02 de dezembro, 2010 - Belém

Confirmado 2º Re-Pa no Suriname


 

 




Depois de 34 anos, Remo e Paysandu voltarão a se enfrentar no Suriname. Ambos estão confirmados no torneio quadrangular de Paramaribo, de 5 a 9 de janeiro, só faltando a assinatura de contrato. Nos jogos classificatórios, Leão e Papão vão enfrentar a seleção surinamesa e um time holandês. E vão se enfrentar decidindo o título ou o terceiro lugar.


O Re-Pa no exterior vai ser uma chique abertura de temporada, mas não será inédito. Em fevereiro de 1977, o clássico paraense foi disputado no Suriname Stadium, em Paramaribo, com placar de 1 x 1. Mego para o Leão e Fefeu para o Papão. Foi o 478º jogo dos 705 já disputados entre os maiores rivais da Amazônia. O Remo jogou com Dico; Marinho, Aderson, Rui Azevedo, Lúcio; Elias, Nena (Zezinho Macapá), Mesquita; Leônidas, Bira e Amaral (Paghetti). Técnico: o surinamês François Thyn. Paysandu: Detinho; Da Silva, Albano, Elido, Alípio; Chico Alves, Roberto Bacuri, Carlinhos Maracanã; Fefeu, Tuíca e Nilson. Técnico: Marão.



A 34 dias da estreia no torneio internacional, enquanto o Papão tem time e não tem técnico, o Leão tem técnico e não tem time. Não há como dizer agora quem chegará a Paramaribo em melhores condições, até porque se o elenco bicolor já está treinando, a base regional a ser contratada pelo Remo já está jogando na fase seletiva do campeonato estadual.


 Robgol é o 8º ex-jogador bicolor na Curuzu


Com a chegada de Robgol (foto) como diretor executivo de futebol, o Paysandu passa a ter sete ex-jogadores bicolores trabalhando na Curuzu. Já eram os casos de Dias Renato, Nad, Careca, Paulinho, Vandick (como colaborador), Charles Guerreiro e Lecheva. Não deixa de ser o caso também de Didi, que está cedido ao Time Negra. Além deles, os ex-remistas Mancha, Édson Cimento e Aílton, e ainda Mascarenhas, ex-Sport Belém.  
Há 10 anos, Pedrinho, lateral campeão brasileiro em 1991, também trabalhou numa função de diretor no Papão. Isso faz parte de uma cultura exemplar do Paysandu, valorizando seus ex-atletas. Tanto que no próximo sábado vai reverenciar velhos ídolos na Curuzu, entre eles o ex-volante Villi e o ex-atacante Almir, que chegaram a Belém exclusivamente para a festa, que terá também Manoel Maria, Paulo Róbson, Moreira, João Tavares, Quarentinha, Beto e companhia.

 

Bracalli vai enfrentar ciumeira no Baenão


Armando Bracalli que se prepare. Vai precisar de muita habilidade para desenvolver seu trabalho na direção do futebol do Remo em meio à ciumeira que já está sendo manifestada pelos incomodados. O cargo de executivo do futebol pressupõe não somente poder, mas também o  assédio da imprensa. Total visibilidade. Aí está o motivo dos ciúmes, frutos de vaidades pessoais dos agregados à diretoria que não admitem ficar fora de foco.
Com ou sem “jogo de cintura”, Bracalli vai chegar com a autoridade de quem já era homem de confiança dos novos dirigentes azulinos, que o consultaram em inúmeras ocasiões para contratações. Além disso, tem experiência na função (no Paulista de Jundiaí) e foi um dos melhores goleiros que o Leão já teve.



Robgol não deverá ter os mesmos embaraços no Paysandu, na mesma função, mas já ouviu e concordou que precisará ser mais político na Curuzu do que ao longo do mandato de deputado estadual. O maior desafio de Robgol, como também de Bracalli, vai ser a administração de vaidades. O resto será fichinha.


 Mesmo fora, Leão mantém recorde na Copa

 

Somente o Atlético Mineiro tem mais participações que o Remo na Copa do Brasil. O Galo vai disputar em 2011 a sua 22 edição. O Leão Azul, que está fora da próxima CB, tem 20 participações e divide com o Vitória/BA o recorde do norte-nordeste. Só ficou fora em 1989 e 2007, e estará ausente também em 2011.     



O Águia estará na sua segunda Copa do Brasil, depois de bela campanha em 2009, quando derrotou o América Mineiro e o Fluminense/RJ. O Paysandu vai à 14ª participação na próxima temporada, com o desafio de chegar pelo menos à terceira fase, onde jamais chegou. A Copa do Brasil 2011 vai começar em fevereiro. Papão e Águia vão conhecer os adversários ainda este ano.

 

Baixinhas

 

-  FPF definiu os temas do seminário que vai promover ainda este ano: Gestão do Ceará como referência para os clubes paraenses; marketing no futebol e uma breve palestra do economista Roberto Sena (IBGE) sobre a influência do futebol na economia paraense. Em 2011, Sena fará um estudo do futebol como gerador de trabalho e renda no Pará, nos mesmos termos do trabalho que fez sobre o Círio de Nazaré.


 
- Conhecedor da legislação do mercado do futebol, o agente Fifa Roberto Macedo Júnior confirma presença no 1º Workshop de Futebol de Base do Pará, na próxima segunda-feira, no auditório da TV Liberal. O vice-presidente da FPF, José Ângelo Miranda, levará explicações sobre a alteração no contrato da Federação com o governo estadual, destinando 35% dos valores de Remo e Paysandu para as categorias de base.

- Paysandu está entre o caro que passa segurança (Givanildo Oliveira) e o barato que gera desconfiança (Joãozinho Rosas) para contratação do novo treinador. Enquanto os dois nomes dividem opiniões, outros nomes são agendados para sondagens. Lecheva segue na interinidade, comandando os treinamentos. 
 


- Há dois meses o Remo convive com uma oferta empolgante. Um empresário do ramo da mineração, que não quer ser identificado, prometeu ao clube pagar a dívida trabalhista (R$ 8,8 milhões) tão logo receba uma indenização do governo federal por uso indevido de suas terras. Processo em fase conclusiva.


- O empresário visitou o Tribunal Regional do Trabalho e reiterou a promessa à juíza Ida Selene. A promessa vem sendo tratada com a devida prudência, tanto que estava em sigilo e que o leilão da área do antigo Carrossel foi reprogramado para o próximo dia 16. Se a promessa for cumprida, não poderemos mais duvidar da existência de Papai Noel. 
                     

- Se as eleições de Remo e Paysandu mereceram críticas pela baixa participação dos associados (1.105 remistas, 545 bicolores), as eleições do Fluminense/RJ tornaram expressivos os números dos paraenses. Afinal, no Flu foram apenas 2.557 votantes, com o clube a um passo do título brasileiro.


- Já com portas abertas no Comercial de Ribeirão Preto, Marlon deverá ser o 21º jogador a se desvincular do Remo na Justiça do Trabalho, beneficiando-se da Lei Pelé e da ineficiência do clube. Antes dele: Rogerinho Gameleira, Belterra, Ney, Balão, Velber, Jaílson, Valdemir, Rodrigo, Thiago Belém, Landu, Zé Soares, Diego Barros, Adriano Miranda, Alencar Baú , Evandro, Cicinho, Da Silva, Romeu, Andrezinho e Darlan.  

  

- Deverá ser muito produtiva para o Remo a presença de Paulo Comelli nos estádios observando jogadores da fase seletiva do Parazão. As observações começaram ontem. À medida que o treinador for dando aval, os cartolas vão agir nas contratações regionais.