07 de julho, 2011 - Belém

O que esperar de Josiel, o novo reforço do Paysandu. Leia na coluna de Carlos Ferreira!


 

O que esperar de Josiel no Papão?


Depois de 17 gols em 13 jogos no primeiro turno paraense e primeira fase da Copa do Brasil, Rafael Oliveira fez apenas três gols nos 10 jogos seguintes. Além da artilharia, caiu a capacidade físico-técnica do atacante. Contudo, mesmo na queda, Rafael Oliveira (24 anos) fez muito mais que Josiel (30 anos), autor de três gols em 18 jogos pelo Atlético Goianiense.


Antes, no México, em oito jogos, nenhum gol pelo Jaguares. O sucesso recente não serviu de atenuante para Rafael Oliveira, que está disponível para empréstimo, abrindo espaço para Josiel, que vai custar mais que o dobro. O Papão vai pagar mais caro pela novidade, pelo valor agregado de Josiel, que fatura em cima da artilharia de 2007 (28 gols em 45 jogos pelo Paraná, na Série A e no campeonato estadual), apesar dos fracassos nas últimas temporadas.


Josiel tem um nome a zelar, um alto salário para honrar e um clube de massa para impulsioná-lo. Se estiver compromissado consigo mesmo, terá todas as condições para voltar a ser artilheiro e reconquistar a visibilidade perdida. Caso contrário, será mais uma frustração para a torcida e mais um abalo nas
finanças bicolores. Por outro lado, em qualquer que seja o novo clube, Rafael Oliveira também terá o desafio de provar que não desaprendeu e levantar o moral para uma volta por cima à Curuzu, ou ser vendido, já que está vinculado ao Papão até 2014.


Papão mantém a média de idade


Alexandre Fávaro (34 anos), Sidny (30), Márcio Santos (33), Wagner (27), Jorge Felipe (24), Diguinho (29) Jean (29), Fábio Gaúcho (29), Charles Wagner (28), Rodrigo Pontes (30), Alexandre Carioca (29), Sandro (38), Robinho (23), Juliano (30), Luciano Henrique (32), Thiago Potyguar (25), Josiel (30), Helinton (23), Zé Augusto (37), Rafael Oliveira (24). Desse grupo, Roberto Fernandes vai tirar um time com a média de idade em torno de 29 anos, praticamente a mesma média que o Papão tinha no campeonato estadual.


Especialistas avaliam que o melhor rendimento do jogador de futebol é dos 25 aos 30 anos (regra geral!), quando casa boa vitalidade com maturidade. O novo time do Paysandu está pouco além da faixa considerada ideal, mas favorecido pela tabela com o intervalo de uma semana de uma rodada para outra. O grande embaraço dos bicolores deverá ser o estágio físico desses atletas. Alguns vão iniciar o campeonato ainda fora de forma e outros nem terão condições de jogar na estreia.


A tendência natural é o novo time bicolor sofrer por limitações físicas e desentrosamento na primeira virada do grupo e se reabilitar nos jogos de volta.
É o preço de condicionar, formar e ajustar um novo time no calor e na pressão da competição.


Mendes, a maior cartada aguiana


Carente de um homem gol, o Águia projeta no veterano Mendes, 35 anos, ex-Paysandu, a sua maior cartada para a Série C. É a contratação mais cara, que passa a ser a maior esperança e a certeza do maior falatório em Marabá. Mendes é um especialista em fazer gols, mas sem regularidade de rendimento. No Paysandu não teve meio termo. Quando rendeu bem, arrebentou os adversários. Quando não rendeu, foi um peso que o time carregou.


No Águia, com a motivação renovada, sobretudo por passar a ser adversário do clube que o descartou, Mendes terá tudo a favor para responder com gols ao  arrojado investimento do clube marabaense na sua contratação. O Águia é o 18º clube da carreira do atacante baiano, que começou a carreira como zagueiro, virou volante, passou a jogar como meia e emplacou como atacante, já tendo marcado quase 200 gols em 15 anos de carreira.


A melhor fase foi em 2008/2009, no Juventude/RS, com 51 gols em 63 jogos. Pelo Paysandu, este ano, fez 12 gols em 18 jogos, no campeonato estadual e na Copa do Brasil. Fez inclusive o gol 8.000 da história do Papão, em Itacoatiara/AM, de pênalti. Foi o terceiro da vitória por 3 x 2 sobre o Penarol, pela Copa do Brasil.


Base regional é o objetivo do Leão


Percebendo, finalmente, que o excesso de importações só garante a elevação dos custos a níveis insuportáveis para o limite financeiro do clube, geralmente com resultados pífios, o presidente Sérgio Cabeça está determinado a dar ao Remo uma base regional no elenco. Esse é o ponto básico do projeto a ser conduzido pelo técnico Sinomar Naves.


Este ano o Remo teve um custo próximo de R$ 2 milhões no primeiro semestre, contratando 30 profissionais para o futebol, e sequer conquistou acesso à Série D, sendo eliminado pelo Independente que fez investimento três vezes menor. Por isso, o projeto de uma base regional, com pelo menos 70% de jogadores locais e os demais importados para o elenco de 2012, por redução dos custos e elevação dos benefícios. De fato, esse pode ser o melhor caminho para o Leão,  dependendo do trabalho a ser executado.

 

Foto do destaque: Tarso Sarraf (Amazônia)

 

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