03 de dezembro, 2010 - Belém

Justiça bloqueia rendas do Paysandu


 

 

 

Comelli já constatou primeiro obstáculo


Paulo Comelli quer a importação de um goleiro, um zagueiro, um volante, um meia e um atacante. Com esses cinco jogadores, o técnico quer formar a “espinha dorsal” do time, priorizando o nível técnico e a maturidade emocional para a pressão a ser enfrentada. No mais, contratações regionais com base nas observações que Comelli está fazendo na fase seletiva do campeonato estadual. Vai ver Castanhal x Parauapebas, amanhã, e Ananindeua x Sport Belém no domingo. 


Logo nas primeiras sondagens, Comelli já constatou o maior obstáculo para as contratações. O Remo não desperta interesse nos jogadores por não ter calendário garantido para o segundo semestre. Assim mesmo, o treinador vê largas possibilidades de êxito nas negociações com um zagueiro do futebol maranhense ou outro do futebol goiano, assim como um volante que está em Santa Catarina. Dos jogadores regionais, um nome muito bem cotado é Rafael Oliveira (foto), meia-atacante do Ananindeua, que foi jogador de Comelli no Oeste de Itápolis/SP, ano passado.


TRT: ou entra dinheiro ou Remo sofre bloqueio


Visitada pelo presidente do Condel, Manoel Ribeiro, e pelo benemérito Ronaldo Passarinho, a juíza Ida Selene deixou claro que sem a entrada imediata de dinheiro e um plano de pagamento da dívida trabalhista, será inevitável o bloqueio de 100% dos patrocínios e 50% das bilheterias, como esta coluna vinha informando desde outubro. A outra solução é a venda da área do antigo Carrossel no leilão marcado para o próximo dia 16, o que é improvável.


O Tribunal está aberto a negociações para um acordo que atenda interesses do clube e dos credores, desde que entre dinheiro logo na assinatura do acordo. Já existe uma mobilização no Remo para levantar e repassar ao TRT um valor significativo, dentro do plano exigido para  pagamento gradativo da dívida, que foi atualizada esta semana com aplicação de juros e já passa de R$ 9 milhões. Em conversa com o colunista, ontem, a juíza negou ter recebido visita do anunciado empresário da mineração que estaria prometendo pagar a dívida trabalhista do clube com uma indenização que ganhou do governo federal. Mas disse que o Remo a informou dessa possibilidade.


Sobre a venda da área do Carrossel, o futuro presidente Sérgio Cabeça já cogitou a possibilidade de o próprio clube procurar um comprador e fechar negócio em conjunto com o TRT, caso não haja alternativa para evitar o bloqueio integral dos patrocínios e parcial das bilheterias.


Justiça bloqueia rendas do Paysandu


A Justiça Civil bloqueou todas as receitas do Paysandu até completar um pagamento de R$ 320 mil ao ex-gerente Almir Lemos, que trabalhou na Curuzu até 2005. Sem os 20% restantes do pagamento anual da Funtelpa (R$ 208 mil) nem os R$ 60 mil mensais do Banpará, cujo repasse deveria ser feito pela FPF, e demais patrocínios, o clube está sem condições financeiras de pagar a folha salarial de novembro (vence na próxima semana) e o 13º salário (até o próximo dia 20).


Está dado um nó nas finanças do Papão. Segundo o presidente Luis Omar Pinheiro, o crédito de Almir Lemos é produto de comissão em venda de jogadores, direito previsto no contrato de trabalho que mantinha com o clube.


BMG abre negociações com Leão e Papão


Através da empresa Link Comunicação, o BMG negou na última terça-feira qualquer negociação de patrocínio com clubes paraenses. Mas a história mudou. Ontem, o benemérito remista Ronaldo Passarinho garantiu à coluna que a tão esperada negociação foi aberta. E acrescentou que o contrato de Leão e Papão com o Banpará (R$ 60 mil mensais) é anual e está terminando, abrindo a possibilidade de renovação em melhores bases ou substituição pelo BMG, que pretende entrar no futebol paraense patrocinando e fazendo outras transações com o seu Fundo de Investimento, um braço empresarial que investe na compra e venda de jogadores, concorrendo com gigantes desse mercado como a Trafic e o Grupo Sonda.


Baixinhas

 

Presidente Luis Omar chega hoje de viagem e numa reunião com os  dirigentes do futebol, à tarde, pretende decidir sobre contratação do treinador. Givanildo Oliveira pediu R$ 65 mil mensais e deve ser descartado. Rogério Lourenço, que dirigiu o Flamengo no atual campeonato brasileiro, é uma das opções oferecidas ao Papão.


Excelsior Rotterdam, adversário do Remo na abertura do torneio de Paramaribo, dia 5 de janeiro, é o antepenúltimo colocado no campeonato holandês. Mas na semana passada empatou em 2 x 2 com o poderoso Ajax. O Paysandu vai enfrentar o Inter Moengotape, campeão surinamês.


Goleiro Ronaldo e o atacante Marcelo Maciel são dois paraenses no elenco do São José para a Série A2 do Campeonato Paulista, tendo ainda o ex-bicolor Rossini e o técnico Tarcísio Pugliesi, ex-Luverdense/MT.


André Chita, auxiliar-técnico de Paulo Comelli, foi preparador físico da Tuna em 1997 e 1998 trabalhando com o próprio Comelli e com Valter Ferreira. Manoel Santos, o preparador físico que está chegando para o Leão, tem no currículo um clube japonês, o Atlético Mineiro e o Coritiba.


Paysandu renovou os contratos de Paulo Wanzeller e Marquinhos. Amanhã deve renovar com Zé Augusto. O clube está avaliando o meia Fininho, 21 anos, habilidoso jogador que está se destacando na Tuna.


Felipe Mamão trocando o Águia pelo Paraná Clube. O atacante paraense está dentro de um plano de contenção de custos no clube tricolor e foi apontado pelo técnico Roberto Cavalo, que renovou contrato para 2011.


Re-Pa sub 17, amanhã, será uma decisão com o Mangueirão fechado para o público. É exigência do Ministério Público, já que o último laudo de segurança do estádio acusa anomalia que só será corrigida no próximo governo.


Vistoria dos estádios do campeonato estadual começa por Mãe do Rio, reduto do Santa Rosa, na próxima segunda-feira. Assim serão renovados todos os laudos.

Marlon convencido pela direção do Remo e pelo técnico Paulo Comelli a permanecer no Baenão. Hoje o atleta já trata da retirada da ação que seu advogado ajuizou no TRT para quebra do vínculo. Assim, Marlon desiste do Comercial de Ribeirão Preto, que tinha como certa a sua contratação.


Theodoro Brazão e Silva é um ex-presidente do Paysandu que entrou para a história ao renunciar por ter sido afrontado publicamente pelo diretor Jorge Facciola, em 1955. Foi num Re-Pa (1 x 1) em que o árbitro marcou pênalti contra o Papão e o goleiro bicolor Dodó tentou sair de campo para evitar a cobrança.


O presidente mandou o goleiro ficar e o diretor o tirou de campo. O árbitro esperou 30 minutos e deu o jogo por encerrado com vitória do Remo. O episódio está no livro História do Campeonato Paraense, do jornalista Ferreira da Costa, a ser lançado em 2011 pela FPF.


 

Fonte: O Liberal