07 de dezembro, 2010 - Belém

Leão busca 'talento redimido' e as projeções sobre o Paysandu


 

Nova chance para um talento redimido

 


Demorou, mas Rafael Oliveira amadureceu e se redimiu do tumultuado começo de carreira no Paysandu, em 2008/2009. Foram tantos os casos de indisciplina que o Papão o liberou, apesar do promissor potencial. O meia Rafael Oliveira virou atacante na “rodagem” por Salgueiro/PE, São Raimundo/Santarém (campeão da Série D), Oeste/SP (levado por Paulo Comelli), Boavista/RJ, São José/RS e agora Ananindeua. Está formando dupla com Landu, que também está nos planos do Leão para a próxima temporada.

 


Com 23 anos, 1,85m., privilegiado vigor físico e um comportamento equilibrado, sem polêmicas, voltado para o trabalho, Rafael Oliveira pode ter no Leão Azul a nova grande chance de projeção profissional, em 2011. Está “apalavrado” com os remistas. Deve se apresentar no Baenão ao final do compromisso com o Ananindeua, que vai até o próximo dia 22. É um jogador com capacidade para dar certo no Remo, desde que saiba aproveitar a oportunidade.
        

 

Quando atuava nas categorias de base do Paysandu, Rafael Oliveira trabalhava em São Brás como “flanelinha”. Agora é com o futebol que começa a melhorar a vida da família. 


 
                
Meio time nas mãos de Sérgio Cosme
        

 

Alexandre Favaro, Paulão, Sandro, Alexandre, Thiago Potiguar, Marquinhos e Helinton. Meio time que Sérgio Cosme vai encontrar na Curuzu entre revelações como Djalma, Billy e Bryan e alguns outros remanescentes, como Álvaro e Zeziel que ainda se recuperam de cirurgia. Mesmo que o novo técnico bicolor invista nas opções que vai encontrar no elenco, seguramente o Papão vai contratar seis ou mais jogadores, dentro da compulsiva política importadora do clube.
        

 

A grande vantagem do Paysandu sobre o Remo é que já tem uma base do elenco em treinamentos. Não deixa de ser meio caminho percorrido. Se Thiago Potiguar não for para o Atlético Paranaense e o capitão Sandro também permanecer, o Papão já terá um meio de campo composto com eles e mais Alexandre Carioca e Marquinhos. Nada mal para quem está a um mês da estréia no torneio de Paramaribo, dia 5 de janeiro, contra o Inter Moengotapoe, campeão surinamês.
 


  
                      

O valor do “jogador enraizado”
         

 

Quando Sérgio Cosme destaca a vantagem de trabalhar com “jogador enraizado” está se referindo a sentimento e comprometimento. É o jogador que tem laços com o clube e com a cidade, com quem o treinador pode contar na hora da superação. É uma teoria verdadeira, que vale especialmente para o futebol paraense, caracterizado pelo excesso de importações em que o dinheiro é o atrativo dos contratados.
         

 

Se a oferta de bom salário é o argumento básico para atrair jogadores, o clube não pode cobrar extrema dedicação à medida que deixa de pagar regularmente. Nessas condições, a desmotivação vem mais rápido, com piores conseqüências. Foi assim que Remo e Paysandu afundaram em seguidos rebaixamentos no Campeonato Brasileiro. Sem dinheiro, talento e suor não há “química” que funcione em clube de massa.


         

É alentador ouvir Sérgio Cosme falando na importância do “jogador enraizado” (expressão usada por ele) e ver o Remo contratando atletas regionais. No mínimo, isso significa time aguerrido, capaz de responder com suor na camisa às cobranças da torcida, ao contrário dos veteranos importados sem maior comprometimento, como vimos nos fracassos de 2010. E tudo isso com menores custos, até porque essa política modesta de contratações tem como única causa a pindaíba nas finanças remistas.
 
 


                      

Em 2011, o gol 8.000 do Papão
        

 

O resgate da história é importante também para criar desafios e expectativas, como cria-se agora pelo gol 8.000 da história do Paysandu, que em fevereiro vai completar 96 anos de fundação. Faltam 53 gols para a marca histórica, a ser atingida em 2011. De quem será a honra? Seja quem for o autor, será homenageado por esta coluna com placa alusiva. Ontem a coluna premiou o goleiro Alexandre Favaro, do Paysandu, como Profissional Exemplar de 2010.
        

 

Os 7.947 gols da história do Papão foram marcados em 3.857 jogos, oficiais e amistosos. Foram 2.018 vitórias, 963 derrotas e 876 empates. Os maiores goleadores são: Bené (249 gols), Hélio (237) e Quarenta Lebrego (208).
Os dados são do pesquisador Ferreira da Costa.        
  


        
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