantido pela importância da recente conquista.


Acima de tudo, será uma festa do interior, pela pujança que nas quatro últimas temporadas se traduziu em um título nacional (São Raimundo campeão da Série D 2009), três vice-campeonatos estaduais (dois do Águia e um do São Raimundo) e agora o inédito título máximo paraense pelo Independente. Festa justíssima!

 

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