10 de dezembro, 2010 - Belém

Maior crise do Leão é moral


 


Grudado ao telefone, em dezenas de ligações diárias, o superintendente de futebol Armando Bracalli está atestando o tamanho da crise moral do Remo, com a mesma dificuldade para contratar enfrentada pelos dirigentes do futebol nos últimos dois anos. O Leão é rejeitado até mesmo por jogadores de clubes menores do Pará. Diz Bracalli: “Na minha época (década de 80) qualquer jogador daqui, de equipes de menor expressão, tinha o sonho de jogar no Remo. Agora, a gente chama e eles pedem tempo pra pensar. Dizem que estão com outras propostas. Imagine os jogadores de fora! Essa é a realidade. O Remo é um clube desacreditado”, completa. Acrescento que o Leão tornou-se também desinteressante no mercado, para jogadores e treinadores, por estar reduzido a aspirante a uma vaga na 4ª divisão nacional. É a suprema humilhação para um clube de centenária história de glórias, que já foi uma vitrine muito visada e agora é quase um esconderijo para o cenário nacional.   
        

 

A Justiça do Trabalho tem sido implacável e justifica os bloqueios de renda, programações de leilão e outras pressões pelo descrédito do clube no TRT. Isso mostra que a crise moral é maior que a crise financeira. O Remo não tem dinheiro, as futuras receitas já estão comprometidas e os futuros dirigentes se desdobram na busca de uma solução, por mais paliativa que seja. Enquanto isso, investem em contratações discretas, contrariando as promessas eleitorais de um “time competitivo”. E assim mesmo estão sendo arrojados para a pindaíba que deverão enfrentar a partir de janeiro.
 
 
                   

 

Um tempo para Sérgio Cosme
        

 

O novo técnico do Paysandu chega pedindo tempo para ser julgado com base no seu trabalho. É justo! Sérgio Cosme faz o pedido por ter acompanhado pela Internet, ainda no Rio, as reações à sua contratação. Sabe das rejeições. Agora que já está no clube, tem que ser aceito e mostrar serviço. O discurso é excelente, sobretudo quando diz que não tem compromisso com jogadores nem com empresários e que vai priorizar “jogadores enraizados” no clube. Resta saber até que ponto isso interessa ao clube, cuja cultura é do exagero nas importações.
        

 

Com a fala mansa de um legítimo carioca, Sérgio Cosme chegou elogiando a tudo e a todos, fazendo o seu ambiente junto àqueles que vão cercá-lo na rotina de trabalho. Esse clima de “lua de mel” que está tentando construir na Curuzu vai ser posto à prova no torneio de  Paramaribo, de 5 a 9 ou 11 de janeiro, em jogos contra o Inter Moengotapoe/Suriname,  Remo e/ou Excelsior/Holanda.    
 
                              


              

Esperança renovada num dia de lágrimas
        

 

Cerca de 200 crianças são atendidas pela escolinha de futebol “Vermelhão”, que funciona precariamente no conjunto Uirapuru, no Icuí Guajará (Ananindeua), pelo esforço de uma equipe de voluntários liderada pelo vigilante Helder Souza. A precariedade foi amenizada na última quarta-feira pela chegada de bolas, coletes e outros equipamentos básicos, doados por desportistas que participaram do 1º Workshop de Futebol de Base do Pará, promovido na última segunda-feira pelo Portal ORM. A entrega foi feita por Manoel Maria, que levou a criançada às lágrimas em sua visita e prometeu levar as imagens registradas pela TV Liberal ao rei Pelé, em busca de uma ajuda maior. A empresa GR Sport, do jogador Magnum (Nagoya/Japão), já ofereceu amparo à escolinha, cujo responsável, Helder Souza, ganhou um curso de treinador oferecido pelo Sindicato dos Treinadores de Futebol do Pará.


        

Essa história traduz a importância do futebol como fator de inclusão social, como em tantos outros trabalhos voluntários que também precisam da solidariedade de quem pode oferecer ajuda material e apoio moral. Conheça melhor a emocionante história na TV Liberal, hoje, no Bom Dia Pará e no Globo Esporte.
 


  
            

FPF só espera pela nova direção da Funtelpa
       

 

Tão logo a nova direção da Funtelpa tome posse, a Federação Paraense de Futebol vai tratar da renegociação do contrato de patrocínio de Remo e Paysandu, que em 2011 vão receber R$ 1.140.000,00, cada, pelos direitos de transmissão do campeonato estadual pela TV Cultura. Como o vice-presidente José Ângelo Miranda reiterou no 1º Workshop de Futebol de Base, a FPF quer uma nova cláusula que obrigue os dois clubes a investir 35% do valor nas categorias de base. A inclusão da cláusula implicaria em prestação de contas dos clubes, atestando ao Tribunal de Contas do Estado o investimento na base.

 

 

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